Pular navegação e ir direto para o conteúdo

Pular navegação e ir direto para as categorias

Pular navegação e ir direto para a lista de colunistas

Pular navegação e ir direto a assinatura do Feed RSS

Desde que me preocupo em observar com mais atenção o comportamento das pessoas em relação a certos estímulos (neste caso perguntas), tenho percebido que as pessoas estão muito mais preocupadas em ter as respostas, do que ter as perguntas.

Na maioria das vezes, quando alguma pergunta nos é dirigida, começamos imediatamente uma busca mental, por uma resposta que faça sentido e mesmo quando não sabemos com certeza ou não conhecemos muito sobre o assunto, tentamos ser convincentes o bastante para impressionar positivamente e transparecer que entendemos do assunto, esquecendo que seremos cobrados por aquilo em uma outra oportunidade, já que sabemos.

Não percebemos, no entanto, que o fato de “inventarmos” essas respostas, nos rouba a oportunidade de aprendermos mais sobre o assunto em questão, tendo em vista que em muitas ocasiões a nossa resposta convincente, engana a nós mesmo (e acredite, só a nós).

Por mais que lutemos contra o fato, é impossível ter todas as respostas e, partindo desta premissa, perfeitamente aceitável que sejamos sinceros conosco e com aqueles que nos perguntam (independente de ser o nosso diretor de criação, pai ou aluno) e humildemente respondermos que não sabemos aquela resposta, porém deixando claro que podemos pesquisar e aprender sobre o assunto e responder na seqüência.

Tal resposta mostra uma atitude de respeito com quem dirige a pergunta, sem contar que o simples fato de reconhecer que não sabemos tudo, pode render uma aulinha extra e totalmente gratuita sobre o assunto.

Se você ainda acha que o tema não tem tanta importância, saiba que o mundo corporativo valoriza muito este tipo de comportamento (humildade, honestidade e força de vontade) e sempre está aberto a ajudar pessoas que demonstram essa abertura para novos conhecimentos.

Max Gehringer (colunista da CBN e apresentador do quadro Emprego de A a Z do Fantástico na Tv Globo), em uma de suas colunas na CBN, fez, a partir de uma simples pergunta sobre o clima, uma análise de diversas profissões baseado nas diferentes respostas apresentadas e o áudio tem apenas 2:40s e certamente vale a pena ouvir.


O resgate da estética da cultura popular do nordeste no país, mais precisamente a do cordel, vem sendo muito bem aplicada nas ruas e em peças de design.

O artista plástico de Recife, Derlon Almeida, ilustrador de capas de literaturas de cordel e graffiteiro das ruas da capital pernambucana, busca através da xilogravura e tecnologias acessíveis na periferia, referências para criação de seus desenhos, fundindo muito bem arte popular com arte contemporânea.

Graffiti de Derlon Almeida em rua de Recife

Ilustração de Derlon Almeida em capa de cordel

Com poucas cores, o cordel utiliza em grande parte o preto e branco, procurando a aproximação da imagem com a xilogravura, que com seus traços simples e grossos deixam bem marcante a informação com o receptor. Na rua não é diferente, a comunicação é rápida sendo facilmente aceita pelo público, acostumado a ver apenas outdoors, faixas e cartazes espalhados pela cidade (em Recife ainda não existe a Lei Cidade Limpa), o que deixa ainda mais artistas como Derlon utilizarem o espaço urbano para realização de suas obras.

Graffiti de Derlon Almeida em bar

Já em São Paulo, existe o bem consagrado artista plástico/grafiteiro e ilustrador Speto, também muito influenciado pela cultura regional do nordeste.

Conhecido entre os artistas de rua, suas ilustrações se encontram em discos de artistas musicais como O Rappa, Nação Zumbi, Charlie Brown Jr, além de trabalhos para a Brahma. Ele mistura na massa cultural, ainda um pouco de tatuagens maoris e tribais indígenas, resultando em composições de forte estilo contemporâneo.

Ilustração de Speto para capa de Cordel

Graffiti de Speto

Graffiti de Speto e Highraff na Vila Madalena

Empresas como a Natura, investem nesse tipo de arte. Há tempos atrás, juntamente com o artista Valdeck de Garanhuns e a agência paulista Modernsign, criaram uma papelaria com visual baseado em xilogravura.

Papelaria da Natura

A disseminação da cultura popular do nordeste com a nossa é muito bem casada, como já citado aqui, quando os grafiteiros paulistas Osgemeos, fizeram a capa do cd do grupo pernambucano Siba e a Fuloresta.

Mais:
Conheça um pouco sobre literatura de Cordel:
Academia Brasileira de Literatura de Cordel
A Literatura de Cordel

Xilogravura:
Álbum de Xilogravuras
J.Borges no Lost Art


A comunicação visual em São Paulo tem passado por diversas modificações em virtude da atual legislação e muitos de nós que estávamos acostumados a ver algum tipo de arte urbana em algum muro, túnel ou esquina na cidade, agora vemos lugares pintados de qualquer jeito, apagando diversos desenhos feitos por um de nossos artistas urbanos.

Muitos profissionais em diversas áreas buscam referências na arte urbana, pois sempre há muito que explorar com tantos conceitos e criatividade existentes no meio. Trabalhos que dão cara nova a muitos ambientes internos e externos. Como o do exemplo abaixo, que foi desenvolvido artesanalmente com tipografia de recortes.

Fefê Talavera

Mesmo em meio as proibições da legislação (e em parte em função dela), a arte urbana vem ganhando muitos apreciadores e adeptos e um forte sinal disto são os diversos espaços criados em áreas nobres, muitos adaptados em bares, botecos e restaurantes que exibem ambientações com referências de arte urbana.

por Vine no Studio SP - Vila Madalena

por Alexandre Orion

Diversos eventos e mostras têm celebrado o trabalho de excelentes artistas que abusam das latinhas de tinta para mostrar o que sabem, como na exposição RUAS DE SÃO PAULO na Jonathan Levine Gallery em Nova York. Abaixo veja algumas fotos do evento.

O evento RUAS DE SÃO PAULO reuniu muitos artistas brasileiros tais como: Zezão, Titi Freak, Onesto, Boleta, Fefê Talavera, Highraff, Kboco, entre outros.

Mais:
Galeria de Fotos: RUAS DE SÃO PAULO
Lost Graffiti
Vine
Alexandre Orion


Em um projeto para um novo web site em que estive envolvido recentemente percebi, através do pior exemplo, como o simples fato de perguntar antes de executar qualquer trabalho faz falta, não importa o quão especialistas naquele assunto somos, nem mesmo se somos o mestre o “achismo” e continuamos a acreditar veemente que somos capazes de adivinhar o que os outros estão pensando e querendo.

Após ouvir atentamente o que o cliente queria e fazer as anotações, cometi o grave erro de achar que sabia o que ele quis dizer e simplesmente não fazer aquelas perguntas rotineiras que acabam com a margem de dúvidas, diminuindo a de erros. Não é preciso muito para saber que, acabei tendo que fazer tantas alterações no trabalho que no final, posso dizer sem dúvidas que fiz dois trabalhos, mas obviamente recebi apenas por um deles.

Infelizmente para nós designers, esta não é uma história incomum, mas ela pode acontecer com qualquer área e nos mais variados projetos. Não são poucas as vezes em que deixamos de lado essa importante tarefa (de perguntar) e cometemos erros, esquecemos que tudo é passível de interpretação e essa, por estar carregada de subjetividade, nem sempre é a mesma para as partes envolvidas.

Fazer a pergunta certa é, muitas vezes, a parte mais importante do nosso trabalho e também a que mais pode facilitá-lo. Quantas vezes a nossa reação diante de uma pergunta que parece óbvia é sempre a resposta: porque você faz uma pergunta cuja resposta já conhece? Hoje entendo a importância desta prática e o sem número de erros que esta atitude pode nos garantir.

Uma breve análise sobre o ato de questionar nos mostra por exemplo, o que a maioria das pessoas procuram quando recorrem a terapias, parece assustador, mas o que elas precisam são as perguntas corretas,que lhe ajudem a entender o que está acontecendo. Esse é o trabalho do terapeuta e é através das perguntas certas que ele estimula e direciona o paciente a desenvolver o autoconhecimento a ponto de entender e superar a situação.

Quando for iniciar seu próximo projeto, não se esqueça de incluir muitas perguntas nele e claro, sempre que concluir uma etapa ou surgir uma dúvida, pergunte também, mesmo que a resposta pareça óbvia e clara para todos. Não se preocupe em ter todas as respostas, as perguntas certas são bem mais importantes e certamente você chegará a conclusão de que a resposta e a solução para todas elas é, e sempre será a mesma, você.


Outdoor adidas para campanha Impossible is Nothing na Alemanha. Não permitido em SP

Passada a implementação da “Lei Cidade Limpa”, a qual bane a publicidade em mídia exterior em São Paulo, publicitários e designers gráficos, buscam alternativas para a veiculação de anúncios, enquanto aguardam o lançamento da licitação do mobiliário público pela prefeitura. Parte dos recursos, antes destinados aos outdoors, foi redirecionada para a internet, jornais e rádios, além do aumento no número de anúncios indoor. Mas o que esperar da criatividade dos anúncios diante de uma legislação tão restritiva?

Geralmente, o que se espera do anúncio de um produto é o incentivo às vendas do produto, a popularização do produto e da empresa, a consolidação de slogans, entre outros, porém os anúncios em mídia exterior na cidade de São Paulo vinham sendo caracterizados por aspectos negativos dos mais diversos e apresentando uma enorme falta de criatividade. Excesso de informação como apresentação de diversos telefones, websites, e-mails e textos imensos (sobretudo em anúncios de vestibular), faixas sobre postes e distribuição espacial sem nenhum critério que favorecessem a legibilidade do público, tornaram a comunicação visual na cidade caótica e precária.

Durante a abertura da exposição Pierre Mendell – Cartazes, na Caixa Cultural Sé, os designers Alexandre Wollner e Fernanda Martins, ressaltaram este aspecto negativo na comunicação visual da cidade e mais que criticar a ação da prefeitura, lançaram reflexões e possíveis propostas, além de estimularem os designers a serem mais criativos e engajados em pressionar a prefeitura para a criação de espaços de publicidade bem definidos e regulamentados.

Anúncio Security Glass da 3M em ponto de ônibus no Canadá

Um excelente anúncio realizado com criatividade foi o amplamente conhecido Security Glass da 3M. O anúncio, instalado em um ponto de ônibus na cidade de Vancouver no Canadá, consistia de um painel de vidro recheado de dinheiro protegido pela película super-resistente da 3M, o qual se mostrou extremamente eficaz em seu propósito, pois além de divulgar o produto, levou o público a literalmente interagir com o anúncio por meio de pontapés e voadoras (contribuindo para credibilidade do produto e da marca), gerando ainda mais marketing através de mídia espontânea em TV, jornais e internet.

Ler o texto completo e os comentários »


Em um mundo onde a tecnologia assume cada vez mais um papel de protagonista, algumas áreas da arte e do design sofrem modificações diretas, influenciadas por novas técnicas, proporcionando assim a criação de novos artistas. Esses artistas acabam utilizando diversas plataformas e mídias para desenvolver novos processos de criação, aliados geralmente a grandes campanhas publicitárias. Com isso vários designers atuais se consagram a ponto de serem considerados verdadeiros artistas dessas novas mídias, formalizando idéias e execuções baseadas em conceitos de arte, design e tecnologia.

Todas as idéias são apresentadas e divulgadas durante todo o ano em grandes festivais internacionais, constituído por diversas agências de todo o mundo, como o famoso Festival Internacional de Cannes que acontece na França, com o intuito de mostrar o que há de mais criativo e inovador nesse planeta. O festival começou a ser elaborado no final de 1930, mas veio a ter sua primeira edição realmente em 1946, se tornando um dos mais tradicionais e respeitados até hoje. A premiação é formada por diversas categorias, como os melhores do cinema e as melhores campanhas publicitárias.

Como base de suporte inicial para essas criações está a Internet, que disponibiliza gradativamente espaços para as intervenções da publicidade. Com isso, clientes de grande porte vinculam seus ideais a agências e investem de maneira abundante em campanhas, que posteriormente se transformam em hot sites, depois viram peças (como banners e formatos), e interagem com outras mídias, como a TV e mídias offline (gráficas – revistas, folhetos, outdoors).

Algumas das campanhas mais conceituadas da Internet podem ser visualizadas no site BannerBlog.

Um bom exemplo de interação foi a campanha da empresa Parmalat, que há mais 10 anos atrás investiu nos famosos “Bichinhos da Parmalat“, tendo uma imensa divulgação na TV e revistas. Essa campanha, responsável por tantas premiações, foi ressuscitada durante o ano passado, já com os bichinhos crescidos.

As campanhas atuais precisam de além de ótima idéia, estar adequadas ao tempo e a determinados valores tecnológicos e contemporâneos. Assim, os designers que trabalham diretamente nesses projetos e campanhas muitas vezes por se adiantarem ao tempo prevendo novas soluções são considerados artistas de uma nova geração, que além de outros objetivos e ferramentas, trocaram à tela e pincel por monitor e mouse.


Página 10 de 23« Primeira...89101112...20...Última »

Sobre

O Design Coletivo é formado por 8 designers, interessados em criação de conteúdo relevante sobre design e seu reflexo no mercado, além do estímulo do debate nos assuntos referentes à area.

Leia a descrição completa

Destaques