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Esses dias me deparei com notícias de que dois grandes serviços online vão lançar versões completamente novas de seus produtos.

O primeiro é o Basecamp, software de gerenciamento de projetos da 37signals, de quem eu já cansei de elogiar aqui.

Na coluna que anuncia o novo projeto, Jason Fried (co-fundador), argumenta os motivos que levaram a empresa a fazer tudo de novo. Resumidamente eles entendem que o ciclo de um produto que foi lançado há 8 anos já está no fim e é hora de fazer melhor. Abaixo um pedaço.

For one, eight years is a long time. Consider the ways in which the world has changed over the past eight years. We’ve learned a lot about collaborating in that time. We’ve received tons of feedback from users, many of whom have shown us the ways in which they work. Plus, there are technologies available that didn’t exist back then.

Leia a coluna inteira: Starting Over (em inglês)

Pessoalmente nunca usei o programa, mas já tive ótimas referências dele, fora a página de apresentação, que tem uma redação muito convincente sobre sua qualidade.

Vimeo

O segundo serviço anunciando um enorme redesign é o ótimo Vimeo.

Na página de lançamento dá pra ter uma noção do novo visual: http://vimeo.com/new

O lançamento foi feito através de um post no blog ‘Say hello to the new Vimeo’, onde eles também explicam os motivos do novo projeto, que foi feito com objetivos de oferecer uma melhor experiência para quem está consumindo conteúdo no site.

Se você costuma assistir vídeos tanto no Youtube quanto no Vimeo já deve ter percebido a diferença de qualidade nas duas interfaces, o segundo é muito superior ao serviço do Google, e mesmo assim seu staff encarou o desafio de fazer algo ainda melhor, o que pelos screenshots no vídeo, na página de lançamento e no post, parece que foi alcançado. Já pedi um convite e estou esperando pra testar.
(se você nunca reparou na diferença entre os dois, este post contém vídeos de ambos os serviços, note os detalhes)

Na TV

Há uns 3 meses eu publiquei um post onde falei sobre consistência visual e critiquei a falta de ‘cara’ de alguns projetos de design e os dois exemplos que citei acima são muito mais parte de uma evolução constante do que da simples vontade de fazer de novo. Lembro-me também dos recentes rebrandings das emissoras de televisão, a maioria a cabo. Nada novo, já foram feitos há um tempo, mas se encaixam bem no assunto deste texto. A semelhança entre eles é que parece que todos alcançaram um resultado visual muito consistente e atraente, digno da atenção que eles possuem, o que não acontecia antes na maioria dos casos. Parece que o fato de terem colocado os projetos inteiros na mão de apenas uma equipe fez com que o resultado ficasse todo mais sólido, homogêneo.

O primeiro que me chamou a atenção foi o do Telecine, que na minha opinião atingiu o melhor resultado de todos. Antigamente era sem graça e hoje é extremamente bem feito. Entre 1:10 e 1:20 está a melhor parte, que ainda pago pau cada vez que passa na TV.

No blog Televisual tem uma entrevista com Eduardo Tosto, um dos responsáveis pelo projeto, feito pela Beeld.motion, vale a pena conhecer os detalhes.

Na sequência veio o GNT, que também ficou muito belo. Não é um canal que eu costumo assistir, por conta do seu conteúdo voltado muito mais para as mulheres, mas nos intervalos do David Letterman dá pra ver como fica bonito na tela. Leia o post do Televisual para mais detalhes e muito mais imagens. O GNT não fez uma reformulação completa, foi um ajuste de alguns pontos do trabalho que tinham feito em 2008, mas entra na lista por ter sido lançado na época dos outros comentados aqui.

Depois do GNT alguns canais de filmes também fizeram rebranding e seguiram um pouco a linha do Telecine de explorar o 3D, exceto o Universal que foi na contramão e usou cores e linhas sólidas e chapadas para sua programação. Texto completo no Televisual. Eu gostava muito do Universal antigo, mas esse estilo novo funciona bem.

O último que me chamou a atenção recentemente foi o da TV Cultura, ficou ótimo. Veja as todas as imagens e vídeos dos três períodos do dia (manhã, tarde e noite), maneira como a emissora fez a separação do seu público e conteúdo, novamente no blog Televisual.

ESPN Brasil :(

Mas um canal que eu lamento muito não poder falar da reformulação visual é a ESPN Brasil. Devo assistir seus programas todos os dias, principalmente por causa do futebol (noticiários, mesas redondas e transmissões dos campeonatos europeus), mas também tênis e um pouco de futebol americano recentemente, junto com meu irmão, que é quem realmente gosta do esporte.

É triste ver um canal tão legal com programas sendo apresentados visualmente dessa forma. Fora o fato de ser feio, não existe identidade alguma entre eles. Depois de ver os exemplos acima, isso até agride os olhos.

Olha como é o Bate Bola, o programa de esporte com a menor porcentagem de babacas da TV brasileira, de chorar.

 

E não sei a independência que eles têm em relação à ESPN internacional, que tem gráficos melhores, mas é o canal que eu mais gostaria de ver repaginado, vamos ver se com a entrada da FOX Sports no Brasil alguma coisa muda, fica aí o pedido/sugestão.

Sportscenter - ESPN Internacional


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Publicado em: Conceitos, sexta-feira, 27th janeiro, 2012 às 6:42 am
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1 Comentário para "Hora de mudar tudo"


  1. André Luiz Sens:
    janeiro 27th, 2012 às 10:36 am

    Olá Camilo,

    Gostei das referências sobre televisão utilizadas. Uma coisa que, ás vezes, me incomoda é alguns rebrands calcados no novo pelo novo, sem algum problema ou questão que deva ser realmente resolvida em termo projeto visual. O cases que você apresentou mostram justamente uma coerência de reposicionamento, já que apresentavam problemas projetuais que deveriam realmente ser resolvidos.

    A ESPN aqui no Brasil apresenta um sério problema de identidade, coisa que não acontece nos outros canais ao redor mundo. Não dá para entender!



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