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O Rafael já escreveu aqui sobre o processo de criação, onde fala sobre referências, estilo e faz uma introdução sobre esse processo.

O que vou abordar neste texto é sobre o momento em que isso acontece. Seja quando você recebe o briefing daquele job ou o momento posterior à reunião com o cliente, onde começará a pensar nos diferenciais daquele projeto.

As informações estão ali no papel (ou no documento na tela) e sua cabeça está começando a pensar em diversas coisas. Não abra o Photoshop! Mantenha-se concentrado na idéia, desviar a atenção para o computador ou qualquer outra coisa pode fazer com que você se desconcentre, o momento da criação é anterior à execução ou produção dessa idéia.

Pegue um papel e um lápis ou abra um editor de texto (como o Bloco de Notas) e comece a colocar resumidamente o que haverá de ser feito. Isso vale para um cartaz, flyer, banner ou até um site inteiro.

Organize as informações e defina a hierarquia delas para facilitar o processo. Depois, baseado no tipo de trabalho que será feito, pense em que conceito haverá ali. Se será algo formal ou mais ousado, pra quem será direcionado (target ou público-alvo) e anote. Há dezenas de outras coisas que também são pensadas aqui, mas nos aprofundaremos isso mais para o futuro, prometo!

Depois de ter a parte ’suja’ do trabalho definida aí sim a criatividade começa a aparecer. Você vai pensar em que efeitos, tecnologias poderia usar, sempre se baseando no conceito que havia definido anteriormente. Se você falhar em algum desses pontos, a chance do trabalho dar errado cresce, mas nunca é tarde pra começar de novo.

E aí que entra a referência e o exercício de exploração dessas referências (como comentei no meu outro post) e onde aumentamos nosso poder criativo.

Depois dessas etapas, o conceito criativo da composição a ser montada estará concluído. Se você tiver a oportunidade de aprovar essa parte com alguém seria interessante, principalmente no caso de ela ser reprovada, onde o tempo ‘perdido’ seria menor.

Esse processo é mais longo do que o comum, ou que você atualmente faz, porém não necessariamente tão mais demorado e o hábito do planejamento fará demorar cada vez menos.

Isso tudo sem abrir o programa, seja ele o Photoshop, Illustrator, InDesign ou Flash, entre outros.

Caso esteja pensando que o tempo gasto na elaboração de tudo isso vá afetar sua produtividade, está enganado, pelo contrário, só fará sua cabeça trabalhar mais rápido, além de que com todas as frentes do trabalho bem elaboradas, a chance de dar errado é bem menor. E haverá o reconhecimento do diferencial do seu trabalho, um significado autêntico e não uma repetição do que já é feito.

Depois, abra o software e só EXECUTE o trabalho, aproveitando as facilidades que a computação gráfica proporciona (o céu é o limite nas últimas versões dos programas gráficos), depois é só correr pro abraço.

Talvez você já execute esse processo e nem perceba, mas o ideal é que isso seja feito conscientemente, senão não há aprendizado.

No dia-a-dia na agência, ou da empresa, ou mesmo como freelancer, é bem possível que as ocasiões onde você será o responsável pela criação não aconteçam todo dia, mas quando isso acontecer, esteja preparado.

Publicado em: Criação, Referências, Segunda-feira, 15th Outubro, 2007 às 8:57 am
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5 Comentários para "O momento da criação"


  1. Thiago:
    Outubro 17th, 2007 às 11:37 pm

    Boa Camilo,
    Creio bastante nisso que você falou, primeiro rascunhar na mão mesmo, todo tipo de ideia anotar, a ferramenta (computador), deixar só como finalização do processo.
    Não pensava mto nisso (como muitos pensam), o tempo gasto é menor e fica um trabalho muito mais pensado.
    Sugestões de outras pessoas sao sempre validas, pq as vezes a gente acha que esta correndo para o lado certo e nem tá e critica costuma ser sempre construtiva…

    abraço



  2. Luciana:
    Outubro 20th, 2007 às 7:20 pm

    Olá Camilo,
    Sobre o comentário q vc deixou lá no texto que escrevi sobre o livro das marcas, seguinte: na Siciliano tem, valeu?
    abs!



  3. Cássio:
    Outubro 20th, 2007 às 11:33 pm

    Belo post….
    Apesar de eu acreditar que cada um tem uma metodologia que melhor trabalhe seja ela qual for, é fato que o computador pode se tornar um inimigo criando uma espécie de prisão para o designer que se apoia nas ferramentas disponíveis nele ao invés de buscar referências e sugestões do próprio colega de criação…



  4. Camilo Oliveira:
    Outubro 21st, 2007 às 3:23 pm

    Com certeza, Cássio.

    A metodologia é pessoal, neste post descrevi a minha, o importante é não deixar o computador responsável pela criação.



  5. O bom e velho papel | Design Coletivo:
    Janeiro 17th, 2008 às 8:58 pm

    [...] Camilo já defendeu aqui, tempos atrás, o uso do papel e o Klaibert também em seu último artigo. E realmente, no processo criativo a utilização dele [...]



  1. 1 Trackback(s)

  2. Jan 17, 2008: O bom e velho papel | Design Coletivo

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