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Muitas vezes assumimos algumas dúvidas sobre Design que podem ser facilmente resolvidas. Geralmente, a primeira questão de todos é:

Para que usamos o Design?

Simples, para o que precisarmos. Temos um mercado repleto de várias empresas, de segmentos distintos.

Onde nos encaixamos?

Somos responsáveis por trazer novas soluções para os problemas visuais delas, seguindo suas próprias leis, independente da cultura ou estilo.

É claro que muitas pessoas se iludem com isso e se hipnotizam com vinhetas e propagandas mostradas pelas mídias, criando assim uma área repleta de profissionais diferentes. Somente os mais habilidosos e preparados vão se adaptar a toda essa competitividade. Porém, é possível notar no mercado uma imensa quantidade de empresas que só precisavam de um “empurrãozinho visual” para chegarem a um ponto de sucesso. Muitas delas possuem um conteúdo formidável, só que não conseguem demonstrar isso para a sociedade de maneira correta.

Esses problemas continuam acontecendo devido a um abismo criado nessa área, não definindo necessariamente um “bom” design de um “mau” design, e sim, pela real diferença de mercado. Somos capazes de encontrar desde empresas totalmente bagunçadas e desorganizadas, até modelos de planejamento e estrutura que podem ser usadas como modelo até mesmo em outros países, sem falar nos famosos “trabalhos do sobrinho”.

O que não podemos esperar é que o resultado seja o mesmo. Que o desfecho dessa história seja o mesmo tanto para um, quanto para outro. Isso seria um total equivoco.

Mas ai acabamos voltando na primeira questão. Para que usamos o design mesmo?

Não estamos aqui para resolver os problemas dos clientes? O que realmente buscamos?

Um projeto apresenta alguma falha e simplesmente deixamos de lado, finalizamos de qualquer jeito e procuramos qual será o próximo que poderemos colocar no portfólio. A nossa função é resolver, e procurar a melhor forma de utilizar todas as ferramentas disponíveis, para tentar a cada dia solucionar e diminuir as tantas questões que envolvem o design.


Você sabe o que aconteceria se um reconhecido contador de piadas brasileiro decidisse fazer uma turnê internacional? Daria com os burros na água! (como diria querida mamãe). As suas maravilhosas piadas provavelmente não arrancariam um riso sequer, pois perderiam sentido quando contadas para pessoas de uma cultura diferente da nossa, exatamente pelo fato de suas piadas dependerem da bagagem cultural do receptor, ou seja, só funcionam em um determinado contexto.

Mas porque estou falando disso?

Quem aqui não lembra das pérolas da campanha publicitária da IBM, onde executivos falando de soluções e business, terminavam cada comercial fazendo uma piada que não tinha sentido algum a qualquer um que assistia, desde o mais alto executivo de uma empresa ao Zé povão, e que provavelmente se indagavam: Ih???

Também se enquadram nestas pérolas os fantásticos comerciais de cremes dentais que o ator para de falar para dar seu maravilhoso sorriso enquanto a dublagem em português continua (igual às dublagens do Tela Class, da qual sou fã assíduo…) e também outras adaptações mal feitas de campanhas publicitárias gringas que são lançadas por aqui.

No design o contexto é de importância fundamental para o sucesso na transmissão de uma mensagem. O designer deve estar atento para que haja o menor nível de ruído possível visando facilitar a compreensão por parte do receptor. Muitas vezes a falta de conhecimento cultural por parte dos designers e publicitários pode trazer graves prejuízos a imagem de seus clientes, como no caso da Benetton que em uma de suas campanhas publicitárias ingenuamente colocou uma mulher negra amamentando uma criança branca e inconscientemente trouxe á tona a imagem das mulheres negras com os filhos de seus senhores na época da escravidão.


Mais uma prática começa a ganhar espaço na web e nas universidades, desta vez trata-se do naming, uma série de técnicas e estudos de redação, linguística e tendências de consumo e comportamento adotados para encontrar um nome adequado para a marca.

Nos dias atuais, o nome da marca não pode ser visto como uma simples etapa de um projeto separado da estratégia, o naming tornou-se uma parte muito importante deste processo por conseguir, quando bem elaborado, transmitir os princípios, posicionamento e valores da empresa ou produto.

Para uma boa prática de naming algumas etapas devem ser seguidas, elas se inciam no conhecimento e definição da estratégia, de onde surgem os conceitos e valores que se deseja transmitir, na sequência é feita uma triagem para eliminar os nomes com menor potencial (de acordo com os valores anteriormente definidos) e sonoridade menos adequada, para as estapas finais ficam a verificação do mercado e legal, disponibilidade de domínios e por fim é refeita a avaliação conceitual.

Os especialistas no assunto afirmam que um naming definido sem a atenção merecida pode até atrapalhar o sucesso de uma marca.

Apesar de ser um assunto realtivamente novo, o naming já começa a aparecer com maior intensidade em diversas publicações e está presente também em tabelas de valores referênciais como a da Associação dos Designers Gráficos do Distrito Federal – Adegraf e com certeza é uma disciplina que vem para ficar.

Mais informações:
DesignToBranding Magazine | nº2 | Julho de 2007
AppleTV ou MacTV ? o naming responde
Tabela de preços referenciais da Adegraf


Os organizadores do evento que trará David Carson ao Brasil, divulgaram nota informando que devido a questões burocráticas, relacionadas à documentação e obtenção de visto, impedirão a chegada do homem que influenciou o design mundial ao Brasil. Os eventos foram remarcados.

David Carson

Curitiba: 21/11/2007.
Teatro Positivo - Pequeno Auditório
Rua Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300.

São Paulo: 22 e 23/11/2007.
Auditório da Panamericana Escola de Arte e Design
Rua Groenlândia, 77.

Caso as novas datas não sejam compatíveis com as agendas daqueles que já adquiriram os ingressos a Revista abcDesign, organizadora do evento, fará a imediata devolução dos valores pagos no ingresso. Basta entrar em contato pelo e-mail: david@revistaabcdesign.com.br


O Rafael já escreveu aqui sobre o processo de criação, onde fala sobre referências, estilo e faz uma introdução sobre esse processo.

O que vou abordar neste texto é sobre o momento em que isso acontece. Seja quando você recebe o briefing daquele job ou o momento posterior à reunião com o cliente, onde começará a pensar nos diferenciais daquele projeto.

As informações estão ali no papel (ou no documento na tela) e sua cabeça está começando a pensar em diversas coisas. Não abra o Photoshop! Mantenha-se concentrado na idéia, desviar a atenção para o computador ou qualquer outra coisa pode fazer com que você se desconcentre, o momento da criação é anterior à execução ou produção dessa idéia.

Pegue um papel e um lápis ou abra um editor de texto (como o Bloco de Notas) e comece a colocar resumidamente o que haverá de ser feito. Isso vale para um cartaz, flyer, banner ou até um site inteiro.

Organize as informações e defina a hierarquia delas para facilitar o processo. Depois, baseado no tipo de trabalho que será feito, pense em que conceito haverá ali. Se será algo formal ou mais ousado, pra quem será direcionado (target ou público-alvo) e anote. Há dezenas de outras coisas que também são pensadas aqui, mas nos aprofundaremos isso mais para o futuro, prometo!

Depois de ter a parte ’suja’ do trabalho definida aí sim a criatividade começa a aparecer. Você vai pensar em que efeitos, tecnologias poderia usar, sempre se baseando no conceito que havia definido anteriormente. Se você falhar em algum desses pontos, a chance do trabalho dar errado cresce, mas nunca é tarde pra começar de novo.

E aí que entra a referência e o exercício de exploração dessas referências (como comentei no meu outro post) e onde aumentamos nosso poder criativo.

Depois dessas etapas, o conceito criativo da composição a ser montada estará concluído. Se você tiver a oportunidade de aprovar essa parte com alguém seria interessante, principalmente no caso de ela ser reprovada, onde o tempo ‘perdido’ seria menor.

Esse processo é mais longo do que o comum, ou que você atualmente faz, porém não necessariamente tão mais demorado e o hábito do planejamento fará demorar cada vez menos.

Isso tudo sem abrir o programa, seja ele o Photoshop, Illustrator, InDesign ou Flash, entre outros.

Caso esteja pensando que o tempo gasto na elaboração de tudo isso vá afetar sua produtividade, está enganado, pelo contrário, só fará sua cabeça trabalhar mais rápido, além de que com todas as frentes do trabalho bem elaboradas, a chance de dar errado é bem menor. E haverá o reconhecimento do diferencial do seu trabalho, um significado autêntico e não uma repetição do que já é feito.

Depois, abra o software e só EXECUTE o trabalho, aproveitando as facilidades que a computação gráfica proporciona (o céu é o limite nas últimas versões dos programas gráficos), depois é só correr pro abraço.

Talvez você já execute esse processo e nem perceba, mas o ideal é que isso seja feito conscientemente, senão não há aprendizado.

No dia-a-dia na agência, ou da empresa, ou mesmo como freelancer, é bem possível que as ocasiões onde você será o responsável pela criação não aconteçam todo dia, mas quando isso acontecer, esteja preparado.


David Carson, designer norte-americano, muito conhecido por ter revolucionado o design gráfico na década de 1990, vem a São Paulo nos dias 25 e 26 de outubro para ministrar palestras na Panamericana Escola de Arte e Design. Carson esteve no Brasil há 10 anos atrás, em 1997, onde participou de um Congresso Internacional de Design Gráfico.

David Carson

Ótima referência para quem está começando e pra quem está interessado em saber o que um designer como David Carson tem a dizer.

As palestras são abertas ao público, porém as vagas são limitadas.
Os interessados podem se inscrever pelo site Revista abcDesign.

Local: Panamericana Escola de Arte e Design

Dias: 25 e 26 de outubro

Endereço: Rua Groenlândia, 77 | Jardim Europa | São Paulo | SP

O investimento para cada palestra é de R$ 60 (cada dia, sem assinatura da revista).

Inscrições: Revista abcDesign

fonte: escola-panamericana | davidcarsondesign


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O Design Coletivo é formado por 8 estudantes de design, interessados em criação de conteúdo relevante sobre design e seu reflexo no mercado, além do estímulo do debate nos assuntos referentes à area.

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