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No dia 27 de junho o Grupo Impacta através de uma parceria com a consultoria Gartner promoveu uma palestra cujo assunto principal era a revelação das 10 tendências para o mercado de TI nos próximos 5 anos.

Cassio Dreyfuss, diretor de recursos da Gartner, foi o palestrante da tarde e embora o tema da palestra já selecionava os profissionais de TI a palestra foi muito proveitosa para todos que estavam lá presentes. Do ponto de vista de quem faz design, as tendências não poderiam ser mais favoráveis, das 10 divulgadas, 7 estão diretamente relacionadas com o design. Abaixo comento um pouco da percepção sobre cada uma delas:

  • Plataforma web: serviços online que independem de processamento por parte do usuário (hardware);
  • Interface do usuário: as novas interfaces (comandos de voz, sensibilidade ao toque, leitores de retina e etc…) precisarão ser redesenhadas afim de serem assimiladas com facilidade por seu público-alvo;
  • Web Mashups (rich internet applications): as mesclas dos vários serviços disponíveis online, gerando um novo serviço ou conveniência;
  • Social Softwares: já estamos vemos a adoção deles em crescimento nas mais diversas plataformas e esta tendência continuará crescendo bastante nos próximos 5 anos;
  • Mundos virtuais: as experiências atuais que tivemos com jogos como o Second Life, independente do seu sucesso ou insucesso, serviram de inspiração para a criação de ambientes imersivos corporativos, quem auxiliam no treinamento de funcionários, motivação, entretenimento e muitas outras áreas;
  • Manipulação de vídeo: a manipulação de vídeo se tornará tão simples como é hoje a manipulação de fotos e, tendo em vista que pelo menos 1/3 da audiência da internet passa por sites de vídeos, não fica difícil imaginar o potencial a ser explorado nesta área;
  • Web Semântica: a tão falada e sonhada web 3.0 que ajudará na catalogação da informação universal.

O mercado de TI está conseguindo visualizar um crescente potencial na web, tendo em vista o seu estágio de desenvolvimento atual e a direção para a qual está caminhando, é claro que com isso exigirão mais conhecimento de nós designers também, afinal, com todo este progresso é natural que tenhamos que entender cada vez mais sobre as áreas que se relacionam com a nossa, mas ainda sim é um preço justo a pagar.

A animadora conclusão ao término da palestra, foi mais esta confirmação de a web está muito mais madura e tem um vasto campo a ser explorado ainda, com certeza os designers capacitados que atuam nestas áreas terão um futuro promissor.

Quando você digita um texto, aperta o botão em uma máquina fotográfica ou temporiza o microondas, sua ação é entendida pelo aparelho em questão, como uma ordem direta para que uma ação seja executada. Essa relação que permite o diálogo homem-máquina (ou usuário-aparelho) é permitida graças a um conjunto de procedimentos conhecidos por interface do usuário.

E não é necessário muito esforço para reconhecer onde estão estas interfaces no nosso dia-a-dia, por exemplo, se você está lendo esta mensagem em um monitor, esta fazendo uso da interface do usuário (o monitor), mas no caso do computador, essa interface compreende ainda o teclado, mouse, ícones exibidos e etc.

O profissional que cuida do design de interfaces é responsável pela difícil missão de projetá-la para se tornar “invisível”, ou seja, simples, fácil de manusear e tão intuitiva a ponto de não ser percebida conscientemente por seus usuários finais.

Um bom design de interface, independente de ser projetado para um programa, um site, um programa interativo de televisão ou um equipamento, passa por muitas etapas para alcançar o sucesso e tornar-se tão simples e popular a ponto de ser “invisível”, mas os estágios principais levam em consideração o estudo aprofundado do público-alvo, usabilidade, ergonomia e acessibilidade.

Neste exato período, estamos presenciando o desenvolvimento do que talvez seja o futuro das interfaces, a substituição dos botões pela simulação dos mesmos em interfaces sensíveis ao toque, além das promissoras interfaces que respondem a comandos de voz, tecnologias já encontradas em alguns celulares, smart phones, nos badalados ipod touch e iphone da Apple e no Surface da Microsoft entre outros.

O Surface da Microsoft

Muitas interfaces já fazem parte do nosso cotidiano e tornaram-se “invisíveis”, mas tente imaginar como seria usar o computador ou seu celular atual sem o auxílio e beleza dos ícones, certamente não seria impossível, já usamos outras interfaces para esta mesma finalidade mas, considerando o estágio atual desta vertente do design, seria um desconforto tamanho, não é mesmo?

Em tempo:
O termo interface de usuário ou interface gráfica do usuário (GUI – Graphical User Interface ) é mais utilizado no contexto de computadores e outros dispositivos eletrônicos. Para máquinas industriais ou veículos geralmente é usado o termo interface homem-máquina.

Mais:
Interface do Utilizador - Wikipedia
Design de Interface para idosos
O design de interfaces e os perfis de usuarios - WebInsider

TV Digital também nos dispositivos móveis

Depois de ouvir a demasiada popularização e as muitas discussões em torno do termo web 2.0 é a vez de acompanharmos a televisão dar mais um passo importante, sem dúvida a maior evolução da história da TV foi iniciada neste 2 de dezembro de 2007 com a primeira transmissão digital da TV aberta brasileira.

Claro que essa tecnologia não é mais nenhuma novidade nos países desenvolvidos porém, o que mais anima o mercado, são as infinitas possibilidades que esta evolução nos traz. A televisão ganhou suas expansões no celular e no computador e, definitivamente com as transmissões digitais, terá um alcance bem maior, com seu conteúdo conseqüentemente sendo repensado e reelaborado, visando explorar da melhor maneira possível, esse mar de novas possibilidades.

Para nós designers, é uma oportunidade daquelas que não aparecem todo dia, sabemos que a televisão digital traz a interatividade como uma das suas principais vantagens e como no Brasil esta tecnologia ainda é novidade, o mercado se abre para aqueles profissionais que estão preparados técnica e criativamente para contribuir com a formação desta nova mídia.

Fazemos parte desta evolução e podemos mais uma vez ser agentes da criação e ditar as formas como essas interações poderão acontecer. Vale ficar antenado e agir pró-ativamente na busca por um lugar ao sol neste novo e promissor mercado. A chamada web 2.0 nos permitiu aprender muito sobre a importância da atenção ao usuário e do respeito por suas particularidades e opiniões, já sabemos que eles estão dispostos a cooperar entre si e que se estimulados, geram conteúdo de muita qualidade.

Com certeza é esse o nosso ponto de partida para explorar melhor o potencial da TV Digital.

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O Design Coletivo é formado por 8 estudantes de design, interessados em criação de conteúdo relevante sobre design e seu reflexo no mercado, além do estímulo do debate nos assuntos referentes à area.

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