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Quando optei por seguir a carreira de designer, a primeira pergunta que tive que responder a mim mesmo foi como farei isso? Hoje em dia temos muitas opções para seguir dentro desta área e tive que fazer escolhas e mais escolhas e responder muitas outras perguntas: Vou para uma  grande agência? Vou fundar uma agência própria? Trabalhar como freelancer? Vou sozinho nesta jornada ou é melhor formar uma equipe?

Com a resposta certa no pensamento, ou não, fui caminhando nesta jornada e começaram a aparecer mais e mais pessoas com o mesmo ideal, a essas alturas eu já tinha tentado ser o exército de um homem só e diante da nova oportunidade parei e refleti sobre como seria fazer parte de uma equipe. Gostei da possibilidade…

Surgiram os primeiros deveres como coletivo e então fui relembrar como é difícil trabalhar em equipe, respeitar as particularidades alheias, alinhar pensamentos, objetivos, prioridades e seguir por eles, realmente um aprendizado que fica para toda vida, mas quando vem o resultado, quando a etapa é superada, é que se vê o quanto vale a pena cada segundo de esforço desprendido.

Depois de alguns anos, finalmente consegui a resposta adequada para uma das minhas primeiras perguntas da carreira, sozinho é possível chegar lá sim, porém, por mais que seja difícil trabalhar em equipe, quando se consegue alinhar os objetivos é possível chegar muito mais longe, com menos esforço e uma enorme economia de tempo e dor de cabeça, o Coletivo que o diga….


Imagem por Mahirates

Com a existência de diversos meios de comunicação visual espalhados pelo mundo, cada vez mais profissionais buscam seu espaço, mostrar seu estilo e tentam se destacar em meio a concorrência.

Por meio de pesquisas no devianArt encontrei o portfólio de Mahir Ates. A imagem acima, apresenta uma critica ao desmatamento, mostrando o homem como o maioral, sempre o mais forte é o mais “inteligente”, destruindo o ambiente a sua volta. Todas as imagens de Mahir são muito conceituais e transmite uma mensagem diferente a cada olhar.

Mahir estudou engenharia química por dois anos e não conseguiu se adaptar e partiu para as belas artes. Trabalhou em agências e em meio a sua formação começou a desenhar retratos realistas com o aerógrafo, e se especializou em fotografia comercial e pinturas digitais.

mais:
sobre Mahir Ates: mahirates
imagens por Mahir Ates: digital paintings, traditional paintings
deviantArt de Mahir Ates: mahirates


Num mundo globalizado e conectado como o que vivemos hoje o contato com outros trabalhos faz parte do cotidiano. Quando nos abrimos para explorar esses trabalhos e enriquecer nosso repertório criativo temos fontes infinitas para coletar material.

Por muito tempo, com o incentivo do pessoal da faculdade (colegas e professores), juntei uma quantidade considerável de imagens, layouts, ilustrações e diversos tipos de composições no HD do meu computador. Hoje tenho mais de 1Gb de print screens e imagens, além de material de vídeo e outras formatos espalhadas por pastas. Em várias oportunidades já consultei essa coletânea, bastante admirada por alguns amigos, quando precisava fazer algum trabalho criativo. Porém ir atrás dessas referências me tomava o tempo inclusive de analisá-las separadamente e aprender mais com cada uma e gradativamente diminuí a carga de pesquisa. Outra coisa que me faz falta é só ter essas referências no HD, nada de impresso, palpável, o que posso suprir com revistas como a Computer Arts.

Com estudantes, freelancers e agências desenvolvendo coisas novas todos os dias, a quantidade de material se multiplica em proporção geométrica, com estilos diferentes e, no meu caso, optei por diminuir a busca de referências, agora em freqüências casuais, porém de estilos diversificados. Tenho trabalhos de ilustração, outros com destaque na fotografia, na tipografia, belos sites feitos em Flash, todos em quantidade razoável.

Mas tanta referência acaba servindo para que?

Se você só ficar pesquisando não serve para nada. Se houver um exercício de aplicação dessas referências há um ganho considerável.

Por exemplo, ao observar o portfólio do Thiago, que escreveu há alguns dias, em vez de só apreciar os trabalhos ou a limpeza visual do layout, podemos tentar entender melhor o que o levou a fazer daquela forma. A consistência no uso das cores, tipografia utilizada e julgar se a composição foi bem feita, afinal precisamos ter senso crítico. Esse processo faz com que na hora que for a sua vez de criar algumas etapas se desenvolvam de forma mais rápida (porém nunca automatizada).

Constante observação e questionamento sobre a aparência, forma, funcionalidade e clareza do que é feito nos leva a uma nova etapa através de qualquer referência. É como atingir uma dimensão nova de entendimento.

Mais:

Websites favoritos no del.icio.us
Inspiração e referência de todo mundo no del.icio.us
Showcase no Smashing Magazine


iMargem
Projeto iMargem. Artistas plásticos urbanos fazem artes e educam a conscientização nas margens da Represa Billings.

Esta semana passei em uma avenida que não passava há tempos. Aquela com o corredor de ônibus que liga os terminais Diadema e Jabaquara (Av. Conceição, se não me falha a memória).

A Lei Cidade Limpa gera cada vez mais discussões. Reparei na grande quantidade de muros pintados de cinza pela prefeitura de São Paulo. Um cinza feio (pintado com tinta vagabunda à base de água e cal), sem vida alguma, se expande na cidade e com isso muros grafitados há anos vão perdendo cada vez mais suas cores.

Não é nada legal ver a cidade poluída com outdoors, faixas de “telemensagens”, anúncios de “cartuchos de impressoras” e “votem em políticos corruptos, vocês saem ganhando com isso”, uma coisa atropelando a outra. Mas e cadê a arte urbana?

Embora venham da resistência (brigando por seu espaço na cidade, pintando na madrugada para não sofrerem denúncias e perseguição da polícia), os artistas urbanos, vem perdendo um pouco a sua força. Só uma minoria que é reconhecida na mídia consegue seu espaço, mas e quem está às margens? Artistas novatos e veteranos que tem muito a mostrar à cidade e enriquecê-la com beleza.

É legal ver muitos que não fazem parte da elite dos grandes artistas e tentam cada dia mais, acabar com a insaturação de cores dos muros da cidade, tirando dinheiro do próprio bolso para comprar seus materiais e muitas vezes tendo que reforçar seus trabalhos nos muros porque apagam. Um grande exemplo disso é o trabalho dos artistas do Projeto iMargem.

Alguns deles:
Mauro – Um dos idealizadores do Projeto
Goms
Tim
Sliks
Vine


Livro - As Leis da Simplicidade

As Leis da Simplicidade, de John Maeda é um livro referência, para aqueles que buscam entender melhor as relações de simplicidade/complexidade que regem a vida e a tecnologia no conturbado mundo em que vivemos.

O livro apresenta dez leis que tem por objetivo estabelecer um equilíbrio no uso da simplicidade e complexidade e demonstra como tirar o melhor proveito disto, sem que se tenha de abrir mão do conforto e do significado.

Diferentemente de criar regras rígidas e absolutas, Maeda que é um premiado designer gráfico e cientista do MIT, propõe uma série de ensaios sobre aplicação da simplicidade na vida, nos negócios, na tecnologia e no design.

O livro ainda relata casos de sucesso no uso da simplicidade, que se tornaram referenciais de inovação, como das empresas Apple e Google, e ainda oferece três soluções para se atingir a simplicidade na tecnologia.

Em suas estrategicamente planejadas 100 páginas, As Leis da Simplicidade é um livro inspirador.

Mais:

The Laws of Simplicity


Desde pequenos ouvimos vários ditados, entre eles, um que podemos usar hoje facilmente: “a pressa é a inimiga da perfeição”. Percebo atualmente que o prazo acabou se tornando um dos fatores de diferenciação para a criação e produção de um trabalho bem feito.

E isso é refletido em tudo que fazemos, seja lá dentro de uma agência com um cliente que fica de cinco em cinco minutos ligando para saber se está finalizado, o atendimento que fez uma proposta com uma pequena quantidade de horas para trabalhar no projeto, um cliente free lance que manda e-mails desesperados pedindo milhares de alterações em uma hora, ou até mesmo trabalhos de faculdade que geralmente são feitos no último dia, sendo que o professor passou as especificações duas semanas atrás.

Por que fazemos tudo isso e lutamos intensamente contra o tempo? Porque não damos conta de administrá-lo e muitas vezes definimos as prioridades de maneira errada.

Porém, o designer que souber utilizar o tempo como aliado e não como problema, com certeza vai se adaptar facilmente a todas as dificuldades. Será mais fácil conversar com o cliente e mostrar que com um pouco mais de tempo, será possível buscar algo mais planejado, anulando assim o re-trabalho. Tudo ficará até certo ponto um pouco mais fácil, pois as alterações serão pequenas.
Com isso, teremos mais liberdade e tranqüilidade para a criação de novos propósitos, novos trabalhos, e quem sabe um dia, tempo para viver uma vida normal.


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