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Salve salve rapaziada! Meu nome é Rafael Cavalcanti e fico lisonjeado em poder contribuir com o Design Coletivo. Como? Com muita criatividade, idéias, sugestões e com uma equipe formada por pessoas que estão transpirando design, e que vão usar o blog como válvula de escape…

Minha missão de hoje é falar sobre um pouco sobre processo de criação, afinal, pessoas que estão começando a engrenar agora na área de Design, muitas vezes possuem dificuldades (fator comum nessa fase da profissão) e acabam criando um hábito de cópia.

A melhor solução para esse tipo de problema é a referência. Com um bom plantel de informações e estilos, e com um bom empenho inicial, qualquer design, independente da fase ou momento, consegue criar algo criativo, com um design pessoal, e além de tudo, “honesto”.

Para começar, o ideal é escolher o que mais te chama atenção no Design, como por exemplo, trabalhos tipográficos, experimentais, enfim, algo que vai servir como base.

Depois, é necessário escolher pessoas que se tornaram referência com esse estilo desejado, para conhecer mais sobre o tema, e principalmente, para consolidar uma referência visual. Assim, o designer irá ter uma linha para seguir, e conseguirá assumir os próximos projetos com seus próprios conceitos.


Nossa equipe marcou presença no último Pixel Show durante os dois dias do evento.

Apesar de serem apresentados trabalhos de uma qualidade inquestionável, pude perceber que ainda há um sério problema no que se diz respeito a um design com nossa própria identidade. O palestrante Walter Nomura, também conhecido como Tinho, é grafiteiro e abordou durante sua apresentação o processo pelo qual o graffiti passou aqui na América do Sul, mais especificamente no Brasil, Argentina e Chile.

Hoje amadurecido, o graffiti nestes países já tem uma identidade própria. Esta conquista dos grafiteiros, talvez tenha sido alcançada devido ao fato deles terem as ruas como palco de suas obras e inspiração, o que de uma certa forma facilita a proximidade com a realidade de nosso país. A exemplo do pessoal do graffiti, os designers deveriam pensar um pouco mais nisso e tentar obter o que o grafitti hoje já tem: uma cara nossa.

Para tanto acredito que a busca por referências regionais já seja um ótimo começo e as ruas de onde eles já tiram suas referências, com certeza podem ser o baú do tesouro que tanto procuramos para nosso design.


É impressionante como, quanto mais se produz tecnologia e se desenvolve a capacidade humana de produção de conhecimento (o que deveria diminuir a distância entre as pessoas), mais as relações humanas se desgastam e se distanciam. Pensar sobre isto sempre me traz à memória uma pergunta:

“Por que as coisas humanas são tão ruins, embora aleguem ser tão boas?”

No campo do Design e das artes digitais isto não é diferente.

Uma embalagem de lasanha, com seu hiper-realismo e excelente design gráfico, leva a uma compra que se tornará frustrante quando o consumidor constatar que a lasanha preparada por ele é uma massa disforme se comparada à da embalagem. Já nas capas de revista de moda ou dietas vemos corpos perfeitos, sem rugas, estrias, cicatrizes (nem mesmo poros na pele!), contribuindo (e muito!) para as angústias e decepções pessoais de muitas mulheres que buscam atingir uma condição física que nada se parece com a realidade. Tudo tem uma boa argumentação inicial e um resultado eticamente questionável.

E por falar em realidade, cada vez mais ela parece um conceito relativo. Hoje é praticamente impossível acreditar que as imagens dispostas em revistas, jornais e na Internet não tenham sofrido algum tipo de retoque digital. Na verdade, muitas delas são completamente criadas digitalmente. O “mundo real” não é capaz de expressar nossa argumentação digital.

O que está surgindo é uma realidade digital cada vez mais distante da realidade vivida. Criamos um sistema onde as coisas serem como são de fato não funciona. Tudo é substituído, corrigido e padronizado conforme valores de consumo e perfeição. Estamos vivendo uma versão da Matrix criada pelos irmãos Wachowski. Podemos ter cicatrizes, espinhas e rugas desde que nossa representação digital esteja livre dessas imperfeições.

Em meados do século XX o jornal London Times solicitou a diversos escritores que mandassem ensaios sobre o assunto: “o que há de errado com o mundo?”. O escritor G. K. Chesterton respondeu mandando a carta mais curta e direta de todas:

Prezados Senhores,

Eu.
Atenciosamente,
G. K. Chesterton(*)

Ainda hoje não consigo pensar em uma resposta mais apropriada.

(*) Citado no livro Alma Sobrevivente de Philip Yancey, 2001 pág. 61


Cada vez mais se ouve falar deste termo que parece ter se tornado o queridinho do momento, seja em comerciais de carros, cursos, embalagens de produtos, moda e uma infinidade de outras coisas.

Tá, mas design é?
A palavra design, assim como todo termo que começa a fazer parte do nosso cotidiano (neste caso até de forma banalizada), acabou perdendo seu sentido real. Falamos em design a todo momento porém, muitas vezes não sabemos nem ao menos explicar o seu significado é nessas horas que devemos parar e repensar sua raiz para então compreender o que verdadeiramente está sendo dito.

Cada pessoa que se aventura nessa busca, acaba encontrando a sua própria resposta, até porque o design é tão rico que não pode ser definido em sua totalidade com uma simples frase ou palavra e qualquer tentativa de propor verdades absolutas, acaba sendo frustrada. Mas podemos dizer sem medo de errar que design vai muito além de desenvolver sites bonitinhos, produtos esteticamente perfeitos e embalagens que saltam aos nossos olhos (meras conseqüências do design), acredito no design como um intermediário indispensável entre a linguagem, o homem e a tecnologia, engloba todas as áreas do conhecimento e está muito mais voltado a compreensão do ser humano, suas tarefas, necessidades e ambiente em que estão inseridos do que com a mera estética a qual é convencionalmente associado.

Muito além do certo ou errado, é fato que o design faz parte da sua vida de muitas maneiras diferentes e se você tem interesse pelo tema, seja bem vindo a um fascinante mundo muito onde as perguntas são tão bem-vindas quanto as respostas.


O Design Coletivo é um espaço criado por um conjunto de pessoas com idéias em comum, entre os objetivos deste blog estão a abordagem de assuntos referentes a design, em suas mais variadas vertentes, a divulgação e discussão de trabalhos de outros designers e muito mais.

Para escrever ou trabalhar em algo complexo, dependemos bastante de inspiração/piração/respiração/conspiração e como o próprio nome sugere, essa ações geralmente acontecem de maneira mais fácil quando há coletividade.

Acompanhe-nos nessa nave interespacial/experimental, assine nosso feed, divulgue este espaço e participe desta idéia.

Equipe DesignColetivo


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O Design Coletivo é formado por 8 designers, interessados em criação de conteúdo relevante sobre design e seu reflexo no mercado, além do estímulo do debate nos assuntos referentes à area.

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