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Artigos do autor Rafael Cavalcanti


Como quase todas as pessoas existentes no planeta Terra, passei durante toda a minha infância diversos momentos únicos e que infelizmente não puderam ser realmente relatados de acordo com o meu ponto de vista atual e futuro. Digo isso, pois durante esse período passei desde situações inusitadas e engraçadas a lembranças extremamente psicodélicas.

Infelizmente uma das coisas que mais me arrependo é de não ter conseguido de alguma forma trazer todas essas informações e imagens até os dias hoje, carregando tudo isso como uma enorme bagagem pessoal, agregando assim diversos valores na minha vida pessoal, no meu caráter e como designer também.

Resgatar esses momentos únicos seria dar razão para tudo que pensamos, ou muitas vezes, criações e influências de outras pessoas, com outros pontos de vista. Algo como seu aniversário de 5 anos, que ao invés da pessoa encarregada da gravação “do VHS” filmar pessoas bonitas e a mesa cheia de presentes, insiste em gravar você batendo em outras crianças, ou sempre mostra aquelas tias feias que vão à festa somente para comer.

Talvez por falta de iniciativa, mesmo quando recebi minha primeira câmera aos 12 anos, acabei adquirindo outras formas de captação e entendimento sobre o que me interessava, vivenciando cada fase que passei e reproduzindo esse contexto até os dias de hoje. Mas em relação a imagens e momentos que presenciei, tenho somente lembranças e reflexos.

Ao contrário de tudo isso, um dos maiores fotógrafos de todos os tempos utilizou diversos valores adquiridos durante a infância para formalizar suas idéias. Trata-se de Henri Cartier Bresson, um francês de 1908, que quando criança recebeu de seus pais uma câmera Box Brownie, despertando assim uma imensa obsessão por imagens. Suas fotos tiradas enquanto pequeno retratavam um mundo totalmente particular e visto de maneira pessoal, desde suas fotos com composições de crianças, até mesmo momento familiares.

 

Com o tempo suas técnicas foram evoluindo e seus trabalhos se tornaram reconhecidos na mesma proporção da sua obsessão, sendo sempre caracterizados pela forma singular de pensar e por características inicias de Surrealismo, fator que o acompanhava desde criança, reforçando assim a idéia de que alguns valores iniciais realmente são adquiridos nessa fase de experiência infantil.

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A câmera Brownie Box

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Em um mundo onde a tecnologia assume cada vez mais um papel de protagonista, algumas áreas da arte e do design sofrem modificações diretas, influenciadas por novas técnicas, proporcionando assim a criação de novos artistas. Esses artistas acabam utilizando diversas plataformas e mídias para desenvolver novos processos de criação, aliados geralmente a grandes campanhas publicitárias. Com isso vários designers atuais se consagram a ponto de serem considerados verdadeiros artistas dessas novas mídias, formalizando idéias e execuções baseadas em conceitos de arte, design e tecnologia.

Todas as idéias são apresentadas e divulgadas durante todo o ano em grandes festivais internacionais, constituído por diversas agências de todo o mundo, como o famoso Festival Internacional de Cannes que acontece na França, com o intuito de mostrar o que há de mais criativo e inovador nesse planeta. O festival começou a ser elaborado no final de 1930, mas veio a ter sua primeira edição realmente em 1946, se tornando um dos mais tradicionais e respeitados até hoje. A premiação é formada por diversas categorias, como os melhores do cinema e as melhores campanhas publicitárias.

Como base de suporte inicial para essas criações está a Internet, que disponibiliza gradativamente espaços para as intervenções da publicidade. Com isso, clientes de grande porte vinculam seus ideais a agências e investem de maneira abundante em campanhas, que posteriormente se transformam em hot sites, depois viram peças (como banners e formatos), e interagem com outras mídias, como a TV e mídias offline (gráficas – revistas, folhetos, outdoors).

Algumas das campanhas mais conceituadas da Internet podem ser visualizadas no site BannerBlog.

Um bom exemplo de interação foi a campanha da empresa Parmalat, que há mais 10 anos atrás investiu nos famosos “Bichinhos da Parmalat“, tendo uma imensa divulgação na TV e revistas. Essa campanha, responsável por tantas premiações, foi ressuscitada durante o ano passado, já com os bichinhos crescidos.

As campanhas atuais precisam de além de ótima idéia, estar adequadas ao tempo e a determinados valores tecnológicos e contemporâneos. Assim, os designers que trabalham diretamente nesses projetos e campanhas muitas vezes por se adiantarem ao tempo prevendo novas soluções são considerados artistas de uma nova geração, que além de outros objetivos e ferramentas, trocaram à tela e pincel por monitor e mouse.

Entre os dias 4 a 9 de dezembro, São Paulo apresentará uma semana que é dedicada totalmente ao acesso à cultura. Durante essa semana será apresentado aos paulistas museus e cinema de graça.

O mais interessante é que o conteúdo (longa-metragens e curtas) será exibido em 24 pontos da periferia de toda a capital. Esses pontos incluem diversos centros culturais, escolas municipais, associações comunitárias, Pinacoteca e Estação Pinacoteca.

Na Pinacoteca serão exibidas as seguintes exposições: “Odetto Guersoni”, “Uma Visão Geral”, “Em Trânsito” e “O Olhar do Colecionador”, divididas em gravuras e obras.

Além disso, artistas consagrados também marcam presença na Pinacoteca, como Cândido Portinari, Victor Brechret, Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti, além de outros.

A exposição desses trabalhos de forma gratuita auxilia principalmente na construção e formação de idéias para diversos designers e artistas que não conhecem essas obras e referências mundiais, seja lá no cinema ou na arte.

A base para a idéia dessa ação foi constituída devido a uma pesquisa do Ministério da Cultura, que apurou que 92% dos brasileiros nunca freqüentaram sequer uma vez algum museu, e apenas 13% freqüentam o cinema uma vez durante o ano.

Acontece de 04 a 09 de dezembro.
Maiores Informações: www.ticket.com.br/cultura

É muito provável que grande parte da humanidade gosta de trabalhar ou executar uma determinada tarefa ouvindo música, seja lá em alto som ou até mesmo, de uma forma mais reservada, como o fone de ouvido.

Levando esse assunto para a área de design, percebo diversos comportamentos: pessoas que só conseguem trabalhar se tiverem uma música acompanhando, ou até mesmo outras que se desconcentram e não conseguem criar absolutamente nada com a presença de algum tipo de áudio.

Em um determinado ambiente, a música pode interferir diretamente na ação e na construção de algo. Isso se torna claro quando conhecemos alguns tipos de trabalhos, principalmente quando são alternativos e experimentais. Podemos reparar nesses tipos de trabalho como a música formata a idéia inicial do designer, muitas vezes devido a uma parte da letra ou ritmo utilizado. Nesses trabalhos, não vemos necessariamente se a influência musical foi criada devido ao Rock ou Reggae, ou qualquer outro estilo, mas podemos sim observar movimento.

Não que todas as pessoas que gostam do mesmo ritmo vão criar trabalhos iguais, que utilizam as mesmas cores e formas. Provavelmente a maior semelhança entre essas pessoas seja o caminho percorrido para a conclusão de um trabalho. A busca de estilos musicais alternativos pode proporcionar novas construções pessoais ao designer, criando assim um estilo independente e variável, afinal, a música sofre mudanças diariamente.

Já a busca por estilos musicais antigos pode forçar em certo momento, uma maneira diferente de interpretar o que está sendo criado.

A necessidade da criação e da busca do novo é fator comum entre design e música, tornando assim paralelo para tantos como fonte de inspiração, e desprezado por poucos devido a desconcentração de um processo de criação.

Desde pequenos ouvimos vários ditados, entre eles, um que podemos usar hoje facilmente: “a pressa é a inimiga da perfeição”. Percebo atualmente que o prazo acabou se tornando um dos fatores de diferenciação para a criação e produção de um trabalho bem feito.

E isso é refletido em tudo que fazemos, seja lá dentro de uma agência com um cliente que fica de cinco em cinco minutos ligando para saber se está finalizado, o atendimento que fez uma proposta com uma pequena quantidade de horas para trabalhar no projeto, um cliente free lance que manda e-mails desesperados pedindo milhares de alterações em uma hora, ou até mesmo trabalhos de faculdade que geralmente são feitos no último dia, sendo que o professor passou as especificações duas semanas atrás.

Por que fazemos tudo isso e lutamos intensamente contra o tempo? Porque não damos conta de administrá-lo e muitas vezes definimos as prioridades de maneira errada.

Porém, o designer que souber utilizar o tempo como aliado e não como problema, com certeza vai se adaptar facilmente a todas as dificuldades. Será mais fácil conversar com o cliente e mostrar que com um pouco mais de tempo, será possível buscar algo mais planejado, anulando assim o re-trabalho. Tudo ficará até certo ponto um pouco mais fácil, pois as alterações serão pequenas.
Com isso, teremos mais liberdade e tranqüilidade para a criação de novos propósitos, novos trabalhos, e quem sabe um dia, tempo para viver uma vida normal.

Torna-se cada vez mais notável a importância da equipe na criação de um projeto bem sucedido, inclusive na área de design, principalmente porque durante todo esse processo, todos irão (na maioria das vezes) participar e contribuir com um pouco de si.

A palavra equipe é encarada de diversas formas, variando de pessoa para pessoa, e no Design não é diferente. Essa equipe pode ser formada por uma grande quantidade de pessoas, como acontece na maioria das agências, aonde muitas delas, irão na verdade fazer o mesmo tipo de trabalho, como numa enorme linha de produção. Isso ocorre geralmente com agências que criam peças e campanhas para varejo, ou dentro do próprio cliente, como Submarino, Americanas e Shop Time.

Nesses casos, a arte inicial é feita dentro do cliente e depois é mandada para a agência para produção. Assim, as chances de re-trabalho e distorção da idéia diminuem bastante.

De outro lado, temos outras agências que possuem equipes bem menores, muitas vezes sendo representadas por 4 ou 5 pessoas no máximo, onde não é necessária a presença dos famosos “carregadores de piano” (apelido utilizado em funções que estão focadas principalmente na produção de peças). Como o forte dessas agências é a criação, a equipe pode ser facilmente montada por um diretor de criação, dois diretores de arte e um assistente, em que o assistente muitas vezes nem fará a parte de produção, já que essa arte será levada para uma outra agência que realizará esse trabalho.

De qualquer forma, independente da quantidade ou qualidade da equipe, é interessante ressaltar que um bom trabalho só será realmente concretizado com o máximo esforço de todos os integrantes, desde um briefing bem feito pelo atendimento, até uma boa apresentação do trabalho para o cliente.

Sobre

O Design Coletivo é formado por 8 designers, interessados em criação de conteúdo relevante sobre design e seu reflexo no mercado, além do estímulo do debate nos assuntos referentes à area.

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