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Sempre que algum dos muitos programas, sem os quais nós designers não vivemos sem, lança uma nova versão volto a ouvir a mesma discussão sobre as infinitas melhorias do último e do quão superior ele é, o que faz o seu antecessor parecer algo jurássico de onde é impossível conseguir extrair qualquer resultado de boa qualidade.

Calma, a Adobe não está lançado um pacote CS 4* (ainda), o que quero colocar em questão é a real necessidade desta constante atualização instantânea e o que possivelmente está por trás dela, tirando é claro os interesses comerciais das companhias envolvidas.

A grande maioria das pessoas que utilizam os softwares, principalmente a geração que começou a se aventurar neste universo um pouco depois da “bolha”, esqueceu (e inverteu) a real função do software, ou seja, ao invés de utilizarem o software como um facilitador (lê-se ponte) entre a idéia e o resultado, passaram a ser condicionadas pelo software, limitando-se, a mera reprodução das coisas que aprenderam a ver e fazer, seja em tutoriais ou com tutores, sem nunca experimentarem a criação de algo realmente diferente, criativo e significativo.

Acredito, friamente, que o verdadeiro aprendizado e maturidade como designer, só começa a ser alcançado quando primeiramente, desaprendemos tudo que nos foi ensinado, refiro-me aqui, aos vícios, manias, referências e códigos prontos que reproduzimos de modo automático em todos os nossos trabalhos e que nem ao menos chegamos a questionar antes de aceitarmos como belos, corretos e modelos que devemos seguir.

Devemos criar o hábito de questionar o que nos é apresentado como solução, não apenas para parecermos cultos (ou chatos), mas para entender a verdadeira função de cada um dos detalhes envolvidos na produção e aprender com isso antes de sairmos reproduzindo essas mesmas características nos mais diferentes contextos.

Antes de mudar a versão do seu software, talvez valha à pena pensar se quem anda condicionando seu trabalho (ou vai lhe garantir maior criatividade e capacidade) é a versão do seu software favorito ou sua real capacidade de ir além do óbvio e condicionar o software ao seu talento.

A melhor ferramenta que existe continua e sempre continuará a ser a mesma de muitos séculos atrás, VOCÊ. Pense nisto…

Roots CMYK by Thiago Martins

A ilustração acima foi criada pelo designer Thiago Martins.

 

*Lançamentos deste tipo costumam ocorrer em períodos que podem variar de 18 a 24 meses.

Boa parte dos designers que conheço procura ter seus pertences personalizados por eles mesmos, fugindo do “original de fábrica”. A idéia do “Do it yourself” (faça você mesmo). Se for para ter algo legal, com a sua cara, que seja feita por você mesmo certo?

Desde personalizar seu desktop com wallpapers e ícones, até atacando muitas vezes de designer de interiores, estilizando seu quarto, pintando as paredes, colando adesivos nas portas e janelas, colocando prateleiras com coisas que gosta como toyart’s, livros, filmes, etc. ou ainda, estampando suas próprias camisetas .

É algo como procurar uma coisa única e não encher a bola dos outros, sendo comum como todos e também para tentar vender seu peixe, se alguém se interessar na arte, dizendo que você mesmo fez.

Certa vez um professor me disse que a maioria dos designers se preocupava com seu visual pessoal, sendo na maioria das vezes o “diferente”, para causar impacto e todo mundo perceber que tipo de profissional ele é e de repente buscar um trabalho dele.

Eu, por exemplo, gosto bastante de colar adesivos nas minhas coisas, porta do meu quarto é a coleção que tenho há mais de cinco anos, tudo que acho legal colo nela, tem muitos adesivos de marca de roupa, bandas, lugares que fui, banheiros, frágil, cuidado, o Taz, o Kenny do South Park, entre outros, além também de algumas pinturas e posters no lado de dentro.

Porta transformada num mural, tendo em cada elemento uma história.

porta.jpg

Porta_Dentro

Você também é assim?

Mais:
Make: Blog


Imagem por Kharil Osman

Quando comecei a ter contato com a internet, passava horas navegando e sempre me deparava com wallpapers que achava o máximo. Ficava horas navegando e baixando vários deles que me impressionavam. Existem muitas possibilidades a serem exploradas nos wallpapers e dentre tantos, os que sempre me chamaram a atenção foram de arte abstrata com fotografia.

É interessante notar que os wallpapers são utilizados para planos de fundo de computadores e agora para celulares e apesar dos usuários passarem a maior parte do tempo realizando atividades que ocultam esses planos de fundo, temos visto wallpapers cada vez mais bonitos e criativos. Atualmente o cuidado com os detalhes faz cada vez mais diferença.

Uma das coisas que abriu minha mente para as artes digitais foi o deviantArt, que é uma comunidade formada por inúmeros artistas que desenvolvem trabalhos profissionais ou mesmo experimentais e que criam seu perfil, deixando-o totalmente repleto de trabalhos excelentes que para mim tornaram-se uma referência sensacional. Isto acabou me ajudando a melhorar o meu olhar para reconhecer imagens inovadoras e impressionantes.

Imagem por Jeff Huang/Jerico Santander

Com as influências que tive ao longo dessas descobertas, passei a apreciar wallpapers criados a partir de fotografia e com intervenções de imagem (3D e vetoriais), que costumam trazer uma grande riqueza ao resultado final de cada imagem criada, acho isso fantástico. Combinações de fotografia com intervenções vetoriais são algumas das coisas mais interessantes na minha opnião, sendo desenvolvidas cada vez mais pelas grandes agências de Design.

Cores e efeitos de grande impacto como nas imagens dos exemplos acima, possuem grande riqueza de detalhes e despertam olhares de admiração. Eu mesmo fico impressionado com todos os detalhes de cada descoberta. Imagens que dão gosto de analisar e perceber todas as interpretações que elas podem proporcionar.

Ainda existem aqueles que não buscam explorar as possibilidades criativas dos wallpapers, desenvolvendo materiais que não acrescentam nada. Muitos são simples propaganda, tendo como único intuito a divulgação de marcas.

Windows Vista Ultimate

Hoje em dia, além de pesquisar estes wallpapers como admirador dos trabalhos, busco agora agregar esses conceitos e técnicas aos meus trabalhos.

Mais:
desktopography
fantasyartdesign
ndesign-studio


Em meu post O Design como Arma, fiz uma rápida abordagem sobre como o design pode causar debate, polêmica e reflexão, quando usado como forma de expressar ponto de vista, como fez o criador do jogo manifesto War in Rio.

Esta é uma das muitas funções do design social, vertente que vem ganhando força frente as crises regionais e globais atuais. O design social apóia-se no entendimento de que nós designers, somos os responsáveis por criar pontes, facilitar a relação entre o indivíduo e o mundo que o cerca e deixando de lado qualquer discurso inocente, fica evidente o tamanho da nossa responsabilidade na construção e desenvolvimento da sociedade a nossa volta.

É preciso deixar claro, no entanto, que o design social nada tem a ver com assistencialismo, as ações desta vertente do design têm como foco, transformar situações de desigualdade social e tecnológica, oferecendo através do design, recursos para que estas barreiras sejam superadas, gerando oportunidades de desenvolvimento com resgate da cidadania e a dignidade. Pensar soluções para combater o frio de quem vive na rua ou mesmo maneiras alternativas e mais viáveis de construir habitações, combater a seca, criar meios para desenvolver regiões sem grande potencial industrial ou agrícola são só alguns dos desafios encontrados.

Sabendo da importância e impacto que o nosso trabalho tem na transformação de paradigmas, é impossível pensar o design sem levar em consideração o impacto ambiental e moral de nossas ações e cabe a provocação: você está satisfeito com as condições do local e sociedade que o cerca?

Como agentes da transformação, cabe a nós a missão de cumprir o papel de designers sociais, seja pensando melhor no impacto ambiental que os materiais das embalagens que desenvolvemos causa ou no impacto das mensagens que deixamos em nossos sites, blogs e etc.

Mais:
Design Urbano - o design social para uma cidade (vídeo)
Designer: seu papel social


Mais um ano está se acabando e como sempre acontece, esse período nos remete a reflexão das nossas ações no decorrer do ano, onde erramos, onde acertamos, o que conseguimos alcançar e mais do que isso, é um período de renovar as esperanças, propor a si mesmo novas metas, novos objetivos e novos desafios que vão da redução do peso e o abandono de vícios a construção de uma nova carreira ou de uma empresa.

Sejam quais forem os seus objetivos para 2008, nós do Design Coletivo desejamos que você os alcance, que não apenas comece a fazer o caminho rumo aos seus objetivos, mas que se motive diariamente com os pequenos passos afim de manter o entusiasmo da busca, tendo a certeza que chegará onde deseja, porque começar é fácil, alcançar o objetivo desejado é só para quem realmente sabe o que quer e se aventura.

Que você troque grande parte das suas mensagens, fotos e apresentações enviadas por email por abraços, beijos e longas conversas, porque a tecnologia foi feita para encurtar distâncias e não para afastar pessoas e convenhamos, um abraço firme e sincero fala mais que mil palavras.

Que você resgate as suas amizades e cultive muitas outras novas, porque sozinho você chega mais rápido mas com amigos você vai muito mais longe.

Que em 2008, você tenha muitos sonhos, conquistas, sucesso e acima de tudo atitude, porque apenas ter conhecimento e vontade não é importante, o que importa, é o que você faz com o conhecimento e a vontade que tem.

Faça diferente desta vez, ao invés de esperar o dia perfeito para mudar, esperar o momento ideal para agir, mude agora porque este é verdadeiramente o único momento que você possui. Ao invés de procurar a pessoa ideal, seja você a pessoa ideal e mude a vida de quem cruzar o seu caminho, dê o melhor que você pode sempre e não se contente com menos do que sonha, porque se é capaz de imaginar, é capaz de conseguir.

Enfim, não desejamos que você tenha um Feliz 2008, desejamos que você faça um 2008 Feliz!

Um forte abraço da equipe Design Coletivo!!!


Neste meu período de contato com as Artes Digitais, sempre fui um grande admirador de trabalhos com Graffiti em 3D. Estes trabalhos sempre demonstram uma grande capacidade de impacto, sendo sempre bem ousados, deixando uma grande interrrogação na cabeça de muitos admiradores.

Digo isso por mim mesmo, sempre penso “Nossa, como é que ele fez isso!?”. Questões como essa sempre me passam pela cabeça quando vejo coisas fantásticas como os dois exemplos abaixo.

mOsk e daim

Após muita pesquisa, encontrei diversos artistas que desenvolvem trabalhos deste tipo, a maior parte deles abusa de sombras e cores, deixando o resultado cada vez mais fascinante em cada detalhe de sua arte. Fico impressionado com a profundidade dada a cada elemento na composição, valorizando e adicionando vida às suas formas e cores através de um enorme conhecimento da técnica.

Conversando com quem cria em 3D, o que ouvi foi unânime: “Quando você vai criar algo em 3D, tem que pensar em 3D”. Esta é uma coisa difícil de fazer na “vida real”. Busquei criar coisas mais artísticas em 3D, mas não tive tanto sucesso ainda, acho que tenho que desenvolver mais este “pensar em 3D”.

Como sou um grande admirador de Graffiti e principalmente em 3D, vou falar mais sobre o trabalho dos artistas mOsk e daim, autores das imagens a cima, nos próximos posts.


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