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Alguns dias atrás resolvi parar e repensar as minhas últimas escolhas, aquelas que me permitiram mudar de trabalho, iniciar um curso superior e dar o primeiro passo para um período (caótico - no bom sentido) de grandes mudanças e pequenos passos em direção aos objetivos pessoais, foi quando me veio à mente a importância do networking (rede de contatos, rede de trabalho ou ainda rede de relacionamentos) no nosso caminho.

Por mais que tenhamos conhecimento na área onde pretendemos atuar, habilidades, disciplina e uma série de outras qualidades, a nossa rede de contatos é, ainda assim, um dos elementos-chave para definir o sucesso de algumas ações ou no mínimo, diminuir drasticamente o esforço, recursos e tempo gastos para se atingir determinadas metas e objetivos, além disso todos sabemos a importância de manter contato com alguém que atua na área em que queremos ou melhor ainda, na empresa em que queremos atuar, não que seja uma relação de puro interesse mas quando essa relação é sincera e traz benefício para ambos, a tendência de ser favorecido aumenta bastante.

Como ainda mantenho contato com algumas pessoas com as quais estudei durante o ensino fundamental, parei para observar um pouco melhor a carreira deles nos dias atuais e para a minha surpresa, as pessoas que estão melhor colocadas hoje, não são aquelas que tinham o melhor aproveitamento em sala e nem é preciso pensar muito para saber por que isso ocorreu, a reposta é o networking que cada um cultiva.

A frase “Nenhum homem é uma ilha” (atribuída ao filósofo Teilhard de Chardin) explica com muita clareza a importância do networking e mesmo sem saber, já o praticamos muitas vezes seja ajudando ou sendo ajudado por alguém da nossa rede de contatos e para o Design, nossa área de atuação, essa é (também) uma ferramenta de extremo valor e que deve ser aprimorada diariamente para que tenhamos sempre boas alternativas para escolher, afinal, sem ela ficaria muito mais difícil conseguir aqueles freelas, empregos em agências e até mesmo colaboradores para nossos projetos portanto, se você ainda não pensou nisso vale a pena parar uns minutos e refletir sobre como está a sua rede de contatos e o que fazer para melhorar.

Mais informações:
Networking: Como Conseguir uma Boa Conexão (Universia Brasil)
O que é networking (Você S.A.)


Estivemos presentes na edição de sábado do InterCon 2007. Abaixo uma foto do auditório.

Auditório do Intercon

Primeiro um coffee break e o credenciamento dos visitantes. Depois o Tiago Baeta (diretor do iMasters) fez a abertura do evento e passou a palavra a Luli Radfahrer, que foi o entrevistador do evento.

- Hi. I´m a Mac

Foi sua primeira frase, tirando risos de toda a platéia. Fez a introdução e abriu para os primeiros palestrantes do dia, Cris Dias, Carlos Merigo, Fabio Seixas e Mauro Amaral, que gravaram o Braincast #10 ao vivo. Uma bela ‘despalestra’ que contou com a intervenção do Luli e de algumas pessoas que estavam assistindo.

Braincast

Falaram de ferramentas, sobre blogs, do twitter (que rolou solto no evento, inclusive na hora das palestras, incentivado até pelos palestrantes), ferramenta onde montamos nossas próprias salas de chat, filtrando o conteúdo que desejamos.

Braincast# 10 no InterCon 2007

Em relação a blogs o mais legal foi falarem da credibilidade adquirida através dos blogs. O Cris Dias, por exemplo, só vê o sucesso do Vilago (sua empresa de hospedagem) através da eficiênciaque atingiu no seu blog. O Elcio e o Diego Eis são outro exemplo. O Tableless é referência em padrões web no Brasil e isso possibilitou a criação da Visie, que é a empresa na qual eles dão treinamentos e ganham dinheiro com isso. Ou seja, o blog pode não ser a fonte direta de renda, mas é o que possibilita e te credencia a ter sucesso em outras coisas.

Publicidade, Adwords, vídeo, banners, Adsense e até Second Life foram outras citações.

Quando o episódio for lançado você poderá fazer o download e conferir na íntegra. Eu gravei as palestras em mp3, mas preciso editar (volume, barulhos) e pedir a autorização pra publicar. Creio que não seja problema, mas é um passo necessário.

Podcast disponível para download: Braincast #9 | Episódio 10

Pedro Venturini - Itaú

2ª palestra do dia. Bateu e reforçou que a marca é o principal ativo de uma empresa, o pano de fundo para qualquer negócio.

Ler o texto completo e os comentários »


helvetica básica

Trabalho com diagramação há cerca de três anos. Trabalhei em diversos tipos de manuais nesse período, utilizei a Helvetica em aproximadamente 30% dos manuais que realizei e cheguei até usa-la como padrão de todos os documentos de uma empresa.

Helvetica, ela mesmo, um tipo tão usado em todo o mundo, chega aos seus 50 anos de existência. Um tipo não tão interessante no meu ponto de vista, simplesmente funcional para quase tudo que se possa usá-la. Poderia dizer que a Helvetica é um tipo discreto e básico como uma camiseta branca da Hering.

Existem milhares de tipos espalhados pela internet e muitos deles pouco aproveitáveis. Hoje em dia cada um quer criar sua fonte, estabelecer um diferencial para os olhares. Muitas empresas compram fontes para utilizarem em sua identidade visual. Eu gostaria de criar fontes para empresas com essa finalidade, mas aja estudos tipográficos pra isso.

Por que isso?!!!
Helvetica por que tão usada?

trabalhos feitos com a Helvetica: fotos

familia Helvetica: compre


Ttsss… a grande arte da pixação em São Paulo, Brasil

Essa semana li o livro Ttsss… A grande arte da pixação em São Paulo, Brasil, pixação com “X” adotada pela editora devido a grafia das ruas, que usa pixação em vez de pichação, como determina a ortografia oficial.

Organizado por Boleta (ex-pixador), fala um pouco desta arte urbana característica de São Paulo, que muitos julgam como poluição visual, mas que define bem o caos da cidade.
Registros que os pixadores chamam de folhinhas, que são trocadas entre eles, mostrando letras que são ofuscadas nas ruas de São Paulo e fotos de lugares atacados por esse tipo de grafia.
Boleta fez ainda um alfabeto com algumas letras para quem quiser entender um pouco deste universo dos novos Gutenbergs, reinventores dos tipos gráficos impressos das metrópoles, como o próprio livro cita.
Recomendo este livro para quem tem curiosidade sobre esta arte bem interessante que poucos entendem.


iMasters InterCon

Estaremos presentes na edição deste ano do iMasters InterCon. No sábado, dia 27.

Se alguém aparecer por lá, procure a gente com a camiseta do Design Coletivo e pode puxar um papo!

Assistiremos às palestras de Carlos Merigo, Cris Dias, Fabio Seixas e Mauro Amaral (Braincast), Pedro Venturini (Itaú), Marcello Povoa e José Luiz Martins (MPP Solutions) e Sergio Mugnaini (AlmapBBDO).

Um abraço, até sábado!


O trabalho de um designer é pautado, de maneira geral, pela pesquisa e por um projeto estruturado, gerando como produto, entre outras coisas, conforto, resistência, beleza, funcionalidade e sofisticação. Existe a expectativa de se encontrar no projeto desenvolvido, além de um trabalho realizado com qualidade e competência, também o repertório e a “assinatura” do designer. Porém ultimamente, até mesmo em função das novas mídias e da quase instantânea distribuição do que se produz de cultura e arte no mundo, temos visto pouca diferença de projetos realizados no Brasil ou nos Estados Unidos e Europa.

Não pretendo aqui analisar o design brasileiro (este pode ser assunto para um outro post), e sim refletir sobre autenticidade e singularidade. O blog Smashing Magazine traz amostras de profissionais de todo o mundo na coletânea “Creativity Spark From Masters Of Illustration”. Trabalhos realmente incríveis, porém, salvo poucas exceções, com características semelhantes. Como entender que profissionais e empresas tão distintos, localizados em diversos lugares do mundo, produzam trabalhos tão semelhantes?

Uma grande preocupação com o desenvolvimento de uma estética globalizada pode ser percebida em boa parte do que se produz nas artes visuais hoje, e isto pode ser uma das causas para tantos projetos com traços tão similares. É como se todos estivéssemos compartilhando das mesmas vivências, do mesmo cotidiano, e que pessoas tão diferentes ao redor do mundo partilhassem do mesmo e único contexto.

O que torna autêntico o trabalho e marca a “assinatura” de um designer e de boa parte dos profissionais que trabalham com criação e artes visuais é o seu repertório, e isso não se resume a sua formação técnica e suas referências dentro da sua área de atuação, mas sim à sua bagagem cultural como um todo, sua experiência ao longo do tempo e sua vida cotidiana. Render-se à produção orientada apenas por influências e tendências de mercado leva apenas a realizações superficiais e repetitivas.

A dupla Os Gêmeos, que saiu do graffitti praticado nas ruas de São Paulo para galerias de arte em países como Alemanha, França e EUA, saiu das origens com a influência do hip hop para a criação de um estilo pessoal inconfundível, caracterizado pelo uso do traço fino nos desenhos. Outro exemplo é o diretor de cinema Tim Burton, que no início de carreira chegou a trabalhar para os estúdios Disney, e ao longo de sua trajetória desenvolveu trabalhos marcados pela influência dos filmes de terror clássicos e do expressionismo alemão. E o que dizer sobre o designer Alexandre Wollner, pioneiro dentre os designers brasileiros que, por conta de sua formação na escola de Ulm, na Alemanha, dentre outros fatores tem um estilo funcional e geométrico, cujo trabalho é caracterizado pelos cálculos matemáticos, a proporção áurea e a seqüência de Fibonacci.

Por fim, o que destaca um profissional de outro no momento da realização de um projeto não é o que ele sabe fazer tanto quantos os outros, mas sim o que ele faz de diferente, o que ele tem de único. Mais do que apenas perpetuar o que tem sido realizado pelos quatro cantos do mundo, o profissional de design, se quiser desenvolver projetos com um estilo característico e autêntico, deve buscar imprimir em seu trabalho o seu cotidiano, a sua vida, suas crenças e suas expectativas, e não apenas, por uma questão de globalização, “internacionalizar” seu trabalho ou mesmo utilizar uma série de informações acumuladas em forma de referências, que não passam de acúmulos de dados sem relação real com sua vida.

Mais:

Os Gêmeos
The graffitti project
The New Times

Alexandre Wollner
Cosac Naify

Tim Burton
IMDb


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