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iMasters InterCon

Estaremos presentes na edição deste ano do iMasters InterCon. No sábado, dia 27.

Se alguém aparecer por lá, procure a gente com a camiseta do Design Coletivo e pode puxar um papo!

Assistiremos às palestras de Carlos Merigo, Cris Dias, Fabio Seixas e Mauro Amaral (Braincast), Pedro Venturini (Itaú), Marcello Povoa e José Luiz Martins (MPP Solutions) e Sergio Mugnaini (AlmapBBDO).

Um abraço, até sábado!


O trabalho de um designer é pautado, de maneira geral, pela pesquisa e por um projeto estruturado, gerando como produto, entre outras coisas, conforto, resistência, beleza, funcionalidade e sofisticação. Existe a expectativa de se encontrar no projeto desenvolvido, além de um trabalho realizado com qualidade e competência, também o repertório e a “assinatura” do designer. Porém ultimamente, até mesmo em função das novas mídias e da quase instantânea distribuição do que se produz de cultura e arte no mundo, temos visto pouca diferença de projetos realizados no Brasil ou nos Estados Unidos e Europa.

Não pretendo aqui analisar o design brasileiro (este pode ser assunto para um outro post), e sim refletir sobre autenticidade e singularidade. O blog Smashing Magazine traz amostras de profissionais de todo o mundo na coletânea “Creativity Spark From Masters Of Illustration”. Trabalhos realmente incríveis, porém, salvo poucas exceções, com características semelhantes. Como entender que profissionais e empresas tão distintos, localizados em diversos lugares do mundo, produzam trabalhos tão semelhantes?

Uma grande preocupação com o desenvolvimento de uma estética globalizada pode ser percebida em boa parte do que se produz nas artes visuais hoje, e isto pode ser uma das causas para tantos projetos com traços tão similares. É como se todos estivéssemos compartilhando das mesmas vivências, do mesmo cotidiano, e que pessoas tão diferentes ao redor do mundo partilhassem do mesmo e único contexto.

O que torna autêntico o trabalho e marca a “assinatura” de um designer e de boa parte dos profissionais que trabalham com criação e artes visuais é o seu repertório, e isso não se resume a sua formação técnica e suas referências dentro da sua área de atuação, mas sim à sua bagagem cultural como um todo, sua experiência ao longo do tempo e sua vida cotidiana. Render-se à produção orientada apenas por influências e tendências de mercado leva apenas a realizações superficiais e repetitivas.

A dupla Os Gêmeos, que saiu do graffitti praticado nas ruas de São Paulo para galerias de arte em países como Alemanha, França e EUA, saiu das origens com a influência do hip hop para a criação de um estilo pessoal inconfundível, caracterizado pelo uso do traço fino nos desenhos. Outro exemplo é o diretor de cinema Tim Burton, que no início de carreira chegou a trabalhar para os estúdios Disney, e ao longo de sua trajetória desenvolveu trabalhos marcados pela influência dos filmes de terror clássicos e do expressionismo alemão. E o que dizer sobre o designer Alexandre Wollner, pioneiro dentre os designers brasileiros que, por conta de sua formação na escola de Ulm, na Alemanha, dentre outros fatores tem um estilo funcional e geométrico, cujo trabalho é caracterizado pelos cálculos matemáticos, a proporção áurea e a seqüência de Fibonacci.

Por fim, o que destaca um profissional de outro no momento da realização de um projeto não é o que ele sabe fazer tanto quantos os outros, mas sim o que ele faz de diferente, o que ele tem de único. Mais do que apenas perpetuar o que tem sido realizado pelos quatro cantos do mundo, o profissional de design, se quiser desenvolver projetos com um estilo característico e autêntico, deve buscar imprimir em seu trabalho o seu cotidiano, a sua vida, suas crenças e suas expectativas, e não apenas, por uma questão de globalização, “internacionalizar” seu trabalho ou mesmo utilizar uma série de informações acumuladas em forma de referências, que não passam de acúmulos de dados sem relação real com sua vida.

Mais:

Os Gêmeos
The graffitti project
The New Times

Alexandre Wollner
Cosac Naify

Tim Burton
IMDb


Muitas vezes assumimos algumas dúvidas sobre Design que podem ser facilmente resolvidas. Geralmente, a primeira questão de todos é:

Para que usamos o Design?

Simples, para o que precisarmos. Temos um mercado repleto de várias empresas, de segmentos distintos.

Onde nos encaixamos?

Somos responsáveis por trazer novas soluções para os problemas visuais delas, seguindo suas próprias leis, independente da cultura ou estilo.

É claro que muitas pessoas se iludem com isso e se hipnotizam com vinhetas e propagandas mostradas pelas mídias, criando assim uma área repleta de profissionais diferentes. Somente os mais habilidosos e preparados vão se adaptar a toda essa competitividade. Porém, é possível notar no mercado uma imensa quantidade de empresas que só precisavam de um “empurrãozinho visual” para chegarem a um ponto de sucesso. Muitas delas possuem um conteúdo formidável, só que não conseguem demonstrar isso para a sociedade de maneira correta.

Esses problemas continuam acontecendo devido a um abismo criado nessa área, não definindo necessariamente um “bom” design de um “mau” design, e sim, pela real diferença de mercado. Somos capazes de encontrar desde empresas totalmente bagunçadas e desorganizadas, até modelos de planejamento e estrutura que podem ser usadas como modelo até mesmo em outros países, sem falar nos famosos “trabalhos do sobrinho”.

O que não podemos esperar é que o resultado seja o mesmo. Que o desfecho dessa história seja o mesmo tanto para um, quanto para outro. Isso seria um total equivoco.

Mas ai acabamos voltando na primeira questão. Para que usamos o design mesmo?

Não estamos aqui para resolver os problemas dos clientes? O que realmente buscamos?

Um projeto apresenta alguma falha e simplesmente deixamos de lado, finalizamos de qualquer jeito e procuramos qual será o próximo que poderemos colocar no portfólio. A nossa função é resolver, e procurar a melhor forma de utilizar todas as ferramentas disponíveis, para tentar a cada dia solucionar e diminuir as tantas questões que envolvem o design.


Você sabe o que aconteceria se um reconhecido contador de piadas brasileiro decidisse fazer uma turnê internacional? Daria com os burros na água! (como diria querida mamãe). As suas maravilhosas piadas provavelmente não arrancariam um riso sequer, pois perderiam sentido quando contadas para pessoas de uma cultura diferente da nossa, exatamente pelo fato de suas piadas dependerem da bagagem cultural do receptor, ou seja, só funcionam em um determinado contexto.

Mas porque estou falando disso?

Quem aqui não lembra das pérolas da campanha publicitária da IBM, onde executivos falando de soluções e business, terminavam cada comercial fazendo uma piada que não tinha sentido algum a qualquer um que assistia, desde o mais alto executivo de uma empresa ao Zé povão, e que provavelmente se indagavam: Ih???

Também se enquadram nestas pérolas os fantásticos comerciais de cremes dentais que o ator para de falar para dar seu maravilhoso sorriso enquanto a dublagem em português continua (igual às dublagens do Tela Class, da qual sou fã assíduo…) e também outras adaptações mal feitas de campanhas publicitárias gringas que são lançadas por aqui.

No design o contexto é de importância fundamental para o sucesso na transmissão de uma mensagem. O designer deve estar atento para que haja o menor nível de ruído possível visando facilitar a compreensão por parte do receptor. Muitas vezes a falta de conhecimento cultural por parte dos designers e publicitários pode trazer graves prejuízos a imagem de seus clientes, como no caso da Benetton que em uma de suas campanhas publicitárias ingenuamente colocou uma mulher negra amamentando uma criança branca e inconscientemente trouxe á tona a imagem das mulheres negras com os filhos de seus senhores na época da escravidão.


Mais uma prática começa a ganhar espaço na web e nas universidades, desta vez trata-se do naming, uma série de técnicas e estudos de redação, linguística e tendências de consumo e comportamento adotados para encontrar um nome adequado para a marca.

Nos dias atuais, o nome da marca não pode ser visto como uma simples etapa de um projeto separado da estratégia, o naming tornou-se uma parte muito importante deste processo por conseguir, quando bem elaborado, transmitir os princípios, posicionamento e valores da empresa ou produto.

Para uma boa prática de naming algumas etapas devem ser seguidas, elas se inciam no conhecimento e definição da estratégia, de onde surgem os conceitos e valores que se deseja transmitir, na sequência é feita uma triagem para eliminar os nomes com menor potencial (de acordo com os valores anteriormente definidos) e sonoridade menos adequada, para as estapas finais ficam a verificação do mercado e legal, disponibilidade de domínios e por fim é refeita a avaliação conceitual.

Os especialistas no assunto afirmam que um naming definido sem a atenção merecida pode até atrapalhar o sucesso de uma marca.

Apesar de ser um assunto realtivamente novo, o naming já começa a aparecer com maior intensidade em diversas publicações e está presente também em tabelas de valores referênciais como a da Associação dos Designers Gráficos do Distrito Federal – Adegraf e com certeza é uma disciplina que vem para ficar.

Mais informações:
DesignToBranding Magazine | nº2 | Julho de 2007
AppleTV ou MacTV ? o naming responde
Tabela de preços referenciais da Adegraf


Os organizadores do evento que trará David Carson ao Brasil, divulgaram nota informando que devido a questões burocráticas, relacionadas à documentação e obtenção de visto, impedirão a chegada do homem que influenciou o design mundial ao Brasil. Os eventos foram remarcados.

David Carson

Curitiba: 21/11/2007.
Teatro Positivo – Pequeno Auditório
Rua Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300.

São Paulo: 22 e 23/11/2007.
Auditório da Panamericana Escola de Arte e Design
Rua Groenlândia, 77.

Caso as novas datas não sejam compatíveis com as agendas daqueles que já adquiriram os ingressos a Revista abcDesign, organizadora do evento, fará a imediata devolução dos valores pagos no ingresso. Basta entrar em contato pelo e-mail: david@revistaabcdesign.com.br


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O Design Coletivo é formado por 8 designers, interessados em criação de conteúdo relevante sobre design e seu reflexo no mercado, além do estímulo do debate nos assuntos referentes à area.

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