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Nesses tempos de fervor tecnológico onde o potencial das novas mídias digitais é algo inquestionável, muito tem se ouvido falar no fim dos cartazes, banners, cartões de visitas e outros tipos de materiais impressos que estariam com seus dias contados com a chegada desses novos meios digitais. Se isso um dia acontecer, o que acho quase impossível, não será amanhã de manhã…

Hoje, mais do que nunca, o material gráfico é um aliado incondicional da web, servindo como recurso e parte de um todo na conquista dos consumidores. Hoje é comum encontrar cartazes e mikas que tem como objetivo mais trazer uma espécie de curiosidade ao receptor do que propriamente informar algo, relegando está tarefa a um segundo instante, onde a pessoa é levada a entrar em um site.

O uso com ênfase do endereço do site em todos os materiais impressos, inclusive nas embalagens quando no caso de produtos, pode criar um resultado interessantíssimo em uma campanha publicitária e nós designers devemos nos preocupar em usar de forma concisa e em conjunto esses dois tipos de mídia que se autocompletam.


Em seu último post, o Thiago Martins fala sobre o seu portfólio e é normal que as pessoas comentem o que acharam do trabalho, mas me colocando no lugar de avaliado me ocorreu a seguinte pergunta: Como saber se um trabalho executado ficou realmente bom, se conseguimos passar a mensagem desejada?

Não vejo outra alternativa senão perguntar, pedir a opinião dos outros, no intuito de saber como o trabalho está sendo percebido por essas pessoas e se a mensagem está chegando ao receptor da forma como planejamos.

Lembro de ter ouvido muitas vezes durante o período universitário que para haver comunicação é necessário haver conflito, sem o conflito não há evolução. Em casos como este não deve ser diferente, o que se imagina são respostas diferentes que trafegam entre o elogio e a crítica, porém num cenário de alta competitividade e cada vez menos tempo livre, é comum perdermos este grande instrumento de avaliação (ou feedback pra quem prefere o termo) de nossos trabalhos e ações, simplesmente por ele estar sendo visto por um concorrente ou ainda por alguém que de tão sem tempo responde com aquele seco “gostei, ficou legal”.

Não defendo aqui a necessidade de ser avaliado para ter segurança do que se fez, muito menos mudanças na personalidade e estilo próprio em detrimento do que outros acham, porém, quando a idéia é comunicar, esse processo de avaliação torna-se quase obrigatório para quem deseja maximizar seus resultados e efetivamente transmitir sua mensagem tal como imaginou.

Para ter um retorno significativo sobre um trabalho é importante escolher as pessoas certas para avaliar, preferencialmente escolha pessoas de dentro e de fora do seu círculo também e acima de tudo desconfie de quem sempre elogia seus trabalhos, porque na maioria das vezes ou ele está sem tempo para avaliar como gostaria e não soube dizer isso ou está apenas tentando te estagnar e impedir o seu progresso.


thg.jpg

Assim como muita gente que está começando, procurando um espaço para expor trabalhos, fiz a divulgação de meus trabalhos em uma galeria virtual ( thiagomartins.deviantart.com ) no deviantArt e senti a grande necessidade de ter meu próprio domínio para realmente mostrar minha cara. Desprender-me da forma básica e padrão que um fotolog, flickr ou deviantArt oferece.

Essa semana coloquei meu portfolio com domínio próprio no ar. Tarefa que estava para fazer há algum tempo, mas decidi que a melhor hora seria agora, por ter realizado trabalhos em maior quantidade e qualidade. Na busca pela definição do domínio ( .com, .com.br, .net, .art, .art.br), optei pelo: “.com.br”, pois ele tem maior identificação (ao meu ver) na internet.

A partir disto comecei a jornada de criação. Como se trata de mostrar meu próprio trabalho, procurei a melhor forma para expressar o que sou e a evolução de meus trabalhos e na verdade, achei tudo bem complicado. No processo surgiram dúvidas como: O que chamar a atenção no portfólio? Habilidades em criação de imagens, animações, vídeos, o que?

Busquei referências, observei como outras pessoas resolveram problemas de execução, seus pontos fracos e fortes, preferências de estrutura, como por exemplo: o uso de One Page (Única página, como em blogs), ou Home com apresentação e uso de link de entrada, ou Home com links direcionando a páginas com os trabalhos, ou animação, ou vídeo do local de trabalho com links dispostos de maneira criativa, ou uso convencional de barra de rolagem horizontal, entre outros. Pensei na disposição dos elementos, links, imagens de apresentação com boa visualização, se eu descreveria ou não os trabalhos, softwares que utilizei, e a paleta de cores.

Assim, procurei usar o “One page”, por esta ser uma forma mais direta de apresentação. O interessado não precisará clicar para ver uma amostragem simples dos trabalhos e com isso criei links com thumbnails de cada imagem para auxiliar na navegação. Defini a paleta de cores sendo, branco de fundo (dando leveza e pureza no layout), textos em cinza e preto (para uma boa legilibilidade) e verde claro no logotipo (procurando estabelecer um ar de leveza e naturalidade e com intenção de explicar o “thg” do domínio). Fiz uso de uma tipografia leve, com contraste de cor e peso nos textos corridos e links para área de cada trabalho (Digital, Print, Estampas e Fotografia). No topo da pagina, estabeleci acessos às páginas externas com relação aos trabalhos e contato.

Contei com a ajuda dos amigos Rafael (Design Coletivo) e Michael nas animações e o resultado geral da composição vocês podem conferir em thgmartins.com.br.


Cartaz do Partido SPV

Utilizado em locais públicos como meio de informação visual, o Cartaz é um importante meio de divulgação de expressões culturais e artísticas e até mesmo políticas. Além de sua funcionalidade na transmissão de informação, o cartaz costuma ser apreciado como uma peça de valor estético.

Desde o último mês de setembro, um cartaz tem gerado muita polêmica na opinião pública européia. O Partido do Povo Suíço (SVP ou UDC, União Democrática de Centro, na sigla francesa) distribuiu na campanha para as eleições realizadas em outubro passado, cartazes que mostram três ovelhas brancas sobre a bandeira suíça e uma delas chuta a única negra para fora.

A conhecida tranqüilidade suíça foi quebrada com diversos conflitos ocorridos em função da campanha eleitoral do SVP. O episódio tem dividido o país em torno da questão dos imigrantes e colocando em xeque a histórica abertura multicultural da Suíça.

Sobre o Cartaz

Apesar das alegações do SVP de que a “ovelha negra” é o criminoso estrangeiro que não obedece às leis suíças e não se “adapta a família”, o que observamos no cartaz é a sugestão à exclusão racial indistinta. A mensagem do cartaz é muito simples e apesar da suposta inocência da composição, o que podemos concluir é: O diferente deve ser excluído!

A “ovelha negra” dispõe das mesmas características e proporções das outras ovelhas, diferenciando-se das demais apenas pela cor e não há nada no cartaz que a classifique como criminosa ou subversiva. As três ovelhas dispostas sobre a bandeira suíça e os dizeres “Para maior segurança”, indicam a inclinação conservadora e nacionalista do SVP, deixando a mensagem transmitida com forte apelo populista.

Mais um marco nas polêmicas sobre imigração na Europa, o cartaz das ovelhas, assim como muitos outros cartazes com o mesmo apelo xenofobista, criados pelo SVP, demonstram que o partido tem se levantado como uma frente de extrema direita na política européia.

Ao que parece, poderemos presenciar um ressurgimento expressivo da transmissão de mensagens político-ideológicas através de cartazes. Já há quem esteja lembrando dos tempos da propaganda nazista.

Mais:

Partido suíço é criticado por cartaz ‘racista’
Questão da imigração divide até os suíços
Uma Suíça pouco conhecida
Tumultos desestabilizam campanha eleitoral na Suíça

 


Torna-se cada vez mais notável a importância da equipe na criação de um projeto bem sucedido, inclusive na área de design, principalmente porque durante todo esse processo, todos irão (na maioria das vezes) participar e contribuir com um pouco de si.

A palavra equipe é encarada de diversas formas, variando de pessoa para pessoa, e no Design não é diferente. Essa equipe pode ser formada por uma grande quantidade de pessoas, como acontece na maioria das agências, aonde muitas delas, irão na verdade fazer o mesmo tipo de trabalho, como numa enorme linha de produção. Isso ocorre geralmente com agências que criam peças e campanhas para varejo, ou dentro do próprio cliente, como Submarino, Americanas e Shop Time.

Nesses casos, a arte inicial é feita dentro do cliente e depois é mandada para a agência para produção. Assim, as chances de re-trabalho e distorção da idéia diminuem bastante.

De outro lado, temos outras agências que possuem equipes bem menores, muitas vezes sendo representadas por 4 ou 5 pessoas no máximo, onde não é necessária a presença dos famosos “carregadores de piano” (apelido utilizado em funções que estão focadas principalmente na produção de peças). Como o forte dessas agências é a criação, a equipe pode ser facilmente montada por um diretor de criação, dois diretores de arte e um assistente, em que o assistente muitas vezes nem fará a parte de produção, já que essa arte será levada para uma outra agência que realizará esse trabalho.

De qualquer forma, independente da quantidade ou qualidade da equipe, é interessante ressaltar que um bom trabalho só será realmente concretizado com o máximo esforço de todos os integrantes, desde um briefing bem feito pelo atendimento, até uma boa apresentação do trabalho para o cliente.


Furo de reportagem do blog Design.

Depois de postarmos que ele viria ao Brasil em outubro, e que a visita estava reagendada para novembro, ele alegou problemas pessoais e cancelou a palestra.

Causa uma certa indignação tamanho o desrespeito do cidadão com o nosso país.


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