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Artigos do autor Klaibert Miranda


Tenho visto muitas pessoas com camisetas estampando a marca (desde barbudos, até as patricinhas), obviamente me perguntei o que pode estar por trás desta história, já que muitas pessoas que ostentam a marca, pensam que é uma banda (talvez porque tenham visto uma amiga com a camisa dos Ramones, também sem saber quem são… rs).

Camiseta Jack Daniels feminina

Deixo claro que, assim como a brincadeira acima,  tudo que escrevo aqui representa minha opinião e não a verdade, tentei apenas entender os motivos pelos quais tantas pessoas usam e curtem a mesma coisa. Comecei obviamente perguntando à algumas pessoas, que em sua maioria disseram que é uma estampa bonita, mas não sabem ao certo do que se trata. Outros até sabem que não é uma banda de rock, mas nunca experimentaram o whiskey.

90% das garotas que usam a camiseta Jack Daniels nunca ouviram esta banda.

Pois bem, de onde vem a famosa estampa então?

A estampa que vemos hoje, é nada mais que o rótulo da garrafa quadrada do whiskey (um ícone). Criar um rótulo, foi uma estratégia de marketing usada pelo velho Jack (Jasper Newton Daniel) para diferenciar sua bebida das demais quando o produto ainda era vendido em garrafas com tampa de cortiça, desde o início já era visão tornar a bebida algo único em todos os sentidos.

É interessante notar no entanto que a composição (estampa) que vemos, embora antiga, recorre aos princípios básicos do design (contraste, alinhamento, proximidade e repetição) para criar a harmonia (mesmo com muita informação) da qual a moda se apropria ao estampar as camisetas que parecem vestir bem a todos que usam. É claro que os mistérios que cercam o tal “Old n0 7” e o fato de a marca ser realmente consagrada e admirada por astros do rock e do cinema (com aparições em capas de discos e filmes como Perfume de Mulher), aliados ao contexto em que as aparições das camisetas cresceram (festivais com a presença de muitas bandas consagradas de rock e posse massiva de tecnologias que facilitam o compartilhamento de informação) ajudaram a popularizar e viralizar ainda mais tudo isso. Ainda assim, não é uma receita com garantia de sucesso!

 

Para nós designers, acho interessante notar como o uso dos princípios básicos pode fortalecer uma mensagem e também como o design dialoga com a moda e com as mais diversas fontes o tempo todo, ou seja, tentemos ver sempre além das aparências ou da vontade imediata de criticar ou rotular, tudo pode ser inspiração para criar algo novo, ou talvez, apenas uma apresentação diferente para algo que já está batido. Cá entre nós, não é isso que todo indivíduo e empresa buscam?!

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Conheça a destilaria que fabrica o Whiskey e recebe presencialmente 500 pessoas por dia que saem reproduzindo a história da marca pro mundo (genial não?!)

MTV Engine Room

A MTV, em parceria com a HP está realizando mais um reality show geek a diferença é que o MTV Engine Room é algo que deve interessar muito os designers, artistas gráficos e etc.

O programa traz 16 artistas digitais de várias partes do mundo, divididos em 4 equipes, munidos com equipamentos HP de primeiríssima linha, para cumprir os desafios do programa que prometem ser o maior teste de criatividade aos quais estes profissionais serão submetidos na vida e como prêmio, os vencedores vão receber os equipamentos HP, 400 mil em dinheiro e o controle do telão de alta definição da MTV no Times Square. Outro fator interessante é que os episódios são curtos, a estréia mundial por exemplo tem menos de 8 minutos.

O Brasil tem como representante o designer gráfico Luis Salcedo, mas a diversidade de talentos é muito grande entre os artistas e vai de amantes da tipografia a especialistas em efeitos especiais e stop motion.

O programa não está relacionado na grade de programação da MTV Brasil, mas é possível acompanhar os episódios legendados em português e com boa qualidade de vídeo no site oficial do programa (também em português). No mesmo local é possível conhecer o portfolio de todos os participantes, da galera que assiste o programa e claro, enviar o seu também para o mundo todo avaliar.

Na guia episódios do site já estão disponíveis os dois primeiros episódios, onde é possível conhecer um pouco sobre os participantes e o primeiro desafio proposto, vale a pena assistir e compartilhar suas impressões conosco.

Já abordamos algumas vezes aqui, o tema naming e a importância que ele ganha diariamente, não tive como não pensar nisso quando vi o nome da nova operadora que começou atuar este mês na região metropolitana de São Paulo a ae iou.

Confesso que imaginei todos os nomes possíveis para uma operadora de telefonia celular menos esse, um nome que a princípio, além de não dizer nada, parece mais uma variação do nome da concorrente OI (que estreará em outubro no estado de São Paulo).

A explicação para o nome é bem simples (e particularmente não concordo e nem encontrei muito sentido nela), a BigMan, agência criadora do nome, explica que aeiou foi escolhido porque as vogais são a base da comunicação.

Ao entrar no site e explorar as suas páginas fica um pouco mais fácil entender o conceito por trás do nome e  fica claro que a intenção da operadora é figurar entre as grandes em pouco tempo. Isso porque a linguagem usada no site reforça o conceito de simplicidade que sustenta o nome e representação gráfica da nova empresa e cumpre muitíssimo bem seu papel como informativo e como plataforma de serviços que é. Vale ainda conferir, na prática, conceitos como o uso da cor preta para economizar energia (conceito que é foco de discussão entre especialistas pois o consumo de energia depende de diversas variáveis como o tipo de monitor) e algumas regras de usabilidade aplicadas.

Por fim, temos uma nova opção em telefonia celular em São Paulo, porém, para nós designers, mais importante que isso é mais essa afirmação da importância do design, baseado em conceitos e valores, como elemento fundamental na consolidação de um novo produto junto a seu público.

No dia 27 de junho o Grupo Impacta através de uma parceria com a consultoria Gartner promoveu uma palestra cujo assunto principal era a revelação das 10 tendências para o mercado de TI nos próximos 5 anos.

Cassio Dreyfuss, diretor de recursos da Gartner, foi o palestrante da tarde e embora o tema da palestra já selecionava os profissionais de TI a palestra foi muito proveitosa para todos que estavam lá presentes. Do ponto de vista de quem faz design, as tendências não poderiam ser mais favoráveis, das 10 divulgadas, 7 estão diretamente relacionadas com o design. Abaixo comento um pouco da percepção sobre cada uma delas:

  • Plataforma web: serviços online que independem de processamento por parte do usuário (hardware);
  • Interface do usuário: as novas interfaces (comandos de voz, sensibilidade ao toque, leitores de retina e etc…) precisarão ser redesenhadas afim de serem assimiladas com facilidade por seu público-alvo;
  • Web Mashups (rich internet applications): as mesclas dos vários serviços disponíveis online, gerando um novo serviço ou conveniência;
  • Social Softwares: já estamos vemos a adoção deles em crescimento nas mais diversas plataformas e esta tendência continuará crescendo bastante nos próximos 5 anos;
  • Mundos virtuais: as experiências atuais que tivemos com jogos como o Second Life, independente do seu sucesso ou insucesso, serviram de inspiração para a criação de ambientes imersivos corporativos, quem auxiliam no treinamento de funcionários, motivação, entretenimento e muitas outras áreas;
  • Manipulação de vídeo: a manipulação de vídeo se tornará tão simples como é hoje a manipulação de fotos e, tendo em vista que pelo menos 1/3 da audiência da internet passa por sites de vídeos, não fica difícil imaginar o potencial a ser explorado nesta área;
  • Web Semântica: a tão falada e sonhada web 3.0 que ajudará na catalogação da informação universal.

O mercado de TI está conseguindo visualizar um crescente potencial na web, tendo em vista o seu estágio de desenvolvimento atual e a direção para a qual está caminhando, é claro que com isso exigirão mais conhecimento de nós designers também, afinal, com todo este progresso é natural que tenhamos que entender cada vez mais sobre as áreas que se relacionam com a nossa, mas ainda sim é um preço justo a pagar.

A animadora conclusão ao término da palestra, foi mais esta confirmação de a web está muito mais madura e tem um vasto campo a ser explorado ainda, com certeza os designers capacitados que atuam nestas áreas terão um futuro promissor.

[update 2]

Problema corrigido.

[update]

Descobrimos onde está o erro, até amanhã de tarde estará ok.

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Passados oito meses da estréia do Design Coletivo, estamos com nosso novo visual no ar, claro que ainda não está 100% funcional afinal, mesmo após muitos testes sempre aparece algo que precisa ser corrigido (hoje por exemplo detectamos problemas com os comentários) (comentários arrumados :)).

Todo o processo para a criação desta nova roupagem levou cerca de cinco meses e foi um verdadeiro exercício prático de trabalho em equipe, afinal nunca é fácil (lê-se possível) agradar todos os membros de um grupo com opiniões e idéias bem diferentes.

Nas diversas reuniões realizadas, foram discutidos o posicionamento da equipe, novos objetivos, o cenário atual da web no Brasil e a partir destas respostas fomos nos aprofundando no assunto para chegar à parte visual, quais elementos deveriam entrar ou sair da interface, o que funcionava e o que não estava tão claro assim para os visitantes, cores, resolução do monitor, logotipo, tipografia, formas de exibição do conteúdo e todas as outras variáveis que constituem o projeto visual apresentado.

Esperamos que gostem da nova proposta visual e mais do que nunca, participem ativamente desta nova fase do Design Coletivo comentando, sugerindo temas, eventos, debatendo e aprofundando os assuntos aqui iniciados.

Aproveitamos para agradecer a todos aqueles que nos acompanham e também para convidá-los a assinarem nosso RSS e espalharem a novidade pela rede afinal, nosso Design é Coletivo!

Equipe Design Coletivo

Quando você digita um texto, aperta o botão em uma máquina fotográfica ou temporiza o microondas, sua ação é entendida pelo aparelho em questão, como uma ordem direta para que uma ação seja executada. Essa relação que permite o diálogo homem-máquina (ou usuário-aparelho) é permitida graças a um conjunto de procedimentos conhecidos por interface do usuário.

E não é necessário muito esforço para reconhecer onde estão estas interfaces no nosso dia-a-dia, por exemplo, se você está lendo esta mensagem em um monitor, esta fazendo uso da interface do usuário (o monitor), mas no caso do computador, essa interface compreende ainda o teclado, mouse, ícones exibidos e etc.

O profissional que cuida do design de interfaces é responsável pela difícil missão de projetá-la para se tornar “invisível”, ou seja, simples, fácil de manusear e tão intuitiva a ponto de não ser percebida conscientemente por seus usuários finais.

Um bom design de interface, independente de ser projetado para um programa, um site, um programa interativo de televisão ou um equipamento, passa por muitas etapas para alcançar o sucesso e tornar-se tão simples e popular a ponto de ser “invisível”, mas os estágios principais levam em consideração o estudo aprofundado do público-alvo, usabilidade, ergonomia e acessibilidade.

Neste exato período, estamos presenciando o desenvolvimento do que talvez seja o futuro das interfaces, a substituição dos botões pela simulação dos mesmos em interfaces sensíveis ao toque, além das promissoras interfaces que respondem a comandos de voz, tecnologias já encontradas em alguns celulares, smart phones, nos badalados ipod touch e iphone da Apple e no Surface da Microsoft entre outros.

O Surface da Microsoft

Muitas interfaces já fazem parte do nosso cotidiano e tornaram-se “invisíveis”, mas tente imaginar como seria usar o computador ou seu celular atual sem o auxílio e beleza dos ícones, certamente não seria impossível, já usamos outras interfaces para esta mesma finalidade mas, considerando o estágio atual desta vertente do design, seria um desconforto tamanho, não é mesmo?

Em tempo:
O termo interface de usuário ou interface gráfica do usuário (GUI – Graphical User Interface ) é mais utilizado no contexto de computadores e outros dispositivos eletrônicos. Para máquinas industriais ou veículos geralmente é usado o termo interface homem-máquina.

Mais:
Interface do UtilizadorWikipedia
Design de Interface para idosos
O design de interfaces e os perfis de usuariosWebInsider

Sobre

O Design Coletivo é formado por 8 designers, interessados em criação de conteúdo relevante sobre design e seu reflexo no mercado, além do estímulo do debate nos assuntos referentes à area.

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