Desde que comecei a acompanhar blogs, no meio de 2006, não parei mais pela agilidade com que eu recebia conteúdo de qualidade todos os dias via RSS. Com o tempo veio a sobrecarga de informação, com muito mais material do que eu podia ler e depois de ficar algum tempo tentando absorver tudo, comecei a filtrar com mais rigor o que eu lia.
Esses filtros tinham a ver com os assuntos que eu queria acompanhar em cada época (como padrões web, tipografia, empreendedorismo), com fontes que me traziam novidades (ex: desenvolvimento e tendências web) e e os outros como base de conhecimento (história da arte, etc).
Há uns 2 anos diminuí a quantidade de sites assinados de em torno de 200 pra algo por volta de 60/70. Eu não ia conseguir acompanhar muito mais que isso. Mas ainda assim é bastante coisa porque alguns publicam textos imensos várias vezes por semana e direto sai uma sequência de textos bons em vários blogs no mesmo dia e fica aquela “obrigação” de ter que ler tudo.
Mas eu também lia livros desde a infância, quando meu irmão me indicou o clássico “Um cadáver ouve rádio” da Série Vagalume, onde descobri o gosto por ler livros. Com design isso não parou, só estava esquecido, até que um antigo chefe me emprestou um livro dele e me fez recuperar esse gosto.
Como 2006 foi o ano que eu comecei oficialmente minha carreira, a partir dele, a cada final de ano eu contava quantos livros eu tinha lido e esse número nunca me agradava, apesar de consumir muito material online. Eu me mantinha informado, só que de uma forma não-tradicional.
O que começou a me incomodar nos últimos meses foi que o conteúdo era um pouco superficial e aquilo não estava me satisfazendo como antes, já que comecei a me interessar por material mais teórico, menos comum na internet e não estava mais lendo livros físicos (por vários motivos idiotas, como falta de tempo). Também achava que tanta coisa pra ler estava me tomando tempo demais durante o dia e me fazendo produzir menos (tanto no trabalho como em casa). Nada contra blogs ou contra o formato de RSS, os dois são ótimos, a mudança tem a ver só com uma necessidade minha.
Então tomei a decisão de fazer novamente um filtro do que eu vou ler e passar a consumir menos informação online e mais fora do computador. Tem muito livro importante de design que eu ainda não li (e já deveria ter lido) e quero ocupar mais tempo com eles neste ano. Sei que dá pra baixar e ler na tela, no celular, no Kindle e etc, mas nada é mais prazeroso do que ler no papel, até por sair da frente da máquina.
Quero me relacionar com a maioria dos posts e notícias online de uma forma mais rápida e ir buscar conhecimento em livros, que considero o que há de mais inspirador e motivador pra mim (estou preparando um post sobre isso, publico em breve).
A lista de blogs diminuiu pra 45 (e eu vou me esforçar pra não deixar passar de 50) e procurei deixar principalmente os que publicam artigos mais trabalhados, que me fazem pensar, e o menor número possível de blogs com artigos técnicos ou de referências de design. Diminuí também o número de pessoas que eu sigo no twitter (que postam links e me geram mais material pra ler) em mais ou menos um terço.
Existem ainda alguns sites que eu quero acompanhar mais de perto. São eles o The 99 Percent, da área de pesquisa da comunidade Behance e os artigos da AIGA.
O The 99 Percent se define como um lugar “não sobre ideias, mas sobre fazer ideias acontecerem” e publica textos sobre o que fazer com as ideias depois que elas surgem, sobre os 99% de transpiração pra construir alguma coisa, depois da concepção de ideia. Os textos da AIGA são mais teóricos sobre design. O que conta também é o respeito que tenho pela AIGA como associação de design gráfico (até sinto falta de uma instituição com tal importância aqui no Brasil).
Dentre os blogs que conheci recentemente e a leitura vale a pena estão esses 3: Drawar, Wisdump e Brandon Walkin. Enquanto os dois primeiros falam com propriedade e sem deslumbramentos sobre web design e o caminho que essa área está tomando, inclusive com críticas bem feitas sobre a comunidade de web designers, o último fala sobre interfaces, num blog ainda com poucos posts, mas certamente bem escritos, que destaco esse aqui: “Gerenciando complexidade na interface para o usuário”. Do Drawar recomendo a leitura de “Designs do Ano de 2009″ (uma compilação dos melhores sites do ano que na galeria que o autor mantém, com a defesa de cada posição da lista) e do Wisdump um que vale a pena ler é o “Olhando pra trás e pra frente no web design”, com uma releitura do que aconteceu nos últimos 10 anos e o que poderá acontecer na próxima década. O que o post tem de melhor é a qualidade dos links que faz sobre o assunto (e se você gostar mesmo de webdesign, este texto do Information Architets – que faz anualmente o Web Trend Map – é fundamental).
A lista de sites assinados está na imagem aqui em cima, clicando nela dá pra ver maior, ou você pode acessar diretamente a página neste link.
Vou ver como isso funciona nos primeiros 2, 3 meses do ano e ir refinando esse comportamento conforme for necessário. Alguma dica? Compartilhe nos comentários.
Acompanhe os posts do Design Coletivo.
Publicado em: Referências, segunda-feira, 18th janeiro, 2010 às 7:30 am
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O que são feeds RSS?
fevereiro 14th, 2010 às 11:07 pm
Gostei muito do site e do artigo sobre leitura, só lamento as referencias são todas grigas e como eu q estudo design e como grande parte dos q estudam comigo não conseguem ler em inglês. Se tiver algumas referencias brasileiras ou textos traduzidos seria mais fácil. Um grande abraço. T+.
fevereiro 17th, 2010 às 8:24 pm
Acho que ler em inglês é fundamental pra quem trabalha hoje, mas aí vão alguns links de material em português.
http://www.pristina.org/
http://abduzeedo.com.br/
http://www.ideafixa.com/
http://logobr.wordpress.com/
http://www.espaco.com/design/