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Artigos do autor Thiago Martins


Essa semana pude conferir a exposição Argentina Hoy em cartaz no CCBB desde o dia 6 de julho.

Flavia Da Rin_Hadas Grasas

Flavia Da Rin_Hadas Grasas

A exposição traz um amplo panorama atual das artes visuais na Argentina. Mostrando a nova geração de artistas e suas diversidade de técnicas, com trabalhos de pintura, fotografia, escultura, vídeo e também algumas instalações, fazendo o público viajar até o país vizinho sem tirar o pé daqui, o que chama bastante atenção é a satira a obra Dama com Arminho de Da Vinci que a artista Constanza Piaggio recriou em uma fotografia com uma cabeça de porco e seis dedos nas mãos.

Contanza Piaggio_A Dama

Contanza Piaggio_A Dama

Entre os artistas presentes na exposição estão:  Pablo SiquierMarcos López, Flavia Da Rin, Nicola Constantino e outros 29 artistas.

Marcos Lopez_ Pink Room

Marcos Lopez_ Pink Room

Ela tem entrada gratuita e fica em cartaz até o dia 30 de agosto em São Paulo, em setembro segue para o estado do Rio de Janeiro. O CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) fica na Rua Álvares Penteado, 112, Centro.

O estúdio japonês de Animação e 3d Motion, Tokyo Plastic , cria incríveis animações, sendo a marcante tradição tecnológica dos japoneses, visível em cada produção.

O repertótio do estúdio passa pelos quadrinhos, ficção cientifíca e futurismo, lembrando obras como Ghost in the Shell, Akira, entre outros.

Os caras piram em modelagem 3D, sendo impressionante o cuidado com os detalhes em suas peças. A preocupação minuciosa com efeitos de luz e sombra garante um aspecto bem realístico.

tokyo_plastic05.jpg

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A navegação do site é bem interessante, levando o usuário a interagir com as animações, a exemplo de outros como o Neostream .

Existe no site uma biblioteca com arquivos de vídeos desenvolvidos para diversos clientes como Toyota, Mitsubishi, SciFi e AMD.

tokyo_plastic01.jpg

O Tokyo Plastic já foi ganhador de diversos prêmios em festivais, como o da Audiência em 2004 no Sundance Online Film Festival.

Camisetas Fórum

A grife Fórum, em parceria com a galeria paulista Cubículo, criaram uma série limitada de estampas criadas por artistas que vêm se destacando nas ruas no Brasil.

Artistas urbanos como: Carlos Dias, Carla Barth, Projeto Chã, Pan, Miss, Marcelo Stefanovitz, Sesper, Tinico Rosa, entre outros, participaram do projeto.

O interessante nessa coleção, que foi criada pensando em art de rua no geral, é a diversidade de estilos explorados, variando de colagens (Stickers e lamb-lambs), como dos Artistas Projeto Chã e Sesper e também graffitis como dos demais artistas citados.

As camisetas não foram customizadas individualmente por cada artista, sendo estampadas em silk screen.

Uma boa pedida para quem curte a arte dos muros da cidade e está a fim de dar uma estilizada no visual. E ainda apoiar esses novos artistas, fortalecendo essa cultura de rua que tanto cresce.

Arte nas camisetas da imagem por: Carlos Dias, Projeto Chã, Miss e Pan.

Mais:
Gringa in

O resgate da estética da cultura popular do nordeste no país, mais precisamente a do cordel, vem sendo muito bem aplicada nas ruas e em peças de design.

O artista plástico de Recife, Derlon Almeida, ilustrador de capas de literaturas de cordel e graffiteiro das ruas da capital pernambucana, busca através da xilogravura e tecnologias acessíveis na periferia, referências para criação de seus desenhos, fundindo muito bem arte popular com arte contemporânea.

Graffiti de Derlon Almeida em rua de Recife

Ilustração de Derlon Almeida em capa de cordel

Com poucas cores, o cordel utiliza em grande parte o preto e branco, procurando a aproximação da imagem com a xilogravura, que com seus traços simples e grossos deixam bem marcante a informação com o receptor. Na rua não é diferente, a comunicação é rápida sendo facilmente aceita pelo público, acostumado a ver apenas outdoors, faixas e cartazes espalhados pela cidade (em Recife ainda não existe a Lei Cidade Limpa), o que deixa ainda mais artistas como Derlon utilizarem o espaço urbano para realização de suas obras.

Graffiti de Derlon Almeida em bar

Já em São Paulo, existe o bem consagrado artista plástico/grafiteiro e ilustrador Speto, também muito influenciado pela cultura regional do nordeste.

Conhecido entre os artistas de rua, suas ilustrações se encontram em discos de artistas musicais como O Rappa, Nação Zumbi, Charlie Brown Jr, além de trabalhos para a Brahma. Ele mistura na massa cultural, ainda um pouco de tatuagens maoris e tribais indígenas, resultando em composições de forte estilo contemporâneo.

Ilustração de Speto para capa de Cordel

Graffiti de Speto

Graffiti de Speto e Highraff na Vila Madalena

Empresas como a Natura, investem nesse tipo de arte. Há tempos atrás, juntamente com o artista Valdeck de Garanhuns e a agência paulista Modernsign, criaram uma papelaria com visual baseado em xilogravura.

Papelaria da Natura

A disseminação da cultura popular do nordeste com a nossa é muito bem casada, como já citado aqui, quando os grafiteiros paulistas Osgemeos, fizeram a capa do cd do grupo pernambucano Siba e a Fuloresta.

Mais:
Conheça um pouco sobre literatura de Cordel:
Academia Brasileira de Literatura de Cordel
A Literatura de Cordel

Xilogravura:
Álbum de Xilogravuras
J.Borges no Lost Art

O Camilo já defendeu aqui, tempos atrás, o uso do papel e o Klaibert também em seu último artigo. E realmente, no processo criativo a utilização dele é bem útil.

Procuro andar sempre com um bloco de papel e um lápis comigo, hábito que já conservo há tempos. Periodicamente acontece de aparecer uma idéia na cabeça. Na hora pego o papel e faço um rascunho (esboçando um desenho, escrevendo um texto, ou os dois), bem simples mesmo, com poucos detalhes, para que eu não esqueça a idéia e ela passe batida.

Chegando em casa melhoro esse esboço, pensando na disposição dos elementos, paleta de cores, estilo da fonte, etc. Aproximadamente como no esquema abaixo. Isso ajuda bastante quando aparece uma idéia, não deixando dispersar uma idéia que surge de repente.
cor1.jpg
Idéia de produção de uma máscara para stencil que faço.

Às vezes escrever no celular ou tirar uma foto de referência de alguma coisa também facilita.

Além dessa questão levantada, que é usada para se lembrar de uma sacada, o papel é muito útil para organizar um layout e projetos visuais. Quando se tem o briefing na mão ou a própria idéia na cabeça, se organizar no papel facilita imensamente o trabalho, principalmente estruturando a diagramação (como na maioria dos casos). Assim se ganha um bom tempo no processo.

revista1.jpg
Projeto de página interna que fiz para uma revista educacional.

Com o rascunho em mãos é possível discutir com amigos de trabalho que você confia, com seu diretor de arte/criação ou diretamente com o cliente. Com a ajuda de uma simples borracha para descartar possíveis exageros e fazer alguns ajustes é possível ir direto ao ponto na produção e finalização. Daí é só passar para a tela ou qualquer outro suporte que vá usar.

Faça o teste.

Boa parte dos designers que conheço procura ter seus pertences personalizados por eles mesmos, fugindo do “original de fábrica”. A idéia do “Do it yourself” (faça você mesmo). Se for para ter algo legal, com a sua cara, que seja feita por você mesmo certo?

Desde personalizar seu desktop com wallpapers e ícones, até atacando muitas vezes de designer de interiores, estilizando seu quarto, pintando as paredes, colando adesivos nas portas e janelas, colocando prateleiras com coisas que gosta como toyart’s, livros, filmes, etc. ou ainda, estampando suas próprias camisetas .

É algo como procurar uma coisa única e não encher a bola dos outros, sendo comum como todos e também para tentar vender seu peixe, se alguém se interessar na arte, dizendo que você mesmo fez.

Certa vez um professor me disse que a maioria dos designers se preocupava com seu visual pessoal, sendo na maioria das vezes o “diferente”, para causar impacto e todo mundo perceber que tipo de profissional ele é e de repente buscar um trabalho dele.

Eu, por exemplo, gosto bastante de colar adesivos nas minhas coisas, porta do meu quarto é a coleção que tenho há mais de cinco anos, tudo que acho legal colo nela, tem muitos adesivos de marca de roupa, bandas, lugares que fui, banheiros, frágil, cuidado, o Taz, o Kenny do South Park, entre outros, além também de algumas pinturas e posters no lado de dentro.

Porta transformada num mural, tendo em cada elemento uma história.

porta.jpg

Porta_Dentro

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