Nossa equipe marcou presença no último Pixel Show durante os dois dias do evento.
Apesar de serem apresentados trabalhos de uma qualidade inquestionável, pude perceber que ainda há um sério problema no que se diz respeito a um design com nossa própria identidade. O palestrante Walter Nomura, também conhecido como Tinho, é grafiteiro e abordou durante sua apresentação o processo pelo qual o graffiti passou aqui na América do Sul, mais especificamente no Brasil, Argentina e Chile.
Hoje amadurecido, o graffiti nestes países já tem uma identidade própria. Esta conquista dos grafiteiros, talvez tenha sido alcançada devido ao fato deles terem as ruas como palco de suas obras e inspiração, o que de uma certa forma facilita a proximidade com a realidade de nosso país. A exemplo do pessoal do graffiti, os designers deveriam pensar um pouco mais nisso e tentar obter o que o grafitti hoje já tem: uma cara nossa.
Para tanto acredito que a busca por referências regionais já seja um ótimo começo e as ruas de onde eles já tiram suas referências, com certeza podem ser o baú do tesouro que tanto procuramos para nosso design.
Publicado em: Arte Urbana, Referências, Segunda-feira, 1st Outubro, 2007 às 11:54 am
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Outubro 9th, 2007 às 12:57 am
Belo texto Cássião..
Esse Tinho manja mesmo, tem um conceito bacana..
E Graffitti é muito mais profissional do que imaginam, a maioria dos grafiteiros sao artistas plásticos formados, designers, etc…
E graffitti no Brasil cresce cada dia mais, nessa história de referencias regionais, vale lembrar o trabalho do grafiteiro Speto, que já fez trabalhos para a Brahma, O Rappa, etc. Que busca como referência arte do nordeste, como o cordel e compoe pinturas muito boas…
Queria ter ido na PixelShow, mas nem rolou..
abraço
Outubro 11th, 2007 às 5:32 pm
Otimo texto. E a proposta é boa. Mas não sei se a busca por referencias reginais seja ideal para se obter uma ‘cara’.
Na minha opiniao, o artista obtem sua propria identidade buscando referencias em diversos lugares. O que quero dizer é que não tornar um objetivo principal dos designer brasileiros de obter uma cara nossa. Sim isso seria bastante interessante para o reconhecimento dos profissinais brasileiros lá fora, mas não sei se o ‘buscar referencias reginais’ seja tudo. Não seria melhor se o Brasil tivesse uma diversidade de ‘caras’ originais dentro do design?
Não sei se deu pra entender rsss mas é minha opinião (embora eu não to discordando de que temos que ter uma certa identidade mais nacional com a arte)
Outubro 17th, 2007 às 11:43 pm
Altair,
Entendo o que diz, acredito que para um Designer/Artista, referencia é valida vinda nacionalmente, internacionalmente, até de marte se fizerem coisas legais por lá, a identidade vai de cada um, a vivencia que cada um tem, alguns buscam a sua cara no que acha mais bacana, como brasileiros naturais (sem antecedencia oriental), que produz coisas bem bacanas na arte oriental, as vezes melhor do que quem é de lá, é relativo isso, mas é legal isso que vc falou..
Dezembro 11th, 2007 às 2:20 pm
[...] foi simples de ser feito, abriu diversas portas a eles como os próprios comentaram no último Pixel-Show em que estivemos presentes [...]