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Esses dias me deparei com notícias de que dois grandes serviços online vão lançar versões completamente novas de seus produtos.

O primeiro é o Basecamp, software de gerenciamento de projetos da 37signals, de quem eu já cansei de elogiar aqui.

Na coluna que anuncia o novo projeto, Jason Fried (co-fundador), argumenta os motivos que levaram a empresa a fazer tudo de novo. Resumidamente eles entendem que o ciclo de um produto que foi lançado há 8 anos já está no fim e é hora de fazer melhor. Abaixo um pedaço.

For one, eight years is a long time. Consider the ways in which the world has changed over the past eight years. We’ve learned a lot about collaborating in that time. We’ve received tons of feedback from users, many of whom have shown us the ways in which they work. Plus, there are technologies available that didn’t exist back then.

Leia a coluna inteira: Starting Over (em inglês)

Pessoalmente nunca usei o programa, mas já tive ótimas referências dele, fora a página de apresentação, que tem uma redação muito convincente sobre sua qualidade.

Vimeo

O segundo serviço anunciando um enorme redesign é o ótimo Vimeo.

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Design é inegavelmente uma palavra em evidência, por dezenas de motivos diferentes. Uma coisa que anda me incomodando é como as fabricantes de carro (e suas agências) estão tratando o assunto.

Todo mundo já conhece o jogo: Chega o final do ano e novos modelos de veículos são lançados. Quando as mudanças são sutis, geralmente a ênfase da divulgação vai mais o lado mecânico, melhoras de performance e etc. Quando a cara do carro tem uma mudança significativa, nossa palavra querida aparece de montão.

(no meu último post eu falo um pouco sobre essa evolução dos veículos ao longo do tempo – entre outras coisas)

Como já estamos em 2012, tem carro novo pra todo lado. E andam tratando design pra vender só a forma, consequentemente fazendo a população ter uma concepção errada do que a palavra representa, como acontece com o termo ‘marketing‘.

O maior exemplo do que venho falando é o Kia Soul, que se vende como “carro-design”.

Talvez o fato de eu achar esse carro horroroso contribua pra minha implicância com ele, fico um pouco ofendido de ver um carro feio desse levando a alcunha design. Veja o comercial.

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Postei essa imagem no twitter há uns meses e comentei sobre a permanência do visual da série E nos carros da Mercedes ao longo dos anos. Os replies que recebi comentavam da falta de inovação nos carros por parte da Mercedes e que a BMW tinha sido mais ousada nesse sentido. Não levei a discussão muito pra frente porque meu ponto não era comparar tecnologia, mas sim a aparência dos carros. Acho que o mercado automobilístico é o que mais respeita a característica de uma linha. Excluindo claro, os carros que são muito feios e precisam mudar completamente de cara ao longo do tempo, a maioria segue uma sequência de evolução bem clara. Abaixo, meu carro favorito.

Honda Civic

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imagem por Andrew Dobson – hahaha, muito bom

É um assunto daqueles que, igual caviar para o Zeca Pagodinho, eu praticamente só ouço falar. Talvez você também. A Wikipedia tem uma boa definição do assunto: “um conjunto de parâmetros que mensuram a performance de um website ou de uma campanha de publicidade no meio digital.”

O artigo é bem fraco e acaba aí, mas neste texto há boas explicações. Ele fala de alinhamento de métricas com os objetivos da empresa, daquele site específico, etc. E excluindo o e-commerce, só vejo textos falando sobre publicidade online, pouca gente trata da normal (e constante) evolução dos websites. Talvez o volume de dinheiro envolvido em publicidade online seja o principal responsável por isso, já que é necessário calcular se as ações estão dando resultado ou não.

Sobre e-commerce, a maior parte dos textos que abordam métricas fala sobre conversões, aumento de vendas, o que é esperado. Mas todo o resto parece ser ignorado. Talvez seja culpa do jeito que a gente trabalha, como citado a seguir:

It’s tempting to divide skills into visual design and interaction design. But that distinction is often a reflection of the job roles at design agencies. Is the traditional design agency process part of the problem? We have this linear approach: discover, design, develop, deliver—like a relay race.
http://adactio.com/journal/4538/

Voltando à realidade das agências, onde a maioria de nós trabalha, ou já trabalhou, nosso contato com métricas é muito pequeno, o trabalho geralmente fica só em criar e produzir, temos pouco feedback do resultados do que produzimos. A maioria dos jobs fica poucos meses ativa no ar e a palavra que a gente mais ouve é CTR (que geralmente é um número bem pequeno).

E por trás do processo de melhorar um site está a observação do comportamento das pessoas nele, com o objetivo desejado em mente, tal como na publicidade.

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Finalmente um post novo aqui no DC.

E pra não ficar só aquele chororô de falta de tempo (e de assunto) pra postar aqui, vou falar sobre um evento que aconteceu há uns dias. Outros textos estão vindo também, espero que a morosidade dos últimos meses não volte pra cá nunca mais!

No sábado, dia 26 de março, aconteceu  a primeira edição do Construção, um evento cuja ideia é conhecer mais a história da carreira dos profissionais, e menos do portfólio deles. O projeto foi pensado por Felipe Tofani (Pristina), Rodrigo Louzada (DesignFlakes) e Tiago Yonamine (@trampos) e inspirado no gringo Creative Mornings. Na época que o Construção (ainda sem nome) foi concebido eu trabalhava com o Felipe, e me impressionei com o projeto assim que ele me contou, sabia que ia ser um negócio legal.

E como o objetivo é conhecer a trajetória de cada um, o que os fez chegar em cada lugar, nada melhor que pessoas com histórias diferentes pra contar. Para a primeira edição, os convidados foram Henrique Nardi (Tipocracia), André Passamani (Colmeia) e Beto Macedo (Trip).

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Quase isso.

A correria que a gente trabalha nos faz ficarmos acostumados com o “melhor que deu pra fazer nesse tempo“. Mas quando vamos para o próximo job, a loucura é a mesma. E então passamos a ver os trabalhos que chegam pra nós como uma pilha de trabalho a ser entregue.

E isso é ruim. Muito ruim. Porque uma hora você se entedia com aquele bando de coisa meia boca que sai do seu Photoshop. Não necessariamente porque você não é bom ou não sabe fazer direito, mas porque nunca dá tempo de refinar. Quando você começa a juntar os trabalhos pra ver o que vai entrar no portfólio, ou fazer uma retrospectiva, parece que nada merece ser muito lembrado e começamos a dar desculpas pra nós mesmos do que não ficou legal. E isso é uma merda porque essa auto-enganação não dura muito tempo, caímos na real rapidinho.

É preciso ter aquela calma que o diretor de criação tem.

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O Design Coletivo é formado por 8 designers, interessados em criação de conteúdo relevante sobre design e seu reflexo no mercado, além do estímulo do debate nos assuntos referentes à area.

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