Muitas vezes, o cotidiano e ambiente de uma agência de Design se torna cansativo, não devido à área em si, e sim por algumas coisas que acontecem dentro da própria agência, como re-trabalho, clientes chatos, entre outros.
Isso faz com que o designer procure novos caminhos, sejam eles dentro da própria agência, ou até mesmo fora. Se a mudança for interna, provavelmente acontecerá com a abertura de novas funções, novos trabalhos e clientes, ou até mesmo de cargo. Porém, se essa mudança acontecer de forma externa, com uma possível troca de empresa, deve ser feita com certo cuidado.
O ideal é buscar a mudança de acordo com o atual momento.
Muitos fazem isso de maneira desesperada, saem às pressas para trocar de agência, e acabam chegando a uma felicidade momentânea. Isso acontece também com aqueles que estão desempregados.
A busca por essa mudança deve ser feita com calma, em um momento tranqüilo pessoal. Primeiro porque a entrevista irá acontecer de uma maneira natural, e o portfolio poderá ser repensado e melhor ajustado.
Se preparar para essa situação é a primeira escolha para realizar um “bom” novo passo, principalmente se a agência escolhida for muito maior do que a que você trabalha atualmente. Nesse caso o entrevistador (geralmente o Diretor de Criação) vai cobrar muito mais do que trabalhos sofisticados no seu portfolio, ele vai querer idéias, soluções e sacadas.
Esses são os requisitos básicos para entrar em uma agência de grande porte, tornando assim a criatividade uma das maiores aliadas rumo a tão desejada vaga.
Para aqueles que estão começando, sugiro que pensem que todas as agências terão trabalhos cansativos, independente da qualidade dela, basta cumprir de forma fiel o que foi proposto.
Assim, provavelmente sobrará tempo para acrescentar um “algo a mais” nesse projeto, um dos fatores que serão levados em conta na busca desse sucesso.
Esse “algo a mais” vai ser aplicado através de idéias, de sugestões, que muitas vezes não serão aceitas pelo cliente, porém vão mostrar sua criatividade, e também pode ser muito bem aplicada no próprio portfólio.
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Publicado em: Mercado, quarta-feira, 7th novembro, 2007 às 1:49 pm
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O que são feeds RSS?
novembro 7th, 2007 às 2:50 pm
Bacana essa idéia Rafael,
Na nossa área é normal isso, como a professora Janaina falou em aula há uns tempos atrás: Designers acendem uma vela para ele e outra para o capeta.
As vezes o que você gosta, ninguém gosta e vice-versa, acaba desgastando a gente, faz parte, pelo menos pode entrar no portfolio.
Uma vez li uma matéria do Guto Lacaz, que falava que é bem difícil ganhar dinheiro fazendo 100% o que gosta. Dificilmente alguém vai te pagar para ficar deitadão numa rede tomando cerveja, hehehehe…
Zeca Pagodinho até ganha dinheiro assim, mas para cantar sambinha chocho…
novembro 7th, 2007 às 4:47 pm
Terão trabalho cansativo mesmo. Algumas coisas são chatas de ser feitas, mas têm que ser feitas e desde o estagiário até o diretor fazem algumas delas todos os dias, por outro lado as coisas boas compensam com folga todas as más.
O ponto de saber o momento para trocar de agência ou buscar uma recolocação é fundamental. Com desespero se aceita a primeira proposta que aparece, que nem sempre é a melhor. Quando fazemos as coisas com calma, medindo todos os passos, a probabilidade de sair uma decisão boa é muito maior.
Para chegar numa agência legal, no caso de você não ter o famoso ‘Quem Indique’ deve ter um portfólio com soluções diferentes. Imagino que não necessariamente uma imensa quantidade de trabalhos, como aconteceu no meu caso, mas soluções diferentes, experimentos diferentes, e claro, com qualidade. Outro ponto é ser honesto no portfólio e colocar somente o que você fez/participou.
novembro 8th, 2007 às 8:47 am
De ambiente em ambiente mais uma coisa não muda… A preferência é sempre por aquele que tem o diferencial em sua formação intelectual, e isso é o que torna um profissional muito mais completo.