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O Projeto Iskin Brasil surgiu em 2007 após um longo estudo do cotidiano dos jovens brasileiros. E a partir deste universo cheio de arte e cultura urbana a Iskin traz ao Brasil uma coleção de adesivos para celulares, notebooks e Ipods. As iskins têm como grande destaque os trabalhos exclusivos de artistas brasileiros, participantes da ONG Associação Escola Aprendiz.

O projeto visa disponibilizar a possibilidade de personalização de aparelhos eletrônicos, perpetuar a arte urbana no cotidiano e promover a inclusão de artistas desconhecidos do grande público no circuito das artes, entre eles grafiteiros, ilustradores, artistas plásticos, cartunistas entre outros.

Em parceria com a Associação Escola Aprendiz, a Iskin no Brasil reverte parte da renda para a formação e inclusão de novos artistas no mercado. O suporte tecnológico veio da empresa 3M que foi responsável pela criação da película adesiva especial, que garante a personalização e a valorização dos aparelhos. A película tem sistema anti-bolhas, proteção contra riscos é de fácil aplicação e remoção, sem deixar resíduos no aparelho.

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Expo_mendell_brasília_01

Após uma temporada de três meses de grande sucesso em São Paulo, a Exposição Pierre Mendell: Cartazes, chega à cidade de Brasília cercada de expectativas e trazendo novidades.

Em cartaz desde 06 de março, a maravilhosa mostra dos cartazes do artista gráfico alemão Pierre Mendell, desembarcou na capital federal, impulsionada pela grande repercussão em São Paulo. “Uma exposição em Brasília é um sonho que se realiza” expressou Pierre Mendell, conforme nos contou a curadora da exposição, Bebel Abreu. Mendell já havia se declarado um grande admirador do trabalho de Oscar Niemeyer.

A mostra ocupa os mais de 400 m2 na galeria principal do prédio da Caixa Cultural Brasília. O lugar já é conhecido de Bebel Abreu que em 2006 montou na mesma galeria a mostra “Ilustrando em Revista”, da Editora Abril.

Projeção do filme - At First Sight - de Pierre Mendell, até então inédito no Brasil

Visitante contempla o cartaz Diante de Deus todos os homens são iguais

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O resgate da estética da cultura popular do nordeste no país, mais precisamente a do cordel, vem sendo muito bem aplicada nas ruas e em peças de design.

O artista plástico de Recife, Derlon Almeida, ilustrador de capas de literaturas de cordel e graffiteiro das ruas da capital pernambucana, busca através da xilogravura e tecnologias acessíveis na periferia, referências para criação de seus desenhos, fundindo muito bem arte popular com arte contemporânea.

Graffiti de Derlon Almeida em rua de Recife

Ilustração de Derlon Almeida em capa de cordel

Com poucas cores, o cordel utiliza em grande parte o preto e branco, procurando a aproximação da imagem com a xilogravura, que com seus traços simples e grossos deixam bem marcante a informação com o receptor. Na rua não é diferente, a comunicação é rápida sendo facilmente aceita pelo público, acostumado a ver apenas outdoors, faixas e cartazes espalhados pela cidade (em Recife ainda não existe a Lei Cidade Limpa), o que deixa ainda mais artistas como Derlon utilizarem o espaço urbano para realização de suas obras.

Graffiti de Derlon Almeida em bar

Já em São Paulo, existe o bem consagrado artista plástico/grafiteiro e ilustrador Speto, também muito influenciado pela cultura regional do nordeste.

Conhecido entre os artistas de rua, suas ilustrações se encontram em discos de artistas musicais como O Rappa, Nação Zumbi, Charlie Brown Jr, além de trabalhos para a Brahma. Ele mistura na massa cultural, ainda um pouco de tatuagens maoris e tribais indígenas, resultando em composições de forte estilo contemporâneo.

Ilustração de Speto para capa de Cordel

Graffiti de Speto

Graffiti de Speto e Highraff na Vila Madalena

Empresas como a Natura, investem nesse tipo de arte. Há tempos atrás, juntamente com o artista Valdeck de Garanhuns e a agência paulista Modernsign, criaram uma papelaria com visual baseado em xilogravura.

Papelaria da Natura

A disseminação da cultura popular do nordeste com a nossa é muito bem casada, como já citado aqui, quando os grafiteiros paulistas Osgemeos, fizeram a capa do cd do grupo pernambucano Siba e a Fuloresta.

Mais:
Conheça um pouco sobre literatura de Cordel:
Academia Brasileira de Literatura de Cordel
A Literatura de Cordel

Xilogravura:
Álbum de Xilogravuras
J.Borges no Lost Art

Outdoor adidas para campanha Impossible is Nothing na Alemanha. Não permitido em SP

Passada a implementação da “Lei Cidade Limpa”, a qual bane a publicidade em mídia exterior em São Paulo, publicitários e designers gráficos, buscam alternativas para a veiculação de anúncios, enquanto aguardam o lançamento da licitação do mobiliário público pela prefeitura. Parte dos recursos, antes destinados aos outdoors, foi redirecionada para a internet, jornais e rádios, além do aumento no número de anúncios indoor. Mas o que esperar da criatividade dos anúncios diante de uma legislação tão restritiva?

Geralmente, o que se espera do anúncio de um produto é o incentivo às vendas do produto, a popularização do produto e da empresa, a consolidação de slogans, entre outros, porém os anúncios em mídia exterior na cidade de São Paulo vinham sendo caracterizados por aspectos negativos dos mais diversos e apresentando uma enorme falta de criatividade. Excesso de informação como apresentação de diversos telefones, websites, e-mails e textos imensos (sobretudo em anúncios de vestibular), faixas sobre postes e distribuição espacial sem nenhum critério que favorecessem a legibilidade do público, tornaram a comunicação visual na cidade caótica e precária.

Durante a abertura da exposição Pierre Mendell – Cartazes, na Caixa Cultural Sé, os designers Alexandre Wollner e Fernanda Martins, ressaltaram este aspecto negativo na comunicação visual da cidade e mais que criticar a ação da prefeitura, lançaram reflexões e possíveis propostas, além de estimularem os designers a serem mais criativos e engajados em pressionar a prefeitura para a criação de espaços de publicidade bem definidos e regulamentados.

Anúncio Security Glass da 3M em ponto de ônibus no Canadá

Um excelente anúncio realizado com criatividade foi o amplamente conhecido Security Glass da 3M. O anúncio, instalado em um ponto de ônibus na cidade de Vancouver no Canadá, consistia de um painel de vidro recheado de dinheiro protegido pela película super-resistente da 3M, o qual se mostrou extremamente eficaz em seu propósito, pois além de divulgar o produto, levou o público a literalmente interagir com o anúncio por meio de pontapés e voadoras (contribuindo para credibilidade do produto e da marca), gerando ainda mais marketing através de mídia espontânea em TV, jornais e internet.

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Boa parte dos designers que conheço procura ter seus pertences personalizados por eles mesmos, fugindo do “original de fábrica”. A idéia do “Do it yourself” (faça você mesmo). Se for para ter algo legal, com a sua cara, que seja feita por você mesmo certo?

Desde personalizar seu desktop com wallpapers e ícones, até atacando muitas vezes de designer de interiores, estilizando seu quarto, pintando as paredes, colando adesivos nas portas e janelas, colocando prateleiras com coisas que gosta como toyart’s, livros, filmes, etc. ou ainda, estampando suas próprias camisetas .

É algo como procurar uma coisa única e não encher a bola dos outros, sendo comum como todos e também para tentar vender seu peixe, se alguém se interessar na arte, dizendo que você mesmo fez.

Certa vez um professor me disse que a maioria dos designers se preocupava com seu visual pessoal, sendo na maioria das vezes o “diferente”, para causar impacto e todo mundo perceber que tipo de profissional ele é e de repente buscar um trabalho dele.

Eu, por exemplo, gosto bastante de colar adesivos nas minhas coisas, porta do meu quarto é a coleção que tenho há mais de cinco anos, tudo que acho legal colo nela, tem muitos adesivos de marca de roupa, bandas, lugares que fui, banheiros, frágil, cuidado, o Taz, o Kenny do South Park, entre outros, além também de algumas pinturas e posters no lado de dentro.

Porta transformada num mural, tendo em cada elemento uma história.

porta.jpg

Porta_Dentro

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Pierre Mendell: Cartazes

Em cartaz desde 14 de novembro na Caixa Cultural Sé, a exposição “Pierre Mendell – Cartazes” traz a São Paulo obras do renomado designer gráfico alemão Pierre Mendell. A mostra, composta por mais de 50 cartazes criados para diversas instituições alemães, apresenta belíssimas peças desenvolvidas nos últimos 30 anos, de foco primordialmente cultural e social.

Ao longo de sua trajetória, Pierre Mendell estabeleceu um padrão singular de comunicação com seu público. A partir do uso de elementos simples e da brincadeira com formas e cores, o designer determinou um contra-ponto ao excesso de imagens que assolam a cultura contemporânea, e assim imprimiu ao design gráfico cotidiano não só o rápido, o claro e o simples, mas também levou seu público a enxergar seus cartazes não apenas com os olhos, mas também com a imaginação.

Detentor de um senso de observação privilegiado do mundo a sua volta, Mendell soube como poucos expressar em seus cartazes, que variam dos espetáculos de ópera às questões sociais, a essência do tema abordado. O público paulistano, que passou a discutir a comunicação visual na cidade em função da Lei Cidade Limpa, é presenteado, com esta exposição, vinda em tão apropriado momento, com beleza e inteligência.

A dualidade entre simplicidade e exatidão marca o trabalho de Pierre Mendell

Cartazes de ópera para o Teatro Municipal da Baviera

O público confere o trabalho de Pierre Mendell, pela primeira vez no Brasil

Diante de Deus todo os homens são iguais. Iniciativa do estúdio de Pierre Mendell

Alexandre Wollner analisa o trabalho de Pierre Mendell

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Sobre

O Design Coletivo é formado por 8 estudantes de design, interessados em criação de conteúdo relevante sobre design e seu reflexo no mercado, além do estímulo do debate nos assuntos referentes à area.

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