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Já abordamos algumas vezes aqui, o tema naming e a importância que ele ganha diariamente, não tive como não pensar nisso quando vi o nome da nova operadora que começou atuar este mês na região metropolitana de São Paulo a ae iou.

Confesso que imaginei todos os nomes possíveis para uma operadora de telefonia celular menos esse, um nome que a princípio, além de não dizer nada, parece mais uma variação do nome da concorrente OI (que estreará em outubro no estado de São Paulo).

A explicação para o nome é bem simples (e particularmente não concordo e nem encontrei muito sentido nela), a BigMan, agência criadora do nome, explica que aeiou foi escolhido porque as vogais são a base da comunicação.

Ao entrar no site e explorar as suas páginas fica um pouco mais fácil entender o conceito por trás do nome e  fica claro que a intenção da operadora é figurar entre as grandes em pouco tempo. Isso porque a linguagem usada no site reforça o conceito de simplicidade que sustenta o nome e representação gráfica da nova empresa e cumpre muitíssimo bem seu papel como informativo e como plataforma de serviços que é. Vale ainda conferir, na prática, conceitos como o uso da cor preta para economizar energia (conceito que é foco de discussão entre especialistas pois o consumo de energia depende de diversas variáveis como o tipo de monitor) e algumas regras de usabilidade aplicadas.

Por fim, temos uma nova opção em telefonia celular em São Paulo, porém, para nós designers, mais importante que isso é mais essa afirmação da importância do design, baseado em conceitos e valores, como elemento fundamental na consolidação de um novo produto junto a seu público.

Meu portfólio (Camilo Oliveira) vai fazer um ano e eu pretendo fazer uma atualização. Novo layout, mais conteúdo e… novo nome.

Na época que criei o site, precisava escolher um domínio pra ser meu. A primeira coisa que me veio na cabeça foi meu nome e sobrenome, mas como o nome termina com a mesma letra que o sobrenome começa (no caso a letra ‘o‘), achei que poderia existir dúvida na hora de escrever e descartei a opção. Meu outro sobrenome, “Soares” eu não costumo utilizar, gosto mais quando me chamam usando o último sobrenome.

Outro ponto a ser pensado era o domínio. .com, .net, .org, .com.br e uma diversidade de opções existem, mas optei pelo ‘.com’ por ser mais comum, mais fácil de lembrar, embora ache interessantíssimo quando um site explora a questão do domínio - o del.icio.us é o meu predileto. Há inúmeras opções, letras que representam domínios de outros países também podem ser exploradas, uma lista no IANA tem uma porção deles, pretendo analisá-los com carinho nessa escolha.

O nome que escolhi foi ‘camilo87′, meu primeiro nome + ano de nascimento. Não consegui ser mais criativo do que isso, mas a intenção de uma URL curta foi atingida. Em contrapartida, acho e-mails como ‘camilo@camilo87.com’ antipáticos, sobretudo e-mails tipo ‘contato@camilo87.com’ (ou contato@ qualquer outro domínio), que são piores ainda. Mas como ainda tenho só essa URL, continuo com o primeiro e-mail, mas com a felicidade de abandonar o segundo.

Acho que a questão do nome é muito importante, pois será uma marca que representará o designer. Ou ilustrador, jornalista ou qualquer outra pessoa. Já escrevemos aqui antes sobre Naming, sucesso de marca e apesar de ser uma questão nova, já dá pra ser tratada com seriedade. Neste texto proponho uma exercício prático (e para vocês, uma reflexão) do naming.

Agora volto na mesma questão. Meu portfólio faz 1 ano em junho e eu gostaria de lançar outro lá pra agosto. Gostaria de comemorar o aniversário já com nome novo, mas tenho outros projetos atrasados que neste momento são mais importantes, já que já tenho um site com meus trabalhos no ar. Caso escolha o outro nome, vou continuar com a URL antiga em minha propriedade, nem que seja só pra redirecionar para o novo, pra quem visitar não se perder.

O que eu realmente pretendia era escolher algum nome bacana que ‘me representasse’ como portfólio. Os exemplos abaixo são todos excelentes.

  • Foan (Renato Miguel Simões),
  • Number 27 (Jonathan Harris),
  • OkayDave (Dave Werner),
  • Fatoe (Mike Orduña),
  • Untitled2 (Vance Wellenstein),
  • project.47 (Carlos Eduardo de Souza),
  • Manux (Manuella Nejaim) são ótimos exemplos.
  • No caso da agência Red Interactive Agency, o nome nem é tão ousado, mas a url é excelente, http://ff0000.com. (FF0000 pra quem não sabe, é a cor vermelho em números hexadecimais, extremamente usados no Photoshop e no Flash, por exemplo).

Eu pretendo algo que não necessariamente precise remeter o meu nome pessoal e também não seja muito difícil de pronunciar, de escrever e, principalmente, de entender, que eu não tenha que repetir pra quem me ouve. Não por preguiça, mas por praticidade mesmo, já que se houver dificuldade para entender, também haverá para quem for digitar.

Pra não ficar nenhuma dúvida, A intenção do post não é de maneira nenhuma que alguém chegue com a solução para mim, só estimular a reflexão.

Se alguém estiver passando, ou já passou, pela mesma situação, vamos fazer uma conversa legal nos comentários. Conte como foi a escolha da sua URL, do domínio e dos e-mails dessa conta. Quando o meu estiver pronto, volto a escrever aqui, pode cobrar :)

Mais uma prática começa a ganhar espaço na web e nas universidades, desta vez trata-se do naming, uma série de técnicas e estudos de redação, linguística e tendências de consumo e comportamento adotados para encontrar um nome adequado para a marca.

Nos dias atuais, o nome da marca não pode ser visto como uma simples etapa de um projeto separado da estratégia, o naming tornou-se uma parte muito importante deste processo por conseguir, quando bem elaborado, transmitir os princípios, posicionamento e valores da empresa ou produto.

Para uma boa prática de naming algumas etapas devem ser seguidas, elas se inciam no conhecimento e definição da estratégia, de onde surgem os conceitos e valores que se deseja transmitir, na sequência é feita uma triagem para eliminar os nomes com menor potencial (de acordo com os valores anteriormente definidos) e sonoridade menos adequada, para as estapas finais ficam a verificação do mercado e legal, disponibilidade de domínios e por fim é refeita a avaliação conceitual.

Os especialistas no assunto afirmam que um naming definido sem a atenção merecida pode até atrapalhar o sucesso de uma marca.

Apesar de ser um assunto realtivamente novo, o naming já começa a aparecer com maior intensidade em diversas publicações e está presente também em tabelas de valores referênciais como a da Associação dos Designers Gráficos do Distrito Federal – Adegraf e com certeza é uma disciplina que vem para ficar.

Mais informações:
DesignToBranding Magazine | nº2 | Julho de 2007
AppleTV ou MacTV ? o naming responde
Tabela de preços referenciais da Adegraf

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O Design Coletivo é formado por 8 estudantes de design, interessados em criação de conteúdo relevante sobre design e seu reflexo no mercado, além do estímulo do debate nos assuntos referentes à area.

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