O analfabetismo sempre foi um dos fatores mais importantes quando se considera o índice de desenvolvimento de um país, servindo de base também para projetos de política interna que tem por objetivo diminuí-lo. Há algumas décadas, antes da chegada das novas mídias, uma pessoa para não ser considerada analfabeta precisava apenas saber ler e escrever, o que de fato, lhe dava uma certa condição de sobrevivência em uma sociedade ainda industrial.
Com o boom da internet e um aumento significativo na quantidade de informação gerada pela e para sociedade nos últimos anos, o sentido da palavra analfabetismo dentro deste novo contexto, ganhou uma nova conotação, sendo atribuída também à pessoas que não dominam os meios digitais. Mas, um outro tipo de analfabetismo, ainda não muito comentado e nem colocado em pauta pela mídia, é alvo de exploração por parte dos que já detêm o domínio sobre a linguagem da imagem, falo do analfabetismo visual.
Apesar de ser um tipo de comunicação que o homem se utiliza desde a antiguidade, nunca, em nossa história, ela foi usada com um poder tão grande de influenciar e persuadir pessoas. Através de mensagens contendo imagens carregadas de uma grande quantidade de sentidos e conotações, a maior parte das pessoas, que são as receptoras dessas mensagens, não se dão conta de que são manipuladas a formar opinião sobre os mais variados assuntos e desconhecem a forma como foram levadas a determinadas premissas.
Em um país como nosso, onde até o simples ato de ler e escrever é precário, uma das soluções que contribuiria em muito para diminuir nosso “analfabetismo visual”, seria o estado dar uma importância maior às aulas de educação artística na grade curricular do ensino fundamental e médio, o que de fato, é vital para que uma população não fique refém de meia dúzia de pessoas com interesses próprios.
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Publicado em: Sem categoria, terça-feira, 13th novembro, 2007 às 1:17 pm
Tags: Cultura
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janeiro 20th, 2010 às 3:20 pm
Vivemos em um país onde arte é so saber desenhar bem. Percebo bem isso nas reuniões da area de educação. Sou da ideia de que arte não se avalia nem se expõe apenas por beleza.
Mas sou obrigada por lei a dar um “conceito” para os trabalhos feitos e pior sou quase obrigada a ter de selecionar alguns trabalho “melhores”. Como pode haver o sensivel se acham que ver um filme, ler uma QH, estudar um quadro é uma “maneira” do professor de artes não dar aula??