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Artigos do mês de janeiro, 2008


A comunicação visual em São Paulo tem passado por diversas modificações em virtude da atual legislação e muitos de nós que estávamos acostumados a ver algum tipo de arte urbana em algum muro, túnel ou esquina na cidade, agora vemos lugares pintados de qualquer jeito, apagando diversos desenhos feitos por um de nossos artistas urbanos.

Muitos profissionais em diversas áreas buscam referências na arte urbana, pois sempre há muito que explorar com tantos conceitos e criatividade existentes no meio. Trabalhos que dão cara nova a muitos ambientes internos e externos. Como o do exemplo abaixo, que foi desenvolvido artesanalmente com tipografia de recortes.

Fefê Talavera

Mesmo em meio as proibições da legislação (e em parte em função dela), a arte urbana vem ganhando muitos apreciadores e adeptos e um forte sinal disto são os diversos espaços criados em áreas nobres, muitos adaptados em bares, botecos e restaurantes que exibem ambientações com referências de arte urbana.

por Vine no Studio SP - Vila Madalena

por Alexandre Orion

Diversos eventos e mostras têm celebrado o trabalho de excelentes artistas que abusam das latinhas de tinta para mostrar o que sabem, como na exposição RUAS DE SÃO PAULO na Jonathan Levine Gallery em Nova York. Abaixo veja algumas fotos do evento.

O evento RUAS DE SÃO PAULO reuniu muitos artistas brasileiros tais como: Zezão, Titi Freak, Onesto, Boleta, Fefê Talavera, Highraff, Kboco, entre outros.

Mais:
Galeria de Fotos: RUAS DE SÃO PAULO
Lost Graffiti
Vine
Alexandre Orion

Em um projeto para um novo web site em que estive envolvido recentemente percebi, através do pior exemplo, como o simples fato de perguntar antes de executar qualquer trabalho faz falta, não importa o quão especialistas naquele assunto somos, nem mesmo se somos o mestre o “achismo” e continuamos a acreditar veemente que somos capazes de adivinhar o que os outros estão pensando e querendo.

Após ouvir atentamente o que o cliente queria e fazer as anotações, cometi o grave erro de achar que sabia o que ele quis dizer e simplesmente não fazer aquelas perguntas rotineiras que acabam com a margem de dúvidas, diminuindo a de erros. Não é preciso muito para saber que, acabei tendo que fazer tantas alterações no trabalho que no final, posso dizer sem dúvidas que fiz dois trabalhos, mas obviamente recebi apenas por um deles.

Infelizmente para nós designers, esta não é uma história incomum, mas ela pode acontecer com qualquer área e nos mais variados projetos. Não são poucas as vezes em que deixamos de lado essa importante tarefa (de perguntar) e cometemos erros, esquecemos que tudo é passível de interpretação e essa, por estar carregada de subjetividade, nem sempre é a mesma para as partes envolvidas.

Fazer a pergunta certa é, muitas vezes, a parte mais importante do nosso trabalho e também a que mais pode facilitá-lo. Quantas vezes a nossa reação diante de uma pergunta que parece óbvia é sempre a resposta: porque você faz uma pergunta cuja resposta já conhece? Hoje entendo a importância desta prática e o sem número de erros que esta atitude pode nos garantir.

Uma breve análise sobre o ato de questionar nos mostra por exemplo, o que a maioria das pessoas procuram quando recorrem a terapias, parece assustador, mas o que elas precisam são as perguntas corretas,que lhe ajudem a entender o que está acontecendo. Esse é o trabalho do terapeuta e é através das perguntas certas que ele estimula e direciona o paciente a desenvolver o autoconhecimento a ponto de entender e superar a situação.

Quando for iniciar seu próximo projeto, não se esqueça de incluir muitas perguntas nele e claro, sempre que concluir uma etapa ou surgir uma dúvida, pergunte também, mesmo que a resposta pareça óbvia e clara para todos. Não se preocupe em ter todas as respostas, as perguntas certas são bem mais importantes e certamente você chegará a conclusão de que a resposta e a solução para todas elas é, e sempre será a mesma, você.

Outdoor adidas para campanha Impossible is Nothing na Alemanha. Não permitido em SP

Passada a implementação da “Lei Cidade Limpa”, a qual bane a publicidade em mídia exterior em São Paulo, publicitários e designers gráficos, buscam alternativas para a veiculação de anúncios, enquanto aguardam o lançamento da licitação do mobiliário público pela prefeitura. Parte dos recursos, antes destinados aos outdoors, foi redirecionada para a internet, jornais e rádios, além do aumento no número de anúncios indoor. Mas o que esperar da criatividade dos anúncios diante de uma legislação tão restritiva?

Geralmente, o que se espera do anúncio de um produto é o incentivo às vendas do produto, a popularização do produto e da empresa, a consolidação de slogans, entre outros, porém os anúncios em mídia exterior na cidade de São Paulo vinham sendo caracterizados por aspectos negativos dos mais diversos e apresentando uma enorme falta de criatividade. Excesso de informação como apresentação de diversos telefones, websites, e-mails e textos imensos (sobretudo em anúncios de vestibular), faixas sobre postes e distribuição espacial sem nenhum critério que favorecessem a legibilidade do público, tornaram a comunicação visual na cidade caótica e precária.

Durante a abertura da exposição Pierre Mendell – Cartazes, na Caixa Cultural Sé, os designers Alexandre Wollner e Fernanda Martins, ressaltaram este aspecto negativo na comunicação visual da cidade e mais que criticar a ação da prefeitura, lançaram reflexões e possíveis propostas, além de estimularem os designers a serem mais criativos e engajados em pressionar a prefeitura para a criação de espaços de publicidade bem definidos e regulamentados.

Anúncio Security Glass da 3M em ponto de ônibus no Canadá

Um excelente anúncio realizado com criatividade foi o amplamente conhecido Security Glass da 3M. O anúncio, instalado em um ponto de ônibus na cidade de Vancouver no Canadá, consistia de um painel de vidro recheado de dinheiro protegido pela película super-resistente da 3M, o qual se mostrou extremamente eficaz em seu propósito, pois além de divulgar o produto, levou o público a literalmente interagir com o anúncio por meio de pontapés e voadoras (contribuindo para credibilidade do produto e da marca), gerando ainda mais marketing através de mídia espontânea em TV, jornais e internet.

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Em um mundo onde a tecnologia assume cada vez mais um papel de protagonista, algumas áreas da arte e do design sofrem modificações diretas, influenciadas por novas técnicas, proporcionando assim a criação de novos artistas. Esses artistas acabam utilizando diversas plataformas e mídias para desenvolver novos processos de criação, aliados geralmente a grandes campanhas publicitárias. Com isso vários designers atuais se consagram a ponto de serem considerados verdadeiros artistas dessas novas mídias, formalizando idéias e execuções baseadas em conceitos de arte, design e tecnologia.

Todas as idéias são apresentadas e divulgadas durante todo o ano em grandes festivais internacionais, constituído por diversas agências de todo o mundo, como o famoso Festival Internacional de Cannes que acontece na França, com o intuito de mostrar o que há de mais criativo e inovador nesse planeta. O festival começou a ser elaborado no final de 1930, mas veio a ter sua primeira edição realmente em 1946, se tornando um dos mais tradicionais e respeitados até hoje. A premiação é formada por diversas categorias, como os melhores do cinema e as melhores campanhas publicitárias.

Como base de suporte inicial para essas criações está a Internet, que disponibiliza gradativamente espaços para as intervenções da publicidade. Com isso, clientes de grande porte vinculam seus ideais a agências e investem de maneira abundante em campanhas, que posteriormente se transformam em hot sites, depois viram peças (como banners e formatos), e interagem com outras mídias, como a TV e mídias offline (gráficas – revistas, folhetos, outdoors).

Algumas das campanhas mais conceituadas da Internet podem ser visualizadas no site BannerBlog.

Um bom exemplo de interação foi a campanha da empresa Parmalat, que há mais 10 anos atrás investiu nos famosos “Bichinhos da Parmalat“, tendo uma imensa divulgação na TV e revistas. Essa campanha, responsável por tantas premiações, foi ressuscitada durante o ano passado, já com os bichinhos crescidos.

As campanhas atuais precisam de além de ótima idéia, estar adequadas ao tempo e a determinados valores tecnológicos e contemporâneos. Assim, os designers que trabalham diretamente nesses projetos e campanhas muitas vezes por se adiantarem ao tempo prevendo novas soluções são considerados artistas de uma nova geração, que além de outros objetivos e ferramentas, trocaram à tela e pincel por monitor e mouse.

Recentemente tive a oportunidade de adicionar em meu guarda-roupas uma quantidade considerável de produtos Adidas. Ressalto que não estou ligado (nem o Design Coletivo) de maneira nenhuma à essa empresa, abordo somente minha admiração por seus produtos.

O sucesso global da marca não é em vão, a qualidade é muito grande e a experiência ao usar é muito agradável. Além da qualidade, já esperada, o que mais me chamou a atenção foi a beleza e sofisticação. Pequenos detalhes que demonstram a preocupação em ser uma marca diferenciada. Vou colocar as fotos que tirei e basear minha argumentação nelas. Leia a história da marca:

Espanha

Este modelo modelo à primeira vista causou estranheza, já que não havia o símbolo da marca no lado direito do peito – onde comumente ficam as marcas dos fornecedores de material esportivo nas camisas dos clubes. A primeira reação foi procurar o tal símbolo, que estava na parte inferior da camisa. Algo simples, mas parece ter sido feito com classe, dando um toque especial ao modelo.

Espanha - peito

Espanha

Etiqueta especial para a Copa do Mundo da Alemanha em 2006.

Espanha - detalhe etiqueta

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O Camilo já defendeu aqui, tempos atrás, o uso do papel e o Klaibert também em seu último artigo. E realmente, no processo criativo a utilização dele é bem útil.

Procuro andar sempre com um bloco de papel e um lápis comigo, hábito que já conservo há tempos. Periodicamente acontece de aparecer uma idéia na cabeça. Na hora pego o papel e faço um rascunho (esboçando um desenho, escrevendo um texto, ou os dois), bem simples mesmo, com poucos detalhes, para que eu não esqueça a idéia e ela passe batida.

Chegando em casa melhoro esse esboço, pensando na disposição dos elementos, paleta de cores, estilo da fonte, etc. Aproximadamente como no esquema abaixo. Isso ajuda bastante quando aparece uma idéia, não deixando dispersar uma idéia que surge de repente.
cor1.jpg
Idéia de produção de uma máscara para stencil que faço.

Às vezes escrever no celular ou tirar uma foto de referência de alguma coisa também facilita.

Além dessa questão levantada, que é usada para se lembrar de uma sacada, o papel é muito útil para organizar um layout e projetos visuais. Quando se tem o briefing na mão ou a própria idéia na cabeça, se organizar no papel facilita imensamente o trabalho, principalmente estruturando a diagramação (como na maioria dos casos). Assim se ganha um bom tempo no processo.

revista1.jpg
Projeto de página interna que fiz para uma revista educacional.

Com o rascunho em mãos é possível discutir com amigos de trabalho que você confia, com seu diretor de arte/criação ou diretamente com o cliente. Com a ajuda de uma simples borracha para descartar possíveis exageros e fazer alguns ajustes é possível ir direto ao ponto na produção e finalização. Daí é só passar para a tela ou qualquer outro suporte que vá usar.

Faça o teste.

Sobre

O Design Coletivo é formado por 8 designers, interessados em criação de conteúdo relevante sobre design e seu reflexo no mercado, além do estímulo do debate nos assuntos referentes à area.

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