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Muitas vezes, o cotidiano e ambiente de uma agência de Design se torna cansativo, não devido à área em si, e sim por algumas coisas que acontecem dentro da própria agência, como re-trabalho, clientes chatos, entre outros.

Isso faz com que o designer procure novos caminhos, sejam eles dentro da própria agência, ou até mesmo fora. Se a mudança for interna, provavelmente acontecerá com a abertura de novas funções, novos trabalhos e clientes, ou até mesmo de cargo. Porém, se essa mudança acontecer de forma externa, com uma possível troca de empresa, deve ser feita com certo cuidado.

O ideal é buscar a mudança de acordo com o atual momento.

Muitos fazem isso de maneira desesperada, saem às pressas para trocar de agência, e acabam chegando a uma felicidade momentânea. Isso acontece também com aqueles que estão desempregados.

A busca por essa mudança deve ser feita com calma, em um momento tranqüilo pessoal. Primeiro porque a entrevista irá acontecer de uma maneira natural, e o portfolio poderá ser repensado e melhor ajustado.

Se preparar para essa situação é a primeira escolha para realizar um “bom” novo passo, principalmente se a agência escolhida for muito maior do que a que você trabalha atualmente. Nesse caso o entrevistador (geralmente o Diretor de Criação) vai cobrar muito mais do que trabalhos sofisticados no seu portfolio, ele vai querer idéias, soluções e sacadas.

Esses são os requisitos básicos para entrar em uma agência de grande porte, tornando assim a criatividade uma das maiores aliadas rumo a tão desejada vaga.

Para aqueles que estão começando, sugiro que pensem que todas as agências terão trabalhos cansativos, independente da qualidade dela, basta cumprir de forma fiel o que foi proposto.

Assim, provavelmente sobrará tempo para acrescentar um “algo a mais” nesse projeto, um dos fatores que serão levados em conta na busca desse sucesso.

Esse “algo a mais” vai ser aplicado através de idéias, de sugestões, que muitas vezes não serão aceitas pelo cliente, porém vão mostrar sua criatividade, e também pode ser muito bem aplicada no próprio portfólio.


No início, antes do aprendizado dos conceitos e técnicas de design, a maioria dos layouts produzidos não passam de um aglomerado de informações desordenadas que não mantém uma relação visual consistente e muito menos passam qualquer mensagem de forma clara e concisa já que o nível de ruído encontrado na maioria dos trabalhos amadores é grande.

Depois de algum tempo e muita prática através de experimentações, adquire-se uma bagagem que permite começar a perceber toda a problemática envolvida no desenvolvimento de um simples layout. As preocupações são muitas: para quem se destina, qual a linguagem utilizar, que informações dar ênfase, como manter a unidade visual, o que pretende-se comunicar, em resumo, qual é o objetivo em produzir aquela comunicação? Aí está talvez a maior pergunta…

Após ter em poder as respostas para as perguntas acima, que em partes será dada através de um briefing, inicia-se a parte mais complicada que é planejar visualmente o conteúdo de forma que satisfaça todas as questões, e é exatamente nessa hora que entra algo que é o tema deste post, o “vazio”. É isso mesmo, o “nada”.

Um dos maiores problemas encontrados no planejamento visual de uma peça é exatamente a necessidade primitiva de ter de se preencher todos os espaços com alguma coisa, sendo que o próprio vazio funciona não só como parte do todo, como também sendo o próprio conteúdo. Saber explorar os vazios do layout é uma técnica que com o tempo acostuma-se, e por incrível que pareça, tais layouts que o aproveitam, costumam ser os mais sofisticados. O uso do minimalismo nos layouts está paralelamente ligado ao bom uso dos espaços, sendo que o minimalismo hoje em dia é quase que sinônimo de sofisticação.

Não é raro vacilarmos e nos pegarmos questionando: Será que já está bom? Acho que sim! Ou não? Ah não, eu preciso colocar algo ali, está muito “vazio”… Provavelmente seu trabalho, nesta hora, já esteja muito bom, é lógico que ressalvo algumas situações que a proposta seja outra.

Aprendermos a ter o feeling para reconhecer a consistência de um layout, e não nos deixar vacilar pela inquietude, talvez seja uma das maiores dificuldades que sempre teremos de enfrentar.

Relacionados:
Se sente Designer hoje?

Mais informações:

http://www.alistapart.com/articles/whitespace

http://ramonpage.com/2006/12/16/melhorando-a-legibilidade-com-espaco-e m-branco/
http://www.ideiadigital.ppg.br/blog/design-menos-e-mais


De onde vêm as inspirações que remetem as idéias inovadoras, aquelas idéias simples mas que ninguém tinha pensado ainda?Com certeza todos nós já tentamos descobrir a fonte da criatividade, mas será que ela realmente existe? Por não ter encontrado esta fonte ainda, prefiro abordar o tema falando do outro lado da questão, aquela que mata a nossa capacidade de criar.

Desde pequenos somos acostumados e regrados pelos “nãos”, não podemos fazer isso, não devemos fazer aquilo, não admitimos falhas entre muitas outras, o que nem sempre paramos para pensar é que esses “nãos” que vamos ouvindo ao longo de nossas vidas se tornam crenças, verdades absolutas para o nosso cérebro e limitam muito a nossa capacidade de criar e de se adaptar a novos cenários, contribuindo para que mantenhamos o discurso do comodismo e a resistência as mudanças.

Acontece que as coisas mudam constantemente (e em uma velocidade cada vez maior) e qual o nosso comportamento diante disso? Na maioria das vezes nossa primeira reação é aversão a mudança, nem ao menos questionamos se ela será positiva ou não, simplesmente lutamos e gastamos nossas energias para manter tudo como está, permanecer na zona de conforto a qual estamos acostumados. Não é assim com você também?

Na maioria das vezes só começamos a aceitar a mudança quando percebemos que não temos escolha, que não tem mais volta e nunca é fácil, nosso pensamento fica tomado pelas incertezas e o medo de algo piorar ou fugir do controle é uma constante.

No entanto, todos nós somos criativos, o que nos difere é a profundidade com a qual questionamos essas nossas (falsas) crenças, quanto mais confrontamos esses medos, mais percebemos nosso verdadeiro potencial escondido.

A boa notícia é que a criatividade pode ser aprimorada com a prática, então é você quem decide ser criativo ou não daqui para a frente, como? Um bom começo é questionar as suas próprias crenças, inclusive aquela que diz que você não é criativo, chegue a raiz desses pensamentos-bloqueio e descobrirá que se tratam de inverdades. Use isso a seu favor para criar pensamentos positivos no lugar, pare de trabalhar no piloto automático, observe mais as coisas a sua volta, leia material diferente do qual está acostumado a ler no cotidiano, abra o pensamento para coisas novas, faça caminhos diferentes para chegar no seu trabalho nem que seja caminhar pelo outro lado da rua, comece a pensar (sem pré-julgar nenhuma idéia) em novas maneiras de fazer as coisas que está habituado a fazer e acima de tudo, questione-se.

Nós nascemos criativos, o problema é que ao longo de nossas vidas limitamos essa nossa capacidade e passamos a apreciar mais o senso comum, cabe a você mudar isso.

Para saber mais:
O que é criatividade
Criatividade e seus pontos de vista

Você é criativo?
Criatividade: 10+10 dicas – de Luli Radfahrer


será que sou Designer!?

Estudantes de design estão sempre em luta para se aperfeiçoarem em conceitos e técnicas para desenvolvimento de seus trabalhos. É uma luta dia após dia não? E todo o dia se pensa “poxa, posso dizer que sou um designer?”. Estranho não é? Quando isso vai acabar? Será que um dia vão se sentir designers ou isso será uma coisa natural em suas vidas, ficar sempre com essa dúvida?

Ao longo dos estudos existirá um processo de evolução gradual, onde todo estudante se desenvolverá tecnicamente com o tempo, havendo esforço e persistências conseguirão desenvolver um estilo próprio. A capacitação e aprimoramento de conceitos e técnicas contribuirão para o desenvolvimento de qualquer tipo de projeto que irão se envolver no decorrer de sua carreira profissional.

Existem muitos que se autodenominam designers no mercado de trabalho, só que sempre são vistos como pessoas com pouco repertório e sem muito a oferecer, só mesmo seu ferramental. Pessoas “ferramenteiras” que só executam o que lhes pedem.

Vejo que o mercado está muito exigente e todos que querem crescer conceitualmente vão ter de batalhar duro para atingir uma boa conquista profissional.


Homepage: Usabilidade - Jabok Nielsen

Homepage: Usabilidade é um livro sobre usabilidade na internet. Os autores Jakob Nielsen e Marie Tahir analisam a página inicial do site de 50 empresas e organizações, apontando muitos erros, possíveis melhorias e pontos positivos. Na lista constam antigas companhias, como GM, Wal-Mart e ESPN, além de empresas online como Yahoo!, eBay e Amazon.

Mesmo sendo de 2001, muitos conceitos do livro continuam valendo e hoje não dão sinais de que vão mudar. Por outro lado, os sites evoluíram e muitos dos erros apontados já foram corrigidos e não são mais cometidos pelos designers e desenvolvedores em geral.

Como análise da página inicial, os autores não têm acesso ao planejamento dos sites e dão sugestões baseadas em suposições, o que pode-se perceber claramente no livro, e podem não representar o resultado desejado pelos donos das empresas. Então é preciso ter cuidado na hora de projetar, para saber as necessidades de cada site.

Por fazerem análises das páginas iniciais de 50 sites individualmente, é possível que depois de um certo número de sites, o livro pareça repetitivo e até chato, como citado nas leituras recomendadas do livro Não me Faça Pensar, de Steve Krug (minha próxima leitura, já lido, veja a resenha), porém é interessante entender as sugestões e o contexto de cada site.

No início do livro há 113 diretrizes de usabilidade que sustentam os argumentos da dupla para as análises posteriores. Melhor parte do livro. Depois começam as análises.

Compre o livro [em inglês] (comparação de preços do Buscapé)

Mais:
Site oficial do livro – Jakob Nielsen
Resenha da Folha de São Paulo (2002)


Toy Art

Arte em bonecos já existe há um tempo. Lembro da época de quando era bem criança, ia na galeria do rock com meu irmão, ficávamos pirando com os bonequinhos de super-heróis japoneses e americanos estilizados . Tinha vontade de comprar e fazer coleções, mas eram sempre bem caros e inacessíveis.

A onda do Toy Art, sem a idéia de grandes super-heróis vistos na TV, abusando cada vez mais da imaginação, vem bem forte nos últimos tempos e coisas cada vez mais bacanas são criadas no Brasil. Designers como Carlo Giovani e Artistas urbanos como Sesper e o Flip fazem séries muito boas de bonecos.

A maioria costuma ser bem cara, mas se acha bastante coisa artesanal e bem original por ai a preços acessíveis, existe até uns sites com vários estilos, que se pode imprimir, recortar e você mesmo montar. Em cima disso da até para criar o seu próprio Toy, basta ter criatividade.

Vejo um mercado bem amplo para essa área bem divertida que é a Toy Art, abusando cada vez mais da criatividade em potencial.

Mão na Massa e Referências:

http://recortables.net/blog
www.toypaper.co.uk
www.custompapertoys.com
www.papercritters.com
http://readymech.fwis.com
www.fwis.com


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