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Desde que me preocupo em observar com mais atenção o comportamento das pessoas em relação a certos estímulos (neste caso perguntas), tenho percebido que as pessoas estão muito mais preocupadas em ter as respostas, do que ter as perguntas.

Na maioria das vezes, quando alguma pergunta nos é dirigida, começamos imediatamente uma busca mental, por uma resposta que faça sentido e mesmo quando não sabemos com certeza ou não conhecemos muito sobre o assunto, tentamos ser convincentes o bastante para impressionar positivamente e transparecer que entendemos do assunto, esquecendo que seremos cobrados por aquilo em uma outra oportunidade, já que sabemos.

Não percebemos, no entanto, que o fato de “inventarmos” essas respostas, nos rouba a oportunidade de aprendermos mais sobre o assunto em questão, tendo em vista que em muitas ocasiões a nossa resposta convincente, engana a nós mesmo (e acredite, só a nós).

Por mais que lutemos contra o fato, é impossível ter todas as respostas e, partindo desta premissa, perfeitamente aceitável que sejamos sinceros conosco e com aqueles que nos perguntam (independente de ser o nosso diretor de criação, pai ou aluno) e humildemente respondermos que não sabemos aquela resposta, porém deixando claro que podemos pesquisar e aprender sobre o assunto e responder na seqüência.

Tal resposta mostra uma atitude de respeito com quem dirige a pergunta, sem contar que o simples fato de reconhecer que não sabemos tudo, pode render uma aulinha extra e totalmente gratuita sobre o assunto.

Se você ainda acha que o tema não tem tanta importância, saiba que o mundo corporativo valoriza muito este tipo de comportamento (humildade, honestidade e força de vontade) e sempre está aberto a ajudar pessoas que demonstram essa abertura para novos conhecimentos.

Max Gehringer (colunista da CBN e apresentador do quadro Emprego de A a Z do Fantástico na Tv Globo), em uma de suas colunas na CBN, fez, a partir de uma simples pergunta sobre o clima, uma análise de diversas profissões baseado nas diferentes respostas apresentadas e o áudio tem apenas 2:40s e certamente vale a pena ouvir.

Publicado em: Conceitos, Mercado, Segunda-feira, 4th Fevereiro, 2008 às 1:16 pm
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