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De onde vêm as inspirações que remetem as idéias inovadoras, aquelas idéias simples mas que ninguém tinha pensado ainda?Com certeza todos nós já tentamos descobrir a fonte da criatividade, mas será que ela realmente existe? Por não ter encontrado esta fonte ainda, prefiro abordar o tema falando do outro lado da questão, aquela que mata a nossa capacidade de criar.

Desde pequenos somos acostumados e regrados pelos “nãos”, não podemos fazer isso, não devemos fazer aquilo, não admitimos falhas entre muitas outras, o que nem sempre paramos para pensar é que esses “nãos” que vamos ouvindo ao longo de nossas vidas se tornam crenças, verdades absolutas para o nosso cérebro e limitam muito a nossa capacidade de criar e de se adaptar a novos cenários, contribuindo para que mantenhamos o discurso do comodismo e a resistência as mudanças.

Acontece que as coisas mudam constantemente (e em uma velocidade cada vez maior) e qual o nosso comportamento diante disso? Na maioria das vezes nossa primeira reação é aversão a mudança, nem ao menos questionamos se ela será positiva ou não, simplesmente lutamos e gastamos nossas energias para manter tudo como está, permanecer na zona de conforto a qual estamos acostumados. Não é assim com você também?

Na maioria das vezes só começamos a aceitar a mudança quando percebemos que não temos escolha, que não tem mais volta e nunca é fácil, nosso pensamento fica tomado pelas incertezas e o medo de algo piorar ou fugir do controle é uma constante.

No entanto, todos nós somos criativos, o que nos difere é a profundidade com a qual questionamos essas nossas (falsas) crenças, quanto mais confrontamos esses medos, mais percebemos nosso verdadeiro potencial escondido.

A boa notícia é que a criatividade pode ser aprimorada com a prática, então é você quem decide ser criativo ou não daqui para a frente, como? Um bom começo é questionar as suas próprias crenças, inclusive aquela que diz que você não é criativo, chegue a raiz desses pensamentos-bloqueio e descobrirá que se tratam de inverdades. Use isso a seu favor para criar pensamentos positivos no lugar, pare de trabalhar no piloto automático, observe mais as coisas a sua volta, leia material diferente do qual está acostumado a ler no cotidiano, abra o pensamento para coisas novas, faça caminhos diferentes para chegar no seu trabalho nem que seja caminhar pelo outro lado da rua, comece a pensar (sem pré-julgar nenhuma idéia) em novas maneiras de fazer as coisas que está habituado a fazer e acima de tudo, questione-se.

Nós nascemos criativos, o problema é que ao longo de nossas vidas limitamos essa nossa capacidade e passamos a apreciar mais o senso comum, cabe a você mudar isso.

Para saber mais:
O que é criatividade
Criatividade e seus pontos de vista

Você é criativo?
Criatividade: 10+10 dicas – de Luli Radfahrer


será que sou Designer!?

Estudantes de design estão sempre em luta para se aperfeiçoarem em conceitos e técnicas para desenvolvimento de seus trabalhos. É uma luta dia após dia não? E todo o dia se pensa “poxa, posso dizer que sou um designer?”. Estranho não é? Quando isso vai acabar? Será que um dia vão se sentir designers ou isso será uma coisa natural em suas vidas, ficar sempre com essa dúvida?

Ao longo dos estudos existirá um processo de evolução gradual, onde todo estudante se desenvolverá tecnicamente com o tempo, havendo esforço e persistências conseguirão desenvolver um estilo próprio. A capacitação e aprimoramento de conceitos e técnicas contribuirão para o desenvolvimento de qualquer tipo de projeto que irão se envolver no decorrer de sua carreira profissional.

Existem muitos que se autodenominam designers no mercado de trabalho, só que sempre são vistos como pessoas com pouco repertório e sem muito a oferecer, só mesmo seu ferramental. Pessoas “ferramenteiras” que só executam o que lhes pedem.

Vejo que o mercado está muito exigente e todos que querem crescer conceitualmente vão ter de batalhar duro para atingir uma boa conquista profissional.


Homepage: Usabilidade - Jabok Nielsen

Homepage: Usabilidade é um livro sobre usabilidade na internet. Os autores Jakob Nielsen e Marie Tahir analisam a página inicial do site de 50 empresas e organizações, apontando muitos erros, possíveis melhorias e pontos positivos. Na lista constam antigas companhias, como GM, Wal-Mart e ESPN, além de empresas online como Yahoo!, eBay e Amazon.

Mesmo sendo de 2001, muitos conceitos do livro continuam valendo e hoje não dão sinais de que vão mudar. Por outro lado, os sites evoluíram e muitos dos erros apontados já foram corrigidos e não são mais cometidos pelos designers e desenvolvedores em geral.

Como análise da página inicial, os autores não têm acesso ao planejamento dos sites e dão sugestões baseadas em suposições, o que pode-se perceber claramente no livro, e podem não representar o resultado desejado pelos donos das empresas. Então é preciso ter cuidado na hora de projetar, para saber as necessidades de cada site.

Por fazerem análises das páginas iniciais de 50 sites individualmente, é possível que depois de um certo número de sites, o livro pareça repetitivo e até chato, como citado nas leituras recomendadas do livro Não me Faça Pensar, de Steve Krug (minha próxima leitura, já lido, veja a resenha), porém é interessante entender as sugestões e o contexto de cada site.

No início do livro há 113 diretrizes de usabilidade que sustentam os argumentos da dupla para as análises posteriores. Melhor parte do livro. Depois começam as análises.

Compre o livro [em inglês] (comparação de preços do Buscapé)

Mais:
Site oficial do livro – Jakob Nielsen
Resenha da Folha de São Paulo (2002)


Toy Art

Arte em bonecos já existe há um tempo. Lembro da época de quando era bem criança, ia na galeria do rock com meu irmão, ficávamos pirando com os bonequinhos de super-heróis japoneses e americanos estilizados . Tinha vontade de comprar e fazer coleções, mas eram sempre bem caros e inacessíveis.

A onda do Toy Art, sem a idéia de grandes super-heróis vistos na TV, abusando cada vez mais da imaginação, vem bem forte nos últimos tempos e coisas cada vez mais bacanas são criadas no Brasil. Designers como Carlo Giovani e Artistas urbanos como Sesper e o Flip fazem séries muito boas de bonecos.

A maioria costuma ser bem cara, mas se acha bastante coisa artesanal e bem original por ai a preços acessíveis, existe até uns sites com vários estilos, que se pode imprimir, recortar e você mesmo montar. Em cima disso da até para criar o seu próprio Toy, basta ter criatividade.

Vejo um mercado bem amplo para essa área bem divertida que é a Toy Art, abusando cada vez mais da criatividade em potencial.

Mão na Massa e Referências:

http://recortables.net/blog
www.toypaper.co.uk
www.custompapertoys.com
www.papercritters.com
http://readymech.fwis.com
www.fwis.com


Av. 23 de Maio
Av. 23 de Maio, 11 meses após a vigência da Lei Cidade Limpa. Sem outdoors.

Passado o nervosismo inicial provocado pela Lei Cidade Limpa, criada pelo prefeito da cidade de São Paulo Gilberto Kassab, que impõe restrições severas à publicidade em mídia exterior, começamos a perceber que, mais do que iniciar uma batalha com publicitários e proprietários de imóveis, a Lei levantou um debate necessário (porém atrasado) sobre a utilização do espaço visual público.

Quem vive em São Paulo se acostumou com a poluição visual, que é o maior sintoma e ao mesmo tempo a maior expressão do caos generalizado da cidade. Dos gigantescos outdoors das marginais às pichações dos muros, o paulistano lida diariamente com um Tsunami de informações disputando atenção. Toda exposição publicitária na cidade sempre foi norteada por um único objetivo: chamar a atenção o máximo possível. E, por conta disso, bloqueio de paisagens naturais, calçadas obstruídas por totens gigantes, instalações irregulares junto à rede elétrica, entre outras coisas, sempre foram comuns.

A aprovação da Lei tem obrigado os profissionais de publicidade a pensarem em novas alternativas para a veiculação em mídia externa, já que o uso do mobiliário público (bancos de praças, abrigos de ônibus ou relógios digitais) concedido pela prefeitura não deve ser capaz de absorver o enorme volume da produção publicitária da cidade. Parte dos recursos deste mercado (estimado em R$ 200 milhões) deve ser destinado à internet.

Os proprietários de imóveis têm tido muitas dificuldades de adaptação às novas regras. O curto intervalo de tempo imposto pela prefeitura para realização das adaptações nas fachadas e a multa de R$ 10 mil têm gerado alterações emergenciais e desprovidas do cuidado necessário para restauração dos imóveis. Muitos comerciantes, especialmente os das periferias, não estão preparados financeiramente para realizar as alterações. O resultado disso são fachadas em péssimo estado de conservação, expostas à espera de restauração ou renovadas sem um mínimo de bom senso. No entanto, empresas com identidades visuais bem resolvidas, como as instituições bancárias, têm mostrado maior versatilidade e conseguido se adaptar à nova legislação.

O que mais incomoda na nova lei é a ausência de um debate prévio que pudesse ter evitado os efeitos colaterais de uma lei tão restritiva. Mais do que ter assumido uma posição de poder regulador, esperava-se da prefeitura da cidade uma postura de conciliação e a promoção de uma discussão que abrangesse as expectativas da população, bem como dos profissionais de publicidade e proprietários de imóveis. A falta de propostas para produções culturais urbanas, como o graffiti, e a polêmica gerada pelas dificuldades de divulgação em teatros e casas de espetáculos, entre outros, são indicativos de que a prefeitura poderia ter compartilhado de maneira mais abrangente a normatização do uso do espaço visual da cidade.

Talvez o saldo mais significativo das polêmicas geradas pela Lei Cidade Limpa sejam os debates decorrentes de sua aprovação. Da questão das fachadas abandonadas ao fim de postos de trabalho com o fechamento de empresas do setor de mídia externa, o paulistano passou a discutir a comunicação visual da cidade. E em uma cidade acostumada a girar na velocidade do pensamento, o fato de pararmos para discutir como nos comunicamos já é, por si só, algo a se valorizar.

Mais:
Artigo da jornalista Mara Gama para Folha de São Paulo
Entrevista com o Arquiteto e Designer Marcelo Aflalo
Artigo da Associação Viva o Centro


Hoje conversaremos sobre um processo que divide de forma direta a profissão de design: a criação e a produção. As duas palavras soam de maneira agradável aos ouvidos de muitas pessoas, porém, são compreendidas somente quando executadas pelas mesmas. Esse acaba se tornando o grande problema.

Saber chegar a um desses pontos será fundamental para a realização de alguns projetos, e até mesmo da carreira. Afinal, todos aqueles que estudam para se tornarem bons designers, se deparam com a seguinte situação: estudar conceito ou ferramenta?

Essa com certeza vai ser uma das respostas que vai indicar qual lado seguir. Quase todos os cursos de todas as faculdades direcionadas a Design (independente da área), irão mostrar os dois lados, com aulas teóricas e outras práticas.

Exemplo:
O que seria mais interessante? Estudar e conhecer as características da Semiótica (exemplo de matéria que envolve conceito) ou se empenhar e desbravar efeitos e animações de um software como After Effects?

Essa provavelmente vai ser a questão que vai definir o tipo de vaga a ser ocupada no mercado. De um lado temos diretores de arte e criação, cheio de idéias e conceitos que resolvem qualquer tipo de problema do cliente, porém, não sabem muitas vezes nem abrir um software. Do outro lado temos os famosos “ferramenteiros”, profissionais que fazem até chover se precisar, pois dominam os softwares de uma maneira absurda, são capazes de qualquer coisa, resolvem qualquer problema, desde que não sejam responsáveis por criar nada.

Esse ambiente se torna cada dia mais normal, independente da agência, do job ou até mesmo do cliente.

Solução: saber escolher que lado seguir.


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