
Projeto iMargem. Artistas plásticos urbanos fazem artes e educam a conscientização nas margens da Represa Billings.
Esta semana passei em uma avenida que não passava há tempos. Aquela com o corredor de ônibus que liga os terminais Diadema e Jabaquara (Av. Conceição, se não me falha a memória).
A Lei Cidade Limpa gera cada vez mais discussões. Reparei na grande quantidade de muros pintados de cinza pela prefeitura de São Paulo. Um cinza feio (pintado com tinta vagabunda à base de água e cal), sem vida alguma, se expande na cidade e com isso muros grafitados há anos vão perdendo cada vez mais suas cores.
Não é nada legal ver a cidade poluída com outdoors, faixas de “telemensagens”, anúncios de “cartuchos de impressoras” e “votem em políticos corruptos, vocês saem ganhando com isso”, uma coisa atropelando a outra. Mas e cadê a arte urbana?
Embora venham da resistência (brigando por seu espaço na cidade, pintando na madrugada para não sofrerem denúncias e perseguição da polícia), os artistas urbanos, vem perdendo um pouco a sua força. Só uma minoria que é reconhecida na mídia consegue seu espaço, mas e quem está às margens? Artistas novatos e veteranos que tem muito a mostrar à cidade e enriquecê-la com beleza.
É legal ver muitos que não fazem parte da elite dos grandes artistas e tentam cada dia mais, acabar com a insaturação de cores dos muros da cidade, tirando dinheiro do próprio bolso para comprar seus materiais e muitas vezes tendo que reforçar seus trabalhos nos muros porque apagam. Um grande exemplo disso é o trabalho dos artistas do Projeto iMargem.
Alguns deles:
Mauro – Um dos idealizadores do Projeto
Goms
Tim
Sliks
Vine
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Publicado em: Arte Urbana, sexta-feira, 23rd novembro, 2007 às 10:23 am
Tags: Cultura
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