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Conteúdo sim, importa. Sua mensagem precisa ser relevante. Para o público (target) que você pretende atingir principalmente, e se possível, claro o suficiente para quem não faz parte dele, mas porventura poderia fazer. Para quem não tem nada para falar, mascarar conteúdo fraco com uma boa aparência é matar a mais importante função do design, que é expressão. Se algo não tem força, o que pode ser expressado? No máximo técnicas já carimbadas ou clichês temporários. Outras vezes o problema tem relação com o espaço. Você precisa de 15 linhas ou 20 centímetros para passar sua mensagem, mas acaba com menos ou mais espaço que o necessário. Quando de acontecer menos, vai a técnica em readequar informações e manter o que é estritamente necessário, quando ocorre o contrário, vem a famosa encheção de lingüiça.

Outro dia discutimos na lista ArqHP (SWF em e-mail e Tableless em e-mails), sobre a necessidade de layouts e artefatos imagéticos em malas diretas/newsletters. Entendo a preocupação de uma parte da lista com a questão da importância das mensagens disparadas e a maquiagem do conteúdo, como falei acima, mas infelizmente diversas delas continuarão a serem enviadas e exigirão de nós apertar o botão apagar. Acho que alguma estilização é necessária, de modo a convencer o seu destinatário a ter alguma reação, seja clicar, comprar, pesquisar ou mesmo se interessar pelo assunto. Caímos também na questão técnica sobre o protocolo HTTP, mas nossa conversa aqui vai ficar mesmo na relevância.

O modo de texto é incrivelmente eficiente e funciona há séculos. Um site sem formatação é claramente possível de ser lido. Mas o que se perde com isso?

Na minha opinião: experiência, o tal do flow, a imersão.

Forma como conteúdo - tipografia aplicada usando imagens

Se design é comunicação, expressão, ele precisa ou interagir com o conteúdo que carrega, reforçando-o ou até mesmo contradizendo-o. No caso da forma ser o próprio conteúdo ter um peso que se sustente nessa comunicação, a apresentação visual precisa ser contundente. Quando a forma manda no conteúdo, ou é o próprio conteúdo, a composição visual abre espaço para uma interpretação diferente de cada um que o observa, tornando-a mais interessante.

É praxe vermos acontecer o contrário descrito aqui (e que é a nossa opinião também), mas só seria diferente se houver posicionamento nosso. E qual é a importância do design que você faz? Ele procura ter significado ou é só coadjuvante dentro do contexto que participa?

Este post tem a intenção de fazer pensar. A gente quebrou a cabeça e debateu vários dias antes de subir, o que fez com que prestássemos atenção em fatores importantes do nosso trabalho e que estavam ficando em 2º plano, e queremos que tenha algum efeito em você, mesmo se for pra discordar e achar que só estamos falando bobeira. E se achar que estamos, por favor, comente e nos avise ;)

[update 2]

Problema corrigido.

[update]

Descobrimos onde está o erro, até amanhã de tarde estará ok.

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Passados oito meses da estréia do Design Coletivo, estamos com nosso novo visual no ar, claro que ainda não está 100% funcional afinal, mesmo após muitos testes sempre aparece algo que precisa ser corrigido (hoje por exemplo detectamos problemas com os comentários) (comentários arrumados :)).

Todo o processo para a criação desta nova roupagem levou cerca de cinco meses e foi um verdadeiro exercício prático de trabalho em equipe, afinal nunca é fácil (lê-se possível) agradar todos os membros de um grupo com opiniões e idéias bem diferentes.

Nas diversas reuniões realizadas, foram discutidos o posicionamento da equipe, novos objetivos, o cenário atual da web no Brasil e a partir destas respostas fomos nos aprofundando no assunto para chegar à parte visual, quais elementos deveriam entrar ou sair da interface, o que funcionava e o que não estava tão claro assim para os visitantes, cores, resolução do monitor, logotipo, tipografia, formas de exibição do conteúdo e todas as outras variáveis que constituem o projeto visual apresentado.

Esperamos que gostem da nova proposta visual e mais do que nunca, participem ativamente desta nova fase do Design Coletivo comentando, sugerindo temas, eventos, debatendo e aprofundando os assuntos aqui iniciados.

Aproveitamos para agradecer a todos aqueles que nos acompanham e também para convidá-los a assinarem nosso RSS e espalharem a novidade pela rede afinal, nosso Design é Coletivo!

Equipe Design Coletivo

Depois do iMasters Intercon 2007, estivemos no 12° Encontro de Web Design, promovido pela Arteccom, que neste ano passou por diversas capitais do país e encerrou o circuito em São Paulo.

Suzana Apelbaum e Michel Lent

A escolha dos palestrantes foi adequada, pessoas com perfis diferentes e que até discordavam um do outro em suas apresentações. Eram eles:

Os pontos negativos ficaram para:

  • localização do auditório. Longe, muito longe. Difícil de chegar e de ir embora. Poderia ter sido no centro da cidade, ou senão na região da Avenida Paulista, ou qualquer lugar de fácil acesso. (ou com algum acesso)
  • pouco tempo de palestra (aproximadamente 1 hora). A Suzana e o Matarazzo tiveram que correr em certo ponto de suas palestras, atropelando algum conteúdo
  • muita propaganda. Num cenário onde todo mundo falava de uma nova exploração da propaganda aproveitando ao máximo a internet e que os filmes para TV são ‘quadrados’ (como falou Suzana Apelbaum), houve um bom tempo ocupado com propagandas e videozinhos que passam na TV ou de empresas já conhecidas entre o público. Um espaço que poderia ser ocupado com conteúdo. Realmente essa parte foi bem chata.

Auditório do EWD

Agora o conteúdo das palestras.

Ler o texto completo »

Este texto é a tradução de um trecho do artigo original Understanding Web Design, de Jeffrey Zeldman, na revista A List Apart.

Translated with the permission of A List Apart Magazine and the author. [en]

Traduzido com a permissão do A List Apart Magazine e do autor. [pt]

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Então, o que é Web Design?

Web design não é design de livros, não é design de pôsteres, não é ilustração. Websites podem ser serviços de entrega para games e vídeos e mesmo que esses sistemas pareçam visualmente belos, esses sites são só exemplares do design de games e história de vídeos.


Web design é a criação de ambientes digitais que facilitam e encorajam a atividade humana. Refletem ou adaptam vozes ou conteúdo individual. E mudam graciosamente ao longo do tempo, mantendo sempre sua identidade.

Bons designs são como tipos, como Rosewood, que impõe sua personalidade dentro de qualquer contexto onde for aplicado. Outros como Helvetica, desbotam em segundo plano, apoiando magicamente o conteúdo, qualquer que seja o tom em que foi aplicado (Nós podemos argumentar amanhã se Helvetica é realmente neutra como a água).

Web design é como o que? Para alguns, é o layout “Minima” de Douglas Bowman para o Blogger. Usado por literalmente milhões de escritores, mas ao mesmo tempo parece ter sido feito para cada um deles.

Bons designs para web são como prédios. Todos os prédios comerciais têm lobby, toaletes e escadarias. Websites também compartilham coisas em comum.

Embora o design de um site seja totalmente individual, isso também é um grande negócio, já que, outros designs de sites desempenham as mesmas funções. Como bons designs de revistas e jornais, que os diferem de outros jornais e revistas banais em uma centena de detalhes sutis. Alguns celebram grandes layouts de revistas, outros milhões os apreciam consciente ou inconscientemente, mas ninguém reclama que esses layouts não são de pôsteres.

Os designers sem experiência ou com menor capacidade de pensar sobre seu trabalho questionam por que muitos sites usam grids, outros usam colunas e outros parecem quadrados. Os esforços para evitar o ‘aquadradamento’ acontecem desde 1995. Mesmo tendo sucesso às vezes, a maior parte são miseráveis e designs esteticamente inúteis.

Um designer experiente, como um diretor de arte de jornal, aceita que esses meios funcionam e muitos trabalhos terão cabeçalhos, colunas e rodapés. Seu trabalho não é questionar isso, mas sim usá-los para criar algo distinto, natural, marcas apropriáveis, sutilmente memoráveis e silenciosamente, mas inequivocalmente envolvente.

Se ele alcança tudo isso e consegue abranger os detalhes, o seu trabalho vai ser bonito. Se todos não apreciam essa beleza, - se nem todos entendem design para web - então não vamos chorar pelo web design, mas também por aqueles que não podem ver.

Artigo original: Understanding Web Design - A List Apart Magazine

Sobre

O Design Coletivo é formado por 8 estudantes de design, interessados em criação de conteúdo relevante sobre design e seu reflexo no mercado, além do estímulo do debate nos assuntos referentes à area.

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