Pular navegação e ir direto para o conteúdo

Pular navegação e ir direto para as categorias

Pular navegação e ir direto para a lista de colunistas

Pular navegação e ir direto a assinatura do Feed RSS

Artigos do mês de dezembro, 2007


Mais um ano está se acabando e como sempre acontece, esse período nos remete a reflexão das nossas ações no decorrer do ano, onde erramos, onde acertamos, o que conseguimos alcançar e mais do que isso, é um período de renovar as esperanças, propor a si mesmo novas metas, novos objetivos e novos desafios que vão da redução do peso e o abandono de vícios a construção de uma nova carreira ou de uma empresa.

Sejam quais forem os seus objetivos para 2008, nós do Design Coletivo desejamos que você os alcance, que não apenas comece a fazer o caminho rumo aos seus objetivos, mas que se motive diariamente com os pequenos passos afim de manter o entusiasmo da busca, tendo a certeza que chegará onde deseja, porque começar é fácil, alcançar o objetivo desejado é só para quem realmente sabe o que quer e se aventura.

Que você troque grande parte das suas mensagens, fotos e apresentações enviadas por email por abraços, beijos e longas conversas, porque a tecnologia foi feita para encurtar distâncias e não para afastar pessoas e convenhamos, um abraço firme e sincero fala mais que mil palavras.

Que você resgate as suas amizades e cultive muitas outras novas, porque sozinho você chega mais rápido mas com amigos você vai muito mais longe.

Que em 2008, você tenha muitos sonhos, conquistas, sucesso e acima de tudo atitude, porque apenas ter conhecimento e vontade não é importante, o que importa, é o que você faz com o conhecimento e a vontade que tem.

Faça diferente desta vez, ao invés de esperar o dia perfeito para mudar, esperar o momento ideal para agir, mude agora porque este é verdadeiramente o único momento que você possui. Ao invés de procurar a pessoa ideal, seja você a pessoa ideal e mude a vida de quem cruzar o seu caminho, dê o melhor que você pode sempre e não se contente com menos do que sonha, porque se é capaz de imaginar, é capaz de conseguir.

Enfim, não desejamos que você tenha um Feliz 2008, desejamos que você faça um 2008 Feliz!

Um forte abraço da equipe Design Coletivo!!!

Neste meu período de contato com as Artes Digitais, sempre fui um grande admirador de trabalhos com Graffiti em 3D. Estes trabalhos sempre demonstram uma grande capacidade de impacto, sendo sempre bem ousados, deixando uma grande interrrogação na cabeça de muitos admiradores.

Digo isso por mim mesmo, sempre penso “Nossa, como é que ele fez isso!?”. Questões como essa sempre me passam pela cabeça quando vejo coisas fantásticas como os dois exemplos abaixo.

mOsk e daim

Após muita pesquisa, encontrei diversos artistas que desenvolvem trabalhos deste tipo, a maior parte deles abusa de sombras e cores, deixando o resultado cada vez mais fascinante em cada detalhe de sua arte. Fico impressionado com a profundidade dada a cada elemento na composição, valorizando e adicionando vida às suas formas e cores através de um enorme conhecimento da técnica.

Conversando com quem cria em 3D, o que ouvi foi unânime: “Quando você vai criar algo em 3D, tem que pensar em 3D”. Esta é uma coisa difícil de fazer na “vida real”. Busquei criar coisas mais artísticas em 3D, mas não tive tanto sucesso ainda, acho que tenho que desenvolver mais este “pensar em 3D”.

Como sou um grande admirador de Graffiti e principalmente em 3D, vou falar mais sobre o trabalho dos artistas mOsk e daim, autores das imagens a cima, nos próximos posts.

WAR in RIO

Diariamente somos forçados a enfrentar diversas situações onde a injustiça, impunidade, violência, desigualdade e outros sintomas, se manifestam descaradamente e nos fazem sentir aquela horrível sensação de impotência. É certo que na maioria das vezes esse sentimento vai tão rápido quanto veio, mais esse é um outro sintoma da situação que vivemos atualmente, nos acostumamos a ver as coisas erradas acontecendo e nem sequer nos chocamos mais, a menos que esse algo de errado aconteça conosco ou com alguém do nosso ciclo, aí sim, essa sensação horrível é transformada em força para lutar, protestar, chamar a atenção para o caso e provocar a reflexão.

Uma história parecida vem ganhando muita repercussão atualmente, trata-se do polêmico projeto criado pelo designer carioca Fábio Lopez (morador da zona sul do Rio e que, como muitos já foi vítima de violência) o WAR in RIO, adaptação do famoso jogo de tabuleiro WAR feito com base na cidade do Rio de Janeiro. No jogo, o controle da cidade é disputado pela polícia, traficantes e demais personagens que a TV nos mostra diariamente, que fazem do lugar um verdadeiro campo de guerra.

Em entrevista ao site Globo Online, o criador diz que teme sim, uma interpretação negativa do seu projeto, porém, não planeja comercializar o jogo e sim provocar uma discussão sobre as condições em que vivem os moradores da Cidade Maravilhosa: “Esta é minha maneira de levantar a discussão a respeito de violência urbana. O jornalista escreve, o cantor de rap canta e o designer cria um projeto bacana, como acho que criei. Cada um faz a sua parte.”

Como já estamos acostumados no Brasil, não será nenhuma surpresa se encontrarmos um jogo desses à venda em camelôs (claro que me refiro a versões não oficiais), mas o que vale para nós designers é a certeza de que podemos sim usar nosso conhecimento para discutir as questões que nos incomodam e mudar as coisas ao nosso redor fazendo a nossa parte.

Mais:
Blog do Fábio Lopez
Blog do jogo WAR in RIO
Entrevista no Globo Online

Pierre Mendell: Cartazes

Em cartaz desde 14 de novembro na Caixa Cultural Sé, a exposição “Pierre Mendell – Cartazes” traz a São Paulo obras do renomado designer gráfico alemão Pierre Mendell. A mostra, composta por mais de 50 cartazes criados para diversas instituições alemães, apresenta belíssimas peças desenvolvidas nos últimos 30 anos, de foco primordialmente cultural e social.

Ao longo de sua trajetória, Pierre Mendell estabeleceu um padrão singular de comunicação com seu público. A partir do uso de elementos simples e da brincadeira com formas e cores, o designer determinou um contra-ponto ao excesso de imagens que assolam a cultura contemporânea, e assim imprimiu ao design gráfico cotidiano não só o rápido, o claro e o simples, mas também levou seu público a enxergar seus cartazes não apenas com os olhos, mas também com a imaginação.

Detentor de um senso de observação privilegiado do mundo a sua volta, Mendell soube como poucos expressar em seus cartazes, que variam dos espetáculos de ópera às questões sociais, a essência do tema abordado. O público paulistano, que passou a discutir a comunicação visual na cidade em função da Lei Cidade Limpa, é presenteado, com esta exposição, vinda em tão apropriado momento, com beleza e inteligência.

A dualidade entre simplicidade e exatidão marca o trabalho de Pierre Mendell

Cartazes de ópera para o Teatro Municipal da Baviera

O público confere o trabalho de Pierre Mendell, pela primeira vez no Brasil

Diante de Deus todo os homens são iguais. Iniciativa do estúdio de Pierre Mendell

Alexandre Wollner analisa o trabalho de Pierre Mendell

Ler o texto completo »

Não me faça pensar

A chamada “Uma abordagem de bom senso à usabilidade na Web” é realmente como o livro se apresenta.

A 2ª edição é um pouco diferente da primeira, porém como o próprio autor diz, algumas coisas mudaram na web e ele precisava ser atualizado, mas continuar curto e objetivo.

Como projetamos e como o visitante usa o site

‘Não me faça pensar’ é o que Krug chama de sua 1ª lei de usabilidade. Não pode haver dúvidas para quem navega, ele fala que quando navegamos, examinamos os sites com perguntas (O que tem aqui? O que será isso? etc.) e nosso objetivo a hora de projetar sites é eliminar essas perguntas. Quanto mais sucinto uma frase ou ligação for, mais fácil de entendê-lo será.

Diferentemente de quem trabalha com internet, as pessoas não têm muito tempo para examinar as páginas, elas não usam a internet da mesma maneira que nós e saem clicando na primeira coisa que acham interessante ou que parece ser o que estavam procurando. . Esses links precisam ser claros, os botões devem parecer botões e menus não devem ficar escondidos. Não há nenhum problema em fazer uso das convenções, porque para quem visita é mais claro entendê-las. Aliás a criatividade vem do bom uso dessas convenções. Claro que cada projeto tem suas particularidades e linhas gerais servem para apoio, não como regra, porém caso seja necessário reinventar a roda, tenha em mente que para isso (quase sempre) o usuário vai precisar pensar.

Depois ele fala da arte de não escrever para web, onde deve ser usado o mínimo de palavras possível e dá uma geral sobre breadcrumbs (migalhas de pão) assemelhando-as a placas de rua, que nos mostram o caminho, nos deixando seguros.

No capítulo 9 o assunto são os testes de usabilidade, que devem sempre ser feitos, o maior número possível de testes em cada etapa e a análise de resultados deve ser instantânea. A quantidade de pessoas para participar de cada teste não é fundamental, é melhor fazer dois testes com 3 pessoas cada um do que um teste só com 8 usuários, que vão enxergar menos problemas em um único teste do que 2 testes. Particularmente o assunto me interessou, os testes não parecem mais ser coisas de super especialistas, mas podem ser feitos por qualquer pessoa que desenvolva para internet. Há algumas ferramentas grátis que capturam telas (como o Camtasia Studio) e podem ser úteis nessa tarefa, evitando a necessidade de uma filmadora e uma fita, por exemplo.

A parte mais interessante do livro é a abordagem à paciência do usuário ao navegar em sites. Pode ser que ele comece disposto e vá ficando mais paciente ou impaciente de acordo com a facilidade de uso do site. Escaneei um gráfico do livro que é mais claro que qualquer explicação que possa ser escrita sobre o tema.

Nível de paciência do usuário

Krug conclui o livro falando sobre acessibilidade e resolução de problemas comun, como clientes e chefes insistentes com o que vai dar errado, como animações desnecessárias (como páginas splash), nomes de links que têm significado para a empresa e não para o usuário e campos excessivos em formulários.

Como escrevi anteriormente, as palavras do livro servem como base para apoio e são flexíveis ao seu projeto. Quanto mais fácil for usar um site, mais sucesso ele poderá alcançar, independente de quem o usa. Se o site for fácil de usar para a sua avó, para os outros também deve ser.

Mais:
Site do autor Steve Krug
Pra você que (ainda) acredita em banners

Batalha: A Guerra do Vinil

Projeto desenvolvido desde o ano de 2003, pelo estúdio Terpins Greco e co-produzido pela Cartoon Network, de animação em stop motion para uma microssérie dividida em 4 capítulos com 5 minutos cada de conteúdo bem original e brasileiro. Procurando retratar a realidade dos jovens nas periferias do país. A ação de “A Guerra do Vinil” acontece em uma grande maquete, inspirada na favela Cangaíba, na Penha (zona leste de São Paulo).

Com uma riqueza grande de detalhes na modelagem de seus personagens e cenário, uma animação muito bem articulada e uma boa história com um ótimo humor até nos nomes de seus personagens, como por exemplo, a personagem Elza (Sátira a cantora Elza Soares), tem como marido “Pinga” (Sátira ao jogador Mané Garrincha, que morreu de alcoolismo).

A microssérie foi ao ar na Cartoon Network no mês de setembro deste ano no “Adult Swin”, a sessão adulta da emissora.

Já foram citados em matéria do site da Revista Rolling Stone.

O projeto pode ser forte representador do país em festivais do gênero.

Daniel Greco, produtor, roteirista e um dos sócios do estúdio responsável pela criação, diz ter conteúdo suficiente para produzir um longa ou uma série de 13 episódios, com 23 minutos cada ou um livro.

Mais:
Vídeos (4 Episódios)
Chivitz (Grafiteiro, ilustrador responsável por alguns desenhos do cenário)

Sobre

O Design Coletivo é formado por 8 designers, interessados em criação de conteúdo relevante sobre design e seu reflexo no mercado, além do estímulo do debate nos assuntos referentes à area.

Leia a descrição completa

Destaques