Num mundo globalizado e conectado como o que vivemos hoje o contato com outros trabalhos faz parte do cotidiano. Quando nos abrimos para explorar esses trabalhos e enriquecer nosso repertório criativo temos fontes infinitas para coletar material.
Por muito tempo, com o incentivo do pessoal da faculdade (colegas e professores), juntei uma quantidade considerável de imagens, layouts, ilustrações e diversos tipos de composições no HD do meu computador. Hoje tenho mais de 1Gb de print screens e imagens, além de material de vídeo e outras formatos espalhadas por pastas. Em várias oportunidades já consultei essa coletânea, bastante admirada por alguns amigos, quando precisava fazer algum trabalho criativo. Porém ir atrás dessas referências me tomava o tempo inclusive de analisá-las separadamente e aprender mais com cada uma e gradativamente diminuí a carga de pesquisa. Outra coisa que me faz falta é só ter essas referências no HD, nada de impresso, palpável, o que posso suprir com revistas como a Computer Arts.
Com estudantes, freelancers e agências desenvolvendo coisas novas todos os dias, a quantidade de material se multiplica em proporção geométrica, com estilos diferentes e, no meu caso, optei por diminuir a busca de referências, agora em freqüências casuais, porém de estilos diversificados. Tenho trabalhos de ilustração, outros com destaque na fotografia, na tipografia, belos sites feitos em Flash, todos em quantidade razoável.
Mas tanta referência acaba servindo para que?
Se você só ficar pesquisando não serve para nada. Se houver um exercício de aplicação dessas referências há um ganho considerável.
Por exemplo, ao observar o portfólio do Thiago, que escreveu há alguns dias, em vez de só apreciar os trabalhos ou a limpeza visual do layout, podemos tentar entender melhor o que o levou a fazer daquela forma. A consistência no uso das cores, tipografia utilizada e julgar se a composição foi bem feita, afinal precisamos ter senso crítico. Esse processo faz com que na hora que for a sua vez de criar algumas etapas se desenvolvam de forma mais rápida (porém nunca automatizada).
Constante observação e questionamento sobre a aparência, forma, funcionalidade e clareza do que é feito nos leva a uma nova etapa através de qualquer referência. É como atingir uma dimensão nova de entendimento.
Mais:
Websites favoritos no del.icio.us
Inspiração e referência de todo mundo no del.icio.us
Showcase no Smashing Magazine
Publicado em: Criação, Referências, Sábado, 24th Novembro, 2007 às 2:18 pm
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Novembro 24th, 2007 às 3:57 pm
Achei muito interessante o assunto que aborda e acho que muitas vezes essa nossa mania de guardar material que está na net, é uma ação que herdamos da época em que colecionávamos revistas (alguns de nós ainda o fazem)a questão é, qual o uso que fazemos deste material,eu por exemplo de tanto juntar material valioso, acabei ficando sem tempo para ler e neste caso, a referência se resignifica e vira lixo, bagunça ou qualquer outra coisa sem utilidade.
Ter boas referências é legal, mas ficar ajuntando um monte achando que um dia vai ter tempo para ler é vão.