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Não me faça pensar

A chamada “Uma abordagem de bom senso à usabilidade na Web” é realmente como o livro se apresenta.

A 2ª edição é um pouco diferente da primeira, porém como o próprio autor diz, algumas coisas mudaram na web e ele precisava ser atualizado, mas continuar curto e objetivo.

Como projetamos e como o visitante usa o site

‘Não me faça pensar’ é o que Krug chama de sua 1ª lei de usabilidade. Não pode haver dúvidas para quem navega, ele fala que quando navegamos, examinamos os sites com perguntas (O que tem aqui? O que será isso? etc.) e nosso objetivo a hora de projetar sites é eliminar essas perguntas. Quanto mais sucinto uma frase ou ligação for, mais fácil de entendê-lo será.

Diferentemente de quem trabalha com internet, as pessoas não têm muito tempo para examinar as páginas, elas não usam a internet da mesma maneira que nós e saem clicando na primeira coisa que acham interessante ou que parece ser o que estavam procurando. . Esses links precisam ser claros, os botões devem parecer botões e menus não devem ficar escondidos. Não há nenhum problema em fazer uso das convenções, porque para quem visita é mais claro entendê-las. Aliás a criatividade vem do bom uso dessas convenções. Claro que cada projeto tem suas particularidades e linhas gerais servem para apoio, não como regra, porém caso seja necessário reinventar a roda, tenha em mente que para isso (quase sempre) o usuário vai precisar pensar.

Depois ele fala da arte de não escrever para web, onde deve ser usado o mínimo de palavras possível e dá uma geral sobre breadcrumbs (migalhas de pão) assemelhando-as a placas de rua, que nos mostram o caminho, nos deixando seguros.

No capítulo 9 o assunto são os testes de usabilidade, que devem sempre ser feitos, o maior número possível de testes em cada etapa e a análise de resultados deve ser instantânea. A quantidade de pessoas para participar de cada teste não é fundamental, é melhor fazer dois testes com 3 pessoas cada um do que um teste só com 8 usuários, que vão enxergar menos problemas em um único teste do que 2 testes. Particularmente o assunto me interessou, os testes não parecem mais ser coisas de super especialistas, mas podem ser feitos por qualquer pessoa que desenvolva para internet. Há algumas ferramentas grátis que capturam telas (como o Camtasia Studio) e podem ser úteis nessa tarefa, evitando a necessidade de uma filmadora e uma fita, por exemplo.

A parte mais interessante do livro é a abordagem à paciência do usuário ao navegar em sites. Pode ser que ele comece disposto e vá ficando mais paciente ou impaciente de acordo com a facilidade de uso do site. Escaneei um gráfico do livro que é mais claro que qualquer explicação que possa ser escrita sobre o tema.

Nível de paciência do usuário

Krug conclui o livro falando sobre acessibilidade e resolução de problemas comun, como clientes e chefes insistentes com o que vai dar errado, como animações desnecessárias (como páginas splash), nomes de links que têm significado para a empresa e não para o usuário e campos excessivos em formulários.

Como escrevi anteriormente, as palavras do livro servem como base para apoio e são flexíveis ao seu projeto. Quanto mais fácil for usar um site, mais sucesso ele poderá alcançar, independente de quem o usa. Se o site for fácil de usar para a sua avó, para os outros também deve ser.

Mais:
Site do autor Steve Krug
Pra você que (ainda) acredita em banners


Batalha: A Guerra do Vinil

Projeto desenvolvido desde o ano de 2003, pelo estúdio Terpins Greco e co-produzido pela Cartoon Network, de animação em stop motion para uma microssérie dividida em 4 capítulos com 5 minutos cada de conteúdo bem original e brasileiro. Procurando retratar a realidade dos jovens nas periferias do país. A ação de “A Guerra do Vinil” acontece em uma grande maquete, inspirada na favela Cangaíba, na Penha (zona leste de São Paulo).

Com uma riqueza grande de detalhes na modelagem de seus personagens e cenário, uma animação muito bem articulada e uma boa história com um ótimo humor até nos nomes de seus personagens, como por exemplo, a personagem Elza (Sátira a cantora Elza Soares), tem como marido “Pinga” (Sátira ao jogador Mané Garrincha, que morreu de alcoolismo).

A microssérie foi ao ar na Cartoon Network no mês de setembro deste ano no “Adult Swin”, a sessão adulta da emissora.

Já foram citados em matéria do site da Revista Rolling Stone.

O projeto pode ser forte representador do país em festivais do gênero.

Daniel Greco, produtor, roteirista e um dos sócios do estúdio responsável pela criação, diz ter conteúdo suficiente para produzir um longa ou uma série de 13 episódios, com 23 minutos cada ou um livro.

Mais:
Vídeos (4 Episódios)
Chivitz (Grafiteiro, ilustrador responsável por alguns desenhos do cenário)


Nada melhor do que sair e ir a algum lugar do qual gostamos e nos sentimos bem. Nas grandes cidades bares, livrarias, cafés e restaurantes costumam ser os favoritos de qualquer programa entre amigos, famílias ou casais e são vários os fatores para escolha de sua preferência, mas talvez um deles seja o de maior relevância: a ambientação.

Muitas empresas desses segmentos investem pesado no design interno de seus estabelecimentos com o objetivo principal de criar uma espécie de mundo paralelo ao que a pessoa está acostumada lá fora e que, desta forma, lhe proporcione sensações variadas de bem-estar. O designer, neste caso o de interiores, fica com a incumbência de criar toda esta ambientação através de vários recursos do design que são utilizados de forma a contribuir para praticidade, usabilidade e conforto do usuário.

Esse trabalho de ambientação que acontece no mundo físico e que é realizado pelos designers especializados em interiores, também se dá em um outro ambiente que é o virtual. Neste outro ambiente onde o especialista é o designer de interface, e que apesar do objetivo nestes dois meios serem o mesmo, ou seja, proporcionar uma interação adequada ao usuário, os caminhos para atingi-lo são distintos, até mesmo pela natureza de ambos. Hoje mais do que nunca os sites de empresas, principalmente destes segmentos, tentam criar no ambiente virtual, não diria uma simulação do ambiente físico, mas sim, uma espécie de virtualização das sensações encontradas lá.

A experiência do usuário, tanto física como virtual, depende de um bom trabalho de design que se alinhe às expectativas do mesmo. Por isso, a necessidade de ambientes virtuais em que as pessoas, durante a navegação, possam sentir-se “confortáveis” e vivenciar uma marca através de uma interface projetada de acordo com o ambiente físico, torna-se cada vez mais indispensável para diferenciação.

Assim como, qualquer pessoa se sentirá bem de ir a um restaurante que tenha um certo requinte através de todo o conjunto de seu ambiente interno, o usuário de um site de mesma forma se sentirá, se este site além de ter uma ambientação com uma estética interessante, também for navegável e transmitir uma sensação de conforto.


Se você está em busca de uma (re)colocação na área de design, já tem alguns trabalhos no portfólio, conhecimento técnico e todos os requisitos que considera importantes para conquistar o entrevistador, é melhor estar pronto para ouvir o termo acima, pois é crescente o número de entrevistadores que te dão apenas 2 minutos para falar tudo o que você levou horas planejando.

Não importa o tamanho do seu discurso, vai ter que adaptá-lo e deixar uma boa impressão em apenas 2 minutos, para transmitir uma vaga idéia da importância de estar pronto para falar sobre si ou sobre seu trabalho neste tempo, basta ficar atento aquelas reuniões com importantes contatos, se em algum momento você despertar o interesse de alguém que tem uma oportunidade para lhe oferecer, vai ouvir o inevitável me fale sobre você e muito provavelmente, terá pouquíssimo tempo para isso ou ouvirá: você tem 2 minutos.

Como reagir diante desta que pode ser a única oportunidade em determinada instituição?

O que os consultores aconselham nessa hora é que você esteja preparado e com um discurso muito bem ensaiado, pronto para falar por 2 ou por 10 minutos (dependendo da abertura e circunstância), vale a pena separar um tempinho para praticar em voz alta e na hora que precisar, dizer da maneira mais natural possível, pois a primeira impressão ainda é a que fica.

A próxima vez que pensar em apresentar seu portfólio, ou lutar por uma vaga na área, inclua na sua preparação este precioso discurso para não ser pego de surpresa na hora H, certamente ele pode decidir a sua contratação.

Saiba mais:
Fale-me sobre você(Universia Brasil)


Degrade

A maioria dos designers quando começam, adoram usufruir de degradês. Peças de resultados cada vez mais interessantes surgem e também o contrário, aquelas feitas pelos famosos “sobrinhos”, bem feias, com efeitos mal aplicados que doem aos olhos.

Folhetos de pizzarias, padarias, colégios infantis, etc. Na maioria das vezes, são com aqueles degradês bem nojentos, de uma cor pura a outra (verde para o amarelo, amarelo para o roxo), fora aqueles que simulam arco-íris, que são pré-definidos por programas de criação de imagens. Efeitos nada pensados, aplicados apenas para preencher o fundo dos folhetos.

Comecei a trabalhar em uma agência agora, como vetorizo a maioria das coisas, o uso do degradê é bem útil, para aparentar volume em objetos e para aplicar como preenchimento de fundo, selecionando uma parte (mapa de degradê), para destacar algum objeto dentro no layout.

Estou começando a me aprofundar nesse recurso agora, não que seja dificil utilizá-lo, mas requer certos cuidados na hora de aplicar.

Não existe tanta regra para aplicação deles, mas na maioria das vezes os sútis, são os que dão melhores resultados, como: Branco para preto 10% , Marrom Capuccino para o marrom um pouco mais claro, entre outros.

Citar um assunto desse e não falar de Apple é dificil, um belo exemplo de sutileza em degradês de volumes. Afinal, o que a Apple faz não vem sendo referência?

Algumas dicas básicas que deixo são:
- Tomar muito cuidado na hora de aplicar degradês (Duas vezes mais com o efeito “Radial”);
- Pegar referências de degradês agradáveis (Nem é preciso andar muito, nas próprias interfaces da maioria dos novos programas tem coisas boas, ex: iTunes, Windows Vista, até mesmo no XP)
- Cuidado em aplicar degradês de uma cor para outra totalmente contrastante,
ex: preto 100% com branco, roxo com amarelo, marrom bem escuro com bege bem claro.
Estes mesmos são mais aplicados para efeito de luz no objeto;
- Somente usar degradês pré-definidos pelos programas de edição, para começar na criação do degradê, trocando suas cores nos ajustes.

Mais:

rodrigomuniz.com/blog/moda-no-design-para-a-web
www.slideshare.net/elliotjaystocks/fowd-november-2007

Sites com degradês bem aplicados:
www.santander.com
www.philips.com.br
www.ford.com.br


Vantage Point

No Thriller Vantage Point (a ser intitulado Ponto de Vista no Brasil) com estréia nacional em março de 2008, dois agentes do serviço secreto são destacados para proteger o presidente americano durante uma conferência sobre a guerra mundial contra o terror. Quando o presidente é baleado logo após sua chegada, o caos toma o lugar e somos levados a ver a perspectiva de 8 pessoas sobre os mesmos 15 minutos antes e imediatamente depois do tiro, onde o verdadeiro motivo da tentativa de assassinato é revelado.

O design do cartaz é mais criativo do que a média de Hollywood, ainda mais para um filme suspense/ação. Buscando não apenas mostrar cenas de ação ou explorar exageradamente o elenco (que por sinal é muito bom: Dennis Quaid, Matthew Fox, Forest Whitaker, Sigourney Weaver e William Hurt), o cartaz explora de forma imagética o âmago do filme, que são os diferentes pontos de vista do assassinato, em uma figura humana (o assassino) em recortes com imagens de diversas cenas do filme.

O cartaz de Vantage Point é claramente inspirado no trabalho do designer americano Saul Bass para o cartaz do filme Anatomia de um Crime de Otto Preminger, que foi eleito o n°1 na eleição do 25 melhores cartazes de filme de todos os tempos, realizada pela revista Premiere. Saul Bass que é muito conhecido por seu trabalho de design gráfico para abertura de diversos filmes, utilizou em Anatomia de um Crime, a figura de um corpo caido (a vítima) em recorte.

Em março/2008 poderemos conferir se Vantage Point é tão bom quanto seu cartaz.

Mais:

Site Oficial
Trailer do Filme
Os 25 melhores posters de filme de todos os tempos


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