No início, antes do aprendizado dos conceitos e técnicas de design, a maioria dos layouts produzidos não passam de um aglomerado de informações desordenadas que não mantém uma relação visual consistente e muito menos passam qualquer mensagem de forma clara e concisa já que o nível de ruído encontrado na maioria dos trabalhos amadores é grande.
Depois de algum tempo e muita prática através de experimentações, adquire-se uma bagagem que permite começar a perceber toda a problemática envolvida no desenvolvimento de um simples layout. As preocupações são muitas: para quem se destina, qual a linguagem utilizar, que informações dar ênfase, como manter a unidade visual, o que pretende-se comunicar, em resumo, qual é o objetivo em produzir aquela comunicação? Aí está talvez a maior pergunta…
Após ter em poder as respostas para as perguntas acima, que em partes será dada através de um briefing, inicia-se a parte mais complicada que é planejar visualmente o conteúdo de forma que satisfaça todas as questões, e é exatamente nessa hora que entra algo que é o tema deste post, o “vazio”. É isso mesmo, o “nada”.
Um dos maiores problemas encontrados no planejamento visual de uma peça é exatamente a necessidade primitiva de ter de se preencher todos os espaços com alguma coisa, sendo que o próprio vazio funciona não só como parte do todo, como também sendo o próprio conteúdo. Saber explorar os vazios do layout é uma técnica que com o tempo acostuma-se, e por incrível que pareça, tais layouts que o aproveitam, costumam ser os mais sofisticados. O uso do minimalismo nos layouts está paralelamente ligado ao bom uso dos espaços, sendo que o minimalismo hoje em dia é quase que sinônimo de sofisticação.
Não é raro vacilarmos e nos pegarmos questionando: Será que já está bom? Acho que sim! Ou não? Ah não, eu preciso colocar algo ali, está muito “vazio”… Provavelmente seu trabalho, nesta hora, já esteja muito bom, é lógico que ressalvo algumas situações que a proposta seja outra.
Aprendermos a ter o feeling para reconhecer a consistência de um layout, e não nos deixar vacilar pela inquietude, talvez seja uma das maiores dificuldades que sempre teremos de enfrentar.
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novembro 6th, 2007 às 1:55 pm
uma das propagandas de metro que a Dove estava fazendo expressa exatamente isso. apenas o sabonete num plano branco, com a sobra bem sutil.
Limpo e como vc disse sofisticado!