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O analfabetismo sempre foi um dos fatores mais importantes quando se considera o índice de desenvolvimento de um país, servindo de base também para projetos de política interna que tem por objetivo diminuí-lo. Há algumas décadas, antes da chegada das novas mídias, uma pessoa para não ser considerada analfabeta precisava apenas saber ler e escrever, o que de fato, lhe dava uma certa condição de sobrevivência em uma sociedade ainda industrial.

Com o boom da internet e um aumento significativo na quantidade de informação gerada pela e para sociedade nos últimos anos, o sentido da palavra analfabetismo dentro deste novo contexto, ganhou uma nova conotação, sendo atribuída também à pessoas que não dominam os meios digitais. Mas, um outro tipo de analfabetismo, ainda não muito comentado e nem colocado em pauta pela mídia, é alvo de exploração por parte dos que já detêm o domínio sobre a linguagem da imagem, falo do analfabetismo visual.

Apesar de ser um tipo de comunicação que o homem se utiliza desde a antiguidade, nunca, em nossa história, ela foi usada com um poder tão grande de influenciar e persuadir pessoas. Através de mensagens contendo imagens carregadas de uma grande quantidade de sentidos e conotações, a maior parte das pessoas, que são as receptoras dessas mensagens, não se dão conta de que são manipuladas a formar opinião sobre os mais variados assuntos e desconhecem a forma como foram levadas a determinadas premissas.

Em um país como nosso, onde até o simples ato de ler e escrever é precário, uma das soluções que contribuiria em muito para diminuir nosso “analfabetismo visual”, seria o estado dar uma importância maior às aulas de educação artística na grade curricular do ensino fundamental e médio, o que de fato, é vital para que uma população não fique refém de meia dúzia de pessoas com interesses próprios.


Fala-se em hipermídia como sendo a reunião de várias mídias em um suporte, algo que une hipertexto e multimídia para criar um novo suporte ou uma gramática própria que funde os diversos meios existentes e não apena faz o uso deles conjuntamente. Algumas características encontradas na descrição do conceito são: hibridismo (mistura de diferentes linguagens), não-linearidade (não existe o início, meio e fim pré-determinados), interatividade (usuário têm papel ativo) e navegabilidade (você escolher por onde e para onde quer ir, se encontrando ou se perdendo se assim desejar).

O tema está cada dia mais atual e difundido e torna-se crescente o número de discussões, teorias e (por que não) produtos que se apropriam deste conceito. Basta olharmos para produtos como o iphone, por exemplo, fica fácil perceber a fusão das várias mídias em uma única interface, outros exemplos não menos populares são o youtube e Orkut, ambos alimentados pelas informações dos próprios usuários, sistemas não lineares, reúnem fotos, textos, sons, vídeos, hipertexto e muito mais em uma interface intuitiva e cativante que nos induz a continuar navegando e descobrindo coisas por longos períodos.

Apesar de não muito recente (criado na década de 1960 por Ted Nelson), na web o termo se tornou mais freqüente graças a chamada web 2.0, onde o usuário se torna o novo foco da criação e as características hipermidiáticas passam a ser desejadas pelos desenvolvedores e pelos usuários que assumem um papel de co-autoria, interagindo em tempo real e mudando o modelo de comunicação “um para todos” para o modelo não linear “todos para todos”.

O vídeo abaixo ilustra essa questão da fusão das várias mídias (e aparelhos) presentes no nosso dia-a-dia e traz a tona uma bem humorada crítica à maneira como esses recursos são percebidos e utilizados.

Saiba mais:
Hipermídia
Design de Hipermídia
Do hipertexto a hipermídia

Agradecimentos especiais:
Robson Santos
Cássio Lacerda


o que pesquisar?

Hoje em dia as cidades estão cada vez mais informatizadas e é muito raro não nos depararmos com a tecnologia nos mais diversos ambientes, onde cada vez mais vemos surgir inovações mostrando para todos que a informatização veio e pra ficar. E com tantas inovações trazidas pela tecnologia, muitas pessoas têm de se adaptar.

Todos nós temos que saber pelo menos o básico nesta cultura de informatização, para adquirir uma colocação em certa área do mercado, e com isso, temos que viver sempre em processo de evolução para não pararmos no tempo, e ficar cada vez mais difícil se manter atualizado em meio a tantos tipos de veículos de mídia. Principalmente em mídia externa (faixas, placas, outdoors, etc…), que cada vez tem seu formato redefinido pela tecnologia ou pela legislação.

Com base na observação, percebemos que é cada vez mais difícil encontrar exposição tipografia artesanal (Tipos feitos à mão livre), principalmente em áreas nobres das cidades em que os ambientes são cada vez mais dominados pela tecnologia. Nas áreas nobres, há um predomínio do uso da tipografia digital, que cada vez mais caracteriza o espaço com suas formas modernas e inovadoras.

Um achado interessante em meio a essas inovações tecnológicas é o Projeto: Tipografia Artesanal Urbana que se inspira em uma coleta de tipografia artesanal encontrada nas “periferias” tendo como objetivo criar fontes digitais com características encontradas em sua coleta tipográfica, sendo esse tipo de trabalho uma forte influência para produção de tipografia digital.

Vemos que muitos procuram referências para o desenvolvimento de mídias modernas e com isso surgem coisas muito parecidas no mercado. Uma das melhores coisas que existem para os que trabalham com design é a realização de pesquisas com base em mídias antigas, como forma de escaparmos de tanta tecnologia direcionada a nossas mentes, condicionando nosso olhar apenas para o que é digital.

Procuremos nos manter antenados nas relações entre o antigo e o novo, há sempre um novo conceito a ser explorado.


Procurando por referências no uso de tipografia, para criação de um vídeo, para aula do professor Fábio Espíndola, encontrei este vídeo de um estudante de design da Nova Zelândia (País que pelo jeito, produz muita coisa legal no gênero, mas isto é assunto para um post futuro), onde ele faz uso de tipografia, de forma não muito convencional, como em outros vídeos, pois a forma artística que ele usa nos desenhos e na tipografia é bem interessante.

Outros vídeos bem citados no assunto, que talvez muitos já conheçam:

Marcellus Wallace (Diálogos do Filme Pulp Fiction)

Streetlight Manifesto (Clipe de música)

Are you gona be girl? (Clipe de música)

Who’s on First? Typography (Diálogo entre dois homens)

Typography (Explicativo rápido sobre tipografia)


 Cartazes de Pierre Mendell

A exposição “Pierre Mendell – Cartazes” traz a São Paulo o trabalho do artista gráfico alemão, com obras feitas principalmente para a Neue Sammlung, Museu de Artes Aplicadas e Design em Munique, e para o Teatro Nacional da Baviera. Os cartazes poderão ser vistos a partir do dia 14 de novembro na Caixa Cultural da Sé.

Um dos mais premiados e respeitados designers contemporâneos da Europa, Mendell é conhecido por seus cartazes para o Teatro Nacional da Baviera, que levaram o tema da ópera para as ruas e para um público mais jovem, e do museu Neue Sammlung, de cuja identidade visual o artista cuidou por 25 anos.

Em Munique, onde os cartazes culturais fazem parte da paisagem, suas obras estão nas ruas, transformam a cidade numa galeria a céu aberto e são reconhecidas pela população.

O artista é conhecido pela simplicidade com que trata os temas complexos de seus cartazes, como explica o diretor da Neue Sammlung, Florian Hufnagl. “Pierre Mendell está convencido de que, dado o fluxo de imagens que atravessam nosso mundo a cada dia, uma formulação simples e direta funciona melhor para passar uma mensagem.”

Para Pierre Mendell “Um bom cartaz deve ser rapidamente visto, rapidamente compreendido e estimular a reflexão.”

Razões para conferir a exposição:

Criador de cartazes inesquecíveis, Pierre Mendell tem uma maneira singular e encantadora de abordar, em suas obras, o cotidiano, as questões sociais e até mesmo o trabalho de outros profissionais.

Neste importante momento em que o paulistano discute a comunicação visual na cidade em função da Lei Cidade Limpa, a chegada a São Paulo desta exposição vem contribuir para as considerações acerca do uso da criatividade para o estabelecimento da comunicação visual de forma inteligente, não só atingindo a visão, mas também o imaginário do espectador.

Exposição “PIERRE MENDELL – CARTAZES”
Curadora: Bebel Abreu

Visitação: de 14 de novembro/07 a 13 de janeiro/08
Horário: de terça a domingo, das 9h às 21h
Local: CAIXA Cultural da Sé – Galeria Neuter Michelon
Endereço: Praça da Sé, 111 – a 100m da Estação Sé do metrô
Entrada Franca

Informações:
(11) 3321-4400 e www.caixacultural.com.br
Site oficial: www.pierremendell.com.br


Muitas vezes, o cotidiano e ambiente de uma agência de Design se torna cansativo, não devido à área em si, e sim por algumas coisas que acontecem dentro da própria agência, como re-trabalho, clientes chatos, entre outros.

Isso faz com que o designer procure novos caminhos, sejam eles dentro da própria agência, ou até mesmo fora. Se a mudança for interna, provavelmente acontecerá com a abertura de novas funções, novos trabalhos e clientes, ou até mesmo de cargo. Porém, se essa mudança acontecer de forma externa, com uma possível troca de empresa, deve ser feita com certo cuidado.

O ideal é buscar a mudança de acordo com o atual momento.

Muitos fazem isso de maneira desesperada, saem às pressas para trocar de agência, e acabam chegando a uma felicidade momentânea. Isso acontece também com aqueles que estão desempregados.

A busca por essa mudança deve ser feita com calma, em um momento tranqüilo pessoal. Primeiro porque a entrevista irá acontecer de uma maneira natural, e o portfolio poderá ser repensado e melhor ajustado.

Se preparar para essa situação é a primeira escolha para realizar um “bom” novo passo, principalmente se a agência escolhida for muito maior do que a que você trabalha atualmente. Nesse caso o entrevistador (geralmente o Diretor de Criação) vai cobrar muito mais do que trabalhos sofisticados no seu portfolio, ele vai querer idéias, soluções e sacadas.

Esses são os requisitos básicos para entrar em uma agência de grande porte, tornando assim a criatividade uma das maiores aliadas rumo a tão desejada vaga.

Para aqueles que estão começando, sugiro que pensem que todas as agências terão trabalhos cansativos, independente da qualidade dela, basta cumprir de forma fiel o que foi proposto.

Assim, provavelmente sobrará tempo para acrescentar um “algo a mais” nesse projeto, um dos fatores que serão levados em conta na busca desse sucesso.

Esse “algo a mais” vai ser aplicado através de idéias, de sugestões, que muitas vezes não serão aceitas pelo cliente, porém vão mostrar sua criatividade, e também pode ser muito bem aplicada no próprio portfólio.


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