Sempre que algum dos muitos programas, sem os quais nós designers não vivemos sem, lança uma nova versão volto a ouvir a mesma discussão sobre as infinitas melhorias do último e do quão superior ele é, o que faz o seu antecessor parecer algo jurássico de onde é impossível conseguir extrair qualquer resultado de boa qualidade.
Calma, a Adobe não está lançado um pacote CS 4* (ainda), o que quero colocar em questão é a real necessidade desta constante atualização instantânea e o que possivelmente está por trás dela, tirando é claro os interesses comerciais das companhias envolvidas.
A grande maioria das pessoas que utilizam os softwares, principalmente a geração que começou a se aventurar neste universo um pouco depois da “bolha”, esqueceu (e inverteu) a real função do software, ou seja, ao invés de utilizarem o software como um facilitador (lê-se ponte) entre a idéia e o resultado, passaram a ser condicionadas pelo software, limitando-se, a mera reprodução das coisas que aprenderam a ver e fazer, seja em tutoriais ou com tutores, sem nunca experimentarem a criação de algo realmente diferente, criativo e significativo.
Acredito, friamente, que o verdadeiro aprendizado e maturidade como designer, só começa a ser alcançado quando primeiramente, desaprendemos tudo que nos foi ensinado, refiro-me aqui, aos vícios, manias, referências e códigos prontos que reproduzimos de modo automático em todos os nossos trabalhos e que nem ao menos chegamos a questionar antes de aceitarmos como belos, corretos e modelos que devemos seguir.
Devemos criar o hábito de questionar o que nos é apresentado como solução, não apenas para parecermos cultos (ou chatos), mas para entender a verdadeira função de cada um dos detalhes envolvidos na produção e aprender com isso antes de sairmos reproduzindo essas mesmas características nos mais diferentes contextos.
Antes de mudar a versão do seu software, talvez valha à pena pensar se quem anda condicionando seu trabalho (ou vai lhe garantir maior criatividade e capacidade) é a versão do seu software favorito ou sua real capacidade de ir além do óbvio e condicionar o software ao seu talento.
A melhor ferramenta que existe continua e sempre continuará a ser a mesma de muitos séculos atrás, VOCÊ. Pense nisto…
A ilustração acima foi criada pelo designer Thiago Martins.
*Lançamentos deste tipo costumam ocorrer em períodos que podem variar de 18 a 24 meses.
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Publicado em: Conceitos, segunda-feira, 14th janeiro, 2008 às 1:34 am
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O que são feeds RSS?
janeiro 14th, 2008 às 12:04 pm
Hoje em dia todos só buscam as novidades e as tendências, e muitos acabam nem usufluindo totalmente de todos os recursos que cada software pode proporcionar, e mesmo não usufluindo querem ter a ultima versão do software em sua mãos.
Todos usam o software de forma automática e isso acaba se tornando um ato mecânico. Esquecem de criar conceitos e técnicas para atingir a inovação, apredem de um geito e buscam muito pouco criar ou fazer a mesmo coisa de outro geito, fica meio que aquela coisa vamos pelo mais fácil.
Com todas as facilidades que um software pode trazer, as pessoas não crescem conceitualmente só vivem reféns de tendências de mercado.
Vale a pena refletir sobre si mesmo, pense se você está evoluindo conceitualmente, ou se vive automaticamente.
janeiro 17th, 2008 às 9:00 pm
[...] A Melhor Ferramenta [...]